As famílias brasileiras pretendem enviar seus filhos à escola caso retorne o ensino presencial durante a pandemia? Um estudo transversal
Ribeiro CDPV, Silva CA, Santos KS, Lima VAS, Kammer PV, Bezerra ACB, Bolan M, Massignan C
Medicina Biofotônica - UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo transversal foi avaliar os fatores que influenciam na decisão das famílias brasileiras em manter seus filhos em casa caso as escolas voltem ao ensino presencial. Foram enviados questionários via redes sociais WhatsApp, Instagram e Facebook para famílias com crianças de 3-10 anos com perguntas relacionadas à confiança dos pais na capacidade da escola prevenir infecção por Covid-19, ser capaz de promover interação social adequada, atender o calendário acadêmico, dados socioeconômicos e sobre a forma de trabalho durante a pandemia. Análise descritiva e modelo de regressão logística binária (backward) foram aplicadas. Entre os 466 responsáveis maiores de 18 anos de todos os estados brasileiros que responderam, 126 reportaram que seus filhos não retornaram à aula presencial. Entre esses, 44 (35,8%) manteriam os filhos em casa caso retorne o ensino presencial. Após ajustar para renda, escolaridade, trabalho durante a pandemia, responsabilidade sobre as atividades domésticas e confiança na manutenção do calendário acadêmico, os pais que não confiam que a escola será capaz de prevenir infeção por Covid-19 (OR:11.83; 95%CI:12.47-56.49; P<0.01) e aqueles que não confiam que a escola será capaz de promover interação social adequada (OR:4,47; 95%CI:1.20-16.54; P=0.02) tem mais chance de manterem os filhos em casa. Mais de um terço dos pais pretendem manter os filhos em casa no caso de retorno às aulas presenciais. A não confiança de que a escola será capaz de prevenir infeção por Covid-19 e promover interação social adequada estão associadas à decisão. (Apoio: Decanato de Pesquisa e Inovação, Universidade de Brasília N° EDITAL COPEI-DPI/DEX n.01/2020)PN0907 - Painel Efetivo
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Engajamento de usuários com informações sobre COVID19 em mídias sociais e isolamento social: Análise de série temporal
Marinho AMCL, Silva LT, Braga NS, Abreu MHNG, Assunção CM, Ferreira FM
Dosp - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A pandemia de COVID-19 vem impactando a sociedade como um todo, sobretudo a classe Odontológica, devido à maior exposição ocupacional. Com as medidas de prevenção dependentes da adesão da população e tendo o comportamento individual influência na evolução da pandemia, é imprescindível que governos disponibilizem informações engajadoras. Este estudo objetivou avaliar o engajamento do público com materiais educativos e informativos postados nos perfis oficiais do Ministério da Saúde / ANVISA no Instagram e a variação da taxa de Isolamento Social (IS) nos 6 primeiros meses da pandemia. O engajamento foi quantificado pelo número de curtidas, comentários e visualizações das postagens e a taxa de IS coletada no site da "InLoco". A associação entre as variáveis foi avaliada por meio de modelos estatísticos de séries temporais quinzenais. Foi observada associação entre o número total de curtidas em postagens sobre a COVID e a taxa de IS nas unidades temporais analisadas. No modelo múltiplo ajustado pela quantidade de publicações sobre sinais e sintomas, observou-se associação (p<0,001) da taxa de IS com o número de curtidas (positiva) e com o número de comentários (negativa). Conclui-se que o comportamento da população quanto ao distanciamento social refletiu seu engajamento com informações oficiais sobre a COVID-19 em mídias sociais. (Apoio: CNPq | CAPES | Fapemig)