Fatores socioeconômicos associados a condição periodontal de adolescentes em São Paulo
Brito ACM, Lucena EHG, Vieira V, Frias AC, Pereira AC, Cavalcanti YW
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo verificou a associação entre fatores socioeconômicos e a condição periodontal de adolescentes. Dados do relatório da Pesquisa Estadual de Saúde Bucal de São Paulo (SBSP 2015) foram utilizados para identificar a condição periodontal de adolescentes de 15 a 19 anos, a partir do índice periodontal comunitário. Fatores contextuais (IDH municipal, índice de Gini municipal, cobertura de saúde bucal na atenção básica e número de raspagens supragengivais em 2015) e fatores individuais (sexo, idade, cor da pele, renda e escolaridade) foram analisados sob um modelo de regressão múltipla de Poisson. Variáveis com p<0,20 foram mantidas no modelo final, sendo obtidas medidas de razão de prevalência (RP) e intervalo de confiança 95% (IC95%). Dados epidemiológicos de 4316 adolescentes incluídos no modelo final demonstraram que aqueles que residiam em municípios com maior índice de Gini (RP= 1,857, IC95%=1,263-2,730) apresentaram pior condição periodontal. A cobertura em saúde bucal e o número de procedimentos periodontais não apresentaram efeito significativo na condição periodontal. Adolescentes com maior idade (RP= 1,042, IC95%=1,030-1,054), cor da pele preta (RP= 1,083, IC95%=1,013-1,159) ou parda (RP= 1,092, IC95%=1,051-1,134), com renda familiar menor que R$ 1.500,00 (RP= 1,058, IC95%=1,022-1,096) e com menos de 8 anos de estudo (RP= 1,073, IC95%=1,028-1,121) apresentaram maior prevalência de bolsas periodontais rasas ou profundas. Pior condição periodontal em adolescentes está associada a fatores socioeconômicos contextuais e individuais.PN0725 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Motivo da consulta odontológica entre gestantes atendidas em uma faculdade de odontologia, no período 2000-2019
Santos MO, Matos M, Dorighello L, Silva SRC, Rosell FL, Valsecki Junior A, Tagliaferro EPS
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou investigar o motivo da consulta odontológica entre gestantes atendidas na Faculdade de Odontologia de Araraquara (FOAr/UNESP), no período 2000-2019, bem como os preditores associados. Dados sobre a gestação, questões sociodemográficas, motivo da consulta, história médica, condição bucal, acesso a dentista, hábitos deletérios e de higiene bucal foram registrados por graduandos do 3º ano do curso durante a anamnese e coletados por meio de consulta aos prontuários odontológicos (n=834). As associações entre as variáveis independentes e o desfecho (motivo da consulta odontológica) foram testadas em modelos de regressão logística simples e múltiplo hierárquico. A idade média das gestantes foi de 26,4 anos. A maioria relatou ser de etnia branca (77,70%), ter sangramento gengival ao escovar os dentes (53,96%) e escovar os dentes ao menos 2 vezes ao dia (76,74%). A minoria das gestantes mencionou ter aftas (13,31%), boca seca (30,58%) e usar fio dental (45,68%). Apenas 4,20% procuraram atendimento por rotina/prevenção, 91,36% por necessidade de tratamento e 4,44% por outros motivos. A presença de dor foi relatada por 46,64% das gestantes e os preditores significativamente associados (p<0,05) foram a presença de boca seca (OR=1,50; IC95% 1,09-2,07) e o não uso de fio dental (OR=1,48; IC95% 1,08-2,02). Conclui-se que as gestantes com hábitos de higiene bucal inadequados ou que tinham a sensação de boca seca tiveram maior probabilidade de procurarem atendimento odontológico por motivo de dor. (Apoio: FAPESP)PN0728 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Tendência das desigualdades socioeconômicas na autopercepção de saúde bucal de brasileiros adultos entre 2013 e 2019
Karam SA, Schuch HS, Demarco FF, Corrêa MB
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou comparar a distribuição da prevalência de percepção negativa de saúde bucal em dois inquéritos populacionais no Brasil. Estudo descritivo realizado com os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) dos anos 2013 e 2019. Foram avaliados adultos, maiores de 18 anos que responderam à pergunta sobre a autopercepção de saúde bucal (N2013=60.202 e N2019=88.531), desfecho de interesse que foi dicotomizado em percepção positiva (muito boa e boa) e negativa (regular, ruim e muito ruim). Os estratificadores foram características socioeconômicas (sexo, idade, cor da pele, escolaridade e renda domiciliar) e de saúde bucal (edentulismo, tempo e motivo da última consulta odontológica). Teste Qui-quadrado de Pearson foi utilizado para frequências absolutas, relativas e os intervalos de confiança de 95% (IC95%). A prevalência de percepção negativa de saúde bucal foi de 32,5% (IC95% 31,79-33,22) em 2013 e 31,7% (IC95% 29,57-34,00) em 2019. Em relação percepção negativa de saúde bucal, a diferença entre o quintil mais pobre e o mais rico era de 23 p.p em 2013, enquanto em 2019 essa diferença caiu para 8 p.p. Em 2013, a diferença entre os indivíduos com menor escolaridade e os mais escolarizados era de 26 p.p, aproximando-se de zero em 2019. Tanto em 2013 quanto em 2019, os indivíduos que consultavam por motivo curativo percebiam de forma negativa sua saúde bucal quase duas vezes mais que os que consultavam preventivamente. Observou-se uma redução na prevalência de percepção negativa de saúde bucal, tanto de maneira geral quanto estratificada no período de seis anos. (Apoio: CAPES N° 001)