Medidas de resultados relatados pelos pacientes edêntulos bimaxilares não usuários de próteses totais mandibulares
Ribeiro AKC, Verissimo AH, Silva DMS, Medeiros AKB, Cardoso RG, Melo LA, Carreiro AFP
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esse estudo se propôs a avaliar o impacto do tratamento com novas próteses totais na qualidade de vida e na satisfação de edêntulos não usuários de próteses totais convencionais mandibulares. Foram comparados 2 grupos: usuários (GU, n=17) e não usuários (GN, n=17) de próteses totais mandibulares, antes e após 3 meses de reabilitados com novas próteses totais. Foram considerados adaptados os pacientes que conseguiram falar, mastigar e deglutir confortavelmente com as novas próteses totais. A qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) foi mensurada pelo OHIP-Edent. A satisfação foi avaliada por questionário validado na literatura. Após 3 meses, apenas 23,5% dos pacientes não usuários passaram a usar regularmente as novas próteses totais mandibulares (p=0,002). Pacientes que não faziam uso de próteses mandibulares previamente ao tratamento registraram maior ocorrência de úlceras após 15 dias da reabilitação (p=0,004) e relataram menor satisfação com a mastigação (p=0,004), adaptação (p=0,016) e conforto (p=0,006). O escore total do OHIP (13,35 ± 8,78) revelou que não usuários apresentaram maior impacto negativo na qualidade de vida, sendo a dimensão dor física a mais impactante (p=0,002). Conclui-se que a ausência de uso regular das próteses totais mandibulares interfere negativamente na adaptação a novas próteses. (Apoio: CAPES N° 001)