RESUMOS APROVADOS

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PN0737 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 19

Associação entre qualidade de vida relacionada à saúde bucal e sintomas depressivos em adultos mais velhos no Brasil
Fagundes MLB, Amaral-Júnior OL, Menegazzo GR, Giordani JMA
Estomatologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Verificar a associação entre qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) e sintomas depressivos em adultos mais velhos brasileiros. Trata-se de um estudo transversal com dados da linha de base do "Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros" (ELSI-Brasil) realizado entre os anos de 2015 e 2016, com uma amostra representativa de indivíduos com 50 anos ou mais. A variável desfecho foi o auto relato de sintomas depressivos avaliado através do questionário do Centro de Estudos Epidemiológicos para Depressão (CES-8), composto por oito questões. A variável de exposição principal foi o impacto da saúde bucal sobre as atividades diárias, avaliado pelo questionário Oral Impacts on Daily Performances (OIDP), o qual avalia questões sobre comer, falar, higiene bucal, relaxamento, sorriso, estudo ou trabalho, contato social e sono. As análises foram realizadas no software Stata 14. Foram estimadas as razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas por fatores socioeconômicos, psicossociais, comportamentais e de saúde bucal através de regressão de Poisson, considerando o peso amostral devido ao plano amostral complexo. Após o ajuste por todas as variáveis, aqueles que apresentaram pelo menos um impacto no OIDP tiveram uma maior prevalência de sintomas depressivos (RP: 1,42; Intervalo de confiança de 95%: 1,30- 1,56) do que os que relataram não ter impacto.
Adultos mais velhos que referem pior QVRSB podem ser mais propensos a apresentar sintomas depressivos. Ressalta-se a importância da saúde bucal para a saúde e bem-estar geral dessa população.
(Apoio: CAPES  N° 001)
PN0739 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 19

Possível bruxismo do sono e qualidade do sono em universitários brasileiros durante a pandemia da COVID-19
Moreira-Santos LF, Serra-Negra JMC, Prado IM, Perazzo MF, Abreu LG, Granville-Garcia AF, Paiva SM, Pordeus IA
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal avaliou a associação entre possível bruxismo do sono (PBS) e qualidade do sono em universitários brasileiros durante a pandemia da COVID-19. Participaram do estudo alunos de graduação e pós-graduação, matriculados em universidades públicas e privadas brasileiras, que responderam a um questionário on-line na plataforma Google Forms. O relato de síndromes, desordens cognitivas e/ou uso de anticonvulsivantes foram critérios de exclusão. O questionário abordava informações sociodemográficas, acadêmicas e gravidade das atividades do PBS (ranger, thrusting e bracing), categorizado em ausente, leve, moderado e grave. Também foi respondida a versão brasileira do Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI-BR). Foram conduzidas estatística descritiva e regressão logística multinomial (p≤0,05). Participaram do estudo 547 universitários com média de idade de 24.9 (± 5.5) anos. Escores mais elevados do PSQI (distúrbio do sono) foram associados ao PBS (ranger grave) (OR = 2,098; IC 95% = 1,229 - 3,583).
Estudantes de pós-graduação foram mais propensos a relatar PBS (thrusting leve) (OR = 2,689; IC 95% = 1,455 - 4,968). Estudantes com idade >25 anos (OR = 1,063; IC 95% = 1,008 - 1,121), do sexo feminino (OR = 12,686; IC 95% = 1,693 - 95,070) e de instituições privadas (OR = 2,985; IC 95% = 1,145 - 7,751) foram mais propensos a relatar PBS (bracing grave).
(Apoio: CNPq  N° 405301/2016-2)
PN0740 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 19

A inserção de tecnologias nos tratamentos endodônticos nos Centros de Especialidades Odontológicas, efeitos no 2º ciclo do PMAQ-CEO
Silva RO, Araújo ECF, Ishigame RTP, Cavalcanti YW, Lucena EHG
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo verificou se o uso de equipamento rotatório e localizador apical nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) interfere no tempo de espera e no número de sessões para tratamentos endodônticos. Realizou-se um estudo transversal, a partir dos microdados das entrevistas com os gestores no segundo ciclo da avaliação externa do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade dos CEO (PMAQ-CEO), realizado no ano de 2018. Foram analisadas as variáveis referentes ao tempo de espera e o número de sessões necessárias para os tratamentos endodônticos nos casos de biopulpectomia e necropulpectomia. Utilizou-se o teste de Mann-whitney para detectar o efeito da inserção de tecnologias entre os grupos (p<0,05). Dos 1042 CEO, 482 possuem rotatório e localizador (46,3%). O tempo médio de espera foi de 82 dias para os CEO que possuem rotatório e localizador apical e de 83 dias para quando não há (p>0,05). O número de sessões para realizar uma biopulpectomia em dentes uni ou birradiculares em CEO com rotatório e localizador (x̄=1) é menor que os que realizam o tratamento convencional (x̄=2, p<0,01). Dentes multirradiculares tratados por bio ou necropulpectomia em CEO com rotatório e localizador apical realizam em menos sessões (x̄=2) quando comparado ao tratamento convencional (x̄=3, p<0,01).
Embora a inclusão de rotatório e localizador apical nos CEO para os tratamentos endodônticos não tenha reduzido o tempo de espera, reduz o número de sessões, sendo possível tratar mais pacientes em um mesmo período de tempo.
(Apoio: CAPES  N° 001)
PN0743 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 19

HIV/AIDS e Hepatite B- Conhecimento e discriminação às faces da odontologia
Garbin CAS, Batista JA, Wakayama B, Saliba TA, Garbin AJI
Odontologia Infantil e Social - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se comparar o conhecimento, a presença e a manifestação de atos discriminatórios de cirurgiões-dentistas, auxiliares e acadêmicos de odontologia às representações sociais do HIV/AIDS e da hepatite B. Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e quantitativo, conduzido com os cirurgiões-dentistas e auxiliares da Atenção Primária à Saúde de 40 municípios do estado de São Paulo, e acadêmicos de odontologia de uma universidade pública. Para análise dos dados foi utilizado o teste Z de proporção (p< 0,005) para comparação entre os grupos. Fizeram parte do estudo 550 sujeitos. Houve diferenças estatisticamente significantes em relação ao conhecimento sobre HIV/AIDS e hepatite B, com maior percentual de acerto pelos cirurgiões-dentistas (97,7%). Sobre o receio das doenças infecciosas, o HIV/AIDS foi representativo; já quanto ao risco de infectividade, a hepatite B foi mais mencionada. De modo geral, apenas 30,7% e 42,2% dos indivíduos aceitariam ser atendidos por um profissional com HIV/AIDS e hepatite B, respectivamente, com maiores proporções de recusas pelos auxiliares e acadêmicos. Foram identificadas também maiores proporções de auxiliares (47,4%) que acreditam ter distinções nas condutas clínicas no atendimento ao paciente portador do HIV e do VHB.
O conhecimento dos indivíduos sobre as doenças infecciosas ainda é inconsistente, principalmente pelos auxiliares e acadêmicos. Além disso, percebeu-se, ainda que de forma silenciada e oculta, a presença e manifestação de atitudes discriminatórias principalmente em relação ao HIV/AIDS.
(Apoio: CAPES)