RESUMOS APROVADOS

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PN0754 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 20

Adicção a smartphone e características do sono de estudantes universitários brasileiros durante a pandemia de COVID-19
Torres-Ribeiro JD, Prado IM, Paiva SM, Perazzo MF, Silva GLF, Serra-Negra JMC, Pordeus IA
Saúde Bucal da Criança e Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a associação entre adicção a smartphone e características do sono em universitários brasileiros em isolamento social devido à pandemia de COVID-19. Participaram deste estudo transversal, 547 estudantes selecionados a partir do método amostral por bola de neve. Os participantes responderam a um questionário na plataforma Google Forms respondendo sobre dados sociodemográficos, a versão brasileira curta do Smartphone Addiction Scale (SAS-SV) e a versão brasileira do Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI-BR). Análise descritiva, binária e regressão logística multifatorial foram utilizadas (p˂0,05). A média de idade foi de 24,9 anos (±5,5) e a maioria era do sexo feminino (74,5%). A prevalência de adicção a smartphone foi de 48,3% e de distúrbios do sono foi 56,3% dos participantes. O escore total do PSQI-BR foi mais alto entre estudantes com adicção a smartphone (p˂0,001). O modelo final de regressão logística evidenciou que estudantes que usavam smartphone para acessar redes sociais (OR = 3,681; 95% IC: 2,18 - 18,71), para entretenimento (OR = 2,121; 95% IC: 1,41 - 3,19) e aqueles com alto escore do domínio de disfunção diurna do PSQI-BR (OR = 1,487; 95% IC: 1,15 - 1,92) tinham mais chance de desenvolver a adicção a smartphone.
Concluiu-se que usar seus smartphones para entretenimento e acessar redes sociais, bem como possuir dificuldades de concentração nas atividades diurnas influenciaram no desencadeamento de adicção a smartphones entre universitários.
(Apoio: CNPq  N° 405301/2016-2)
PN0755 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 20

Existe associação entre os sintomas depressivos e a sintomatologia da disfunção temporomandibular em estudantes?
Moreira IMC, Franco MMP, Sanchez MO, Queiroz RCS, Ribeiro CCC, Thomaz EBAF, Lucena SC, Alves CMC
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Disfunção Temporomandibular (DTM) afeta de 5% a 12% da população. Estão associados à ansiedade, depressão, eventos estressantes e traumas psicológicos. Objetivou-se verificar a associação entre os sintomas depressivos e os sinais e sintomas da DTM. Estudo transversal com amostra probabilística de 763 universitários. O Índice Anamnésico de Fonseca foi utilizado para a classificação dos sinais e sintomas da DTM e o Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC/TMD) eixo II para a classificação da sintomatologia da depressão. Utilizou-se teste Qui-Quadrado de Pearson (x²) para identificar possíveis associações entre as características sociodemográficas e clínicas e a DTM (p <0,05) e regressão logística multinomial, com estimativas de odds ratio (OR) e intervalos de 95% de confiança (IC95%) ajustados para variáveis de confusão. A prevalência de DTM foi de 63,8% e a presença dos sinais e sintomas da depressão foi 47,6%. Portadores de sintomas depressivos moderados apresentaram uma chance aumentada em 50% de desenvolver sinais e sintomas de DTM grave quando comparado aos sujeitos sem os mesmos (p<0,001). Aqueles com sintomas depressivos graves apresentaram uma chance 12,51 vezes maior de desenvolver sinais e sintomas de DTM quando comparados àqueles sem sintomas (p<0,001).
Houve associação estatisticamente significante entre a presença dos sinais e sintomas da DTM e da depressão nos universitários avaliados. Quanto maior a gravidade da sintomatologia da depressão maior o risco de desenvolver sinais e sintomas da DTM.
(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA)  N° 01465/15)
PN0756 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 20

Fatores associados à cárie dentária em indivíduos com Hipertensão Arterial Sistêmica da cidade de Manaus - AM
Silva JHR, Freitas YNL, Rebelo Vieira JM, Castro PHDF, Rebelo MAB
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi investigar os fatores associados à cárie dentária em indivíduos com Hipertensão Arterial Sistêmica da cidade de Manaus - AM, a partir do banco de dados do projeto "Avaliação do impacto das condições de saúde bucal na qualidade de vida de hipertensos e diabéticos". Os dados envolveram uma amostra representativa (n=195) dos adultos e idosos com Hipertensão Arterial Sistêmica do referido município. As variáveis independentes aferiram as condições sociodemográficas (sexo, idade, renda, cor da pele e zona de moradia), tabagismo, etilismo, utilização de serviços odontológicos e tempo de uso de medicação. O desfecho foi investigado a partir do índice CPO-D. Observou-se, portanto, uma média de 24,29 (±7,82) para o CPO-D, com médias de 2,33 (±4,26), 20,31 (±10,76), e 1,66 (±3,12) para os componentes "Cariados", "Perdidos" e "Obturados", respectivamente. A análise multivariada revelou que "ser idoso" [RP = 1,38 (1,27-1,50)] e "não ter frequentado o dentista no último ano" [RP = 1,12 (1,02-1,22)] foram fatores que permaneceram associados a uma maior média do índice CPO-D.
Os achados indicaram uma alta prevalência da cárie e suas consequências na população investigada. Desta forma, recomenda-se que a atenção à saúde bucal deva integrar os cuidados aos pacientes com hipertensão arterial sistêmica.
PN0758 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 20

Associação da saúde bucal, fatores sociodemográficos e antropométricos com coesão e adaptabilidade familiar em adolescentes
Soares CF, Sousa AM, Silva TCL, Vajgel BCF, Cimões R
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigou-se coesão e adaptabilidade familiar e a associação com saúde bucal, fatores sociodemográficos, utilização de serviços odontológicos e dados antropométricos. Estudo transversal, amostra randomizada de 790 adolescentes de escolas públicas estaduais de Camaragibe-PE. Foram avaliados de acordo com o CPOD, profundidade e sangramento à sondagem, nível gengival, trauma dentário, má oclusão e IMC. Responderam à escala FACES III sobre funcionamento familiar e um questionário sobre questões sociodemográficas e utilização de serviços odontológicos. Variáveis com até 25% de significância na análise bivariada foram levadas para a análise multivariada e as conclusões foram tiradas considerando 5% de significância. Média de 16,15 anos de idade, 50,6% mulheres e 46,3% pardos. A coesão foi baixa no sexo feminino (p=0,032), baixa escolaridade do pai (p=0,044) e da mãe (p=0,029), no fato de ter gengivite (p=0,021) e nunca ter ido ao dentista (p=0,037); alta coesão associada ao trauma (p=0,031) e ausência de cárie (p=0,027). Adaptabilidade foi baixa nas raças preta e amarela (p=0,034), baixa escolaridade da mãe (p=0,041), baixa renda (p=0,030) e overjet acentuado (p=0,002). Na análise multivariada, a coesão foi baixa na baixa escolaridade da mãe (p=0,010); coesão alta à ausência de cárie (p=0,042); adaptabilidade baixa ao overjet acentuado (p=0,010), à presença de cárie (p=0,038); adaptabilidade alta aos adolescentes mais velhos (p=0,031).
Famílias com coesão e adaptabilidade baixas exibiram os piores índices de saúde bucal e fatores relacionados a esta.