RESUMOS APROVADOS

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PN0708 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 17

Automedicação- Análise e dimensionamento dos fatores de risco e estilo de vida associado ao uso de antibióticos
Batista JA, Wakayama B, Saliba TA, Garbin AJI, Garbin CAS
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se dimensionar a prevalência de adultos e idosos, que fazem uso de antibióticos sem prescrição, identificando as possíveis associações com os fatores de risco da automedicação e o estilo de vida dos indivíduos. Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e quantitativo. Fizeram parte do estudo 537 sujeitos que procuraram atendimento nas unidades de saúde da atenção primária. Para a condução da pesquisa foram utilizados dois instrumentos: um inquérito semiestruturado e o questionário "Estilo de Vida Fantástico". Após a coleta dos dados, foram empregados os testes da análise bivariada, regressão logística binomial, e o teste não paramétrico de Mann-Whitney. Foi possível verificar que dos 537 participantes da pesquisa, 40,6% se automedicaram com antibióticos, nos últimos 12 meses. Verificaram-se associações entre a variável dependente e, a presença de dor atualmente (OR=2,390 IC95% 1,414-4,041), estoque domiciliar (OR=2,124 0 IC95% 1,122-4,021) e uso de medicamentos por recomendação (OR=1,722 IC95% 1,127-2,631). Além disso, o grupo de indivíduos que utilizaram antibiótico sem prescrição no último ano, apresentaram os menores valores em todos os domínios avaliados pelo 'Estilo de Vida Fantástico", e tiveram as maiores proporções no score final, "Regular e Precisa melhorar".
Conclui-se que expressiva parte dos usuários da Atenção Primária à Saúde, já fez uso de antibiótico sem prescrição, e os fatores de risco associados a seu uso foram: presença de dor e estoques domiciliares, uso sob recomendação e estilo de vida negativo destes indivíduos.
(Apoio: CAPES)
PN0709 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 17

Prevalência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM) e fatores associados em idosos de uma cidade do Sul do Brasil
Sachetti DG, Rosalen NP, Trevizan TC, Zatt FP, Fernandez MS, Muniz FWMG, Colussi PRG
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo avaliou a prevalência de hipertensão (HAS) e diabetes (DM) e os fatores a elas associados. Estudo observacional transversal de base domiciliar com amostra probabilística por conglomerado foi realizado em 282 idosos com ≥60 anos de Veranópolis/RS. Questionário estruturado foi aplicado. Os autorrelados das condições foram obtidos através da pergunta: "Você tem algum problema de saúde que tenha durado, ou que provavelmente vai durar mais do que um ano?" Também foram considerados doentes os idosos que reportaram serem usuários da medicação com princípio ativo principal para essas condições. Análises uni- e multivariadas foram realizadas, utilizando-se regressão de Poisson com variância robusta, para verificar associações. A prevalência de HAS foi de 71,3% (n=142) e de DM foi de 21,6% (n =61). A idade, a obesidade e o uso de outras medicações foram associados à HAS. A cada aumento de um ano da idade, há um aumento de 1,1% na Razão de Prevalência (RP) de o idoso ter HAS [1,011 (1,001-1,020)]. Idosos obesos tiveram 24,5% maior RP para ter HAS [1,245 (1,085-1,430)]. Idosos não usuários de outros tipos de medicamentos tiveram 26,3% menor RP para ter HAS [0,737 (0,596-0,911)]. A atividade física foi associada ao DM. Idosos ativos tiveram 57,4% menor RP para ter DM [0,426 (0,245-0,740)].
Constatou-se uma alta prevalência de HAS e de DM nos idosos, que foram a fatores demográficos, de saúde geral e comportamentais.
PN0710 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 17

Hepatite B sob o olhar de estudantes do curso de Auxiliar em Saúde Bucal
Carneiro CSA, Gomes AMP, Saliba TA, Garbin AJI, Garbin CAS
Doutorado Saúde Coletiva Em Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou avaliar o conhecimento e comportamento de estudantes do curso de Auxiliar em Saúde Bucal (ASB) sobre Hepatite B, em relação aos riscos de contaminação, prevenção e condutas frente à exposição ao vírus. Trata-se de um estudo transversal e descritivo, conduzido em um instituto de capacitação para ASB (n=65), no ano de 2019, em Santo Amaro, São Paulo, Brasil. O instrumento de coleta de dados foi um questionário autoadministrado, que contemplou perguntas sobre o perfil sociodemográfico desses estudantes, formas de transmissão da Hepatite B, condutas frente à exposição ao vírus e questões sobre o esquema vacinal. Do total, 86.15% afirmaram que já haviam sido orientados sobre a Hepatite B, porém o agente etiológico mostrou-se desconhecido para 83.08% dos alunos. Quando questionados se já haviam sido imunizados, 61.54% responderam que sim; e destes, 38.46% afirmaram ter recibo 3 doses da vacina. Dentre os alunos que já atuavam como ASB, a grande maioria (80.09%) afirmaram não utilizar EPI completo (luva, máscara, jaleco e óculos), não havendo associação estatisticamente significante em relação ao uso e tempo de atuação profissional. Para 35.38%, o risco de contrair Hepatite B é muito alta para esses profissionais.
Portanto, conclui-se que há um conhecimento inadequado dos estudantes sobre Hepatite B e uma subconscientização no que diz respeito às condutas de biossegurança e às falhas em seus esquemas vacinais. Para tanto, programas de orientação contínua devem ser fornecidas a todos os profissionais da saúde, para que haja uma melhora neste quadro.
(Apoio: CAPES  N° 54227416.0.0000.5420)
PN0712 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 17

Associação de características sociodemográficas, saúde mental e qualidade do sono com o medo do COVID-19 em uma população idosa brasileira
Carletti TM, Meira IA, Gama LT, Medeiros MMD, Cavalcanti YW, Rodrigues Garcia RCM

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Compreender o estado mental dos idosos brasileiros durante a pandemia é importante para determinar ações de saúde pública voltadas a este segmento populacional. Este estudo objetivou determinar se o medo do COVID-19 está correlacionado às características sociodemográficas, saúde geral, saúde mental e qualidade do sono em idosos brasileiros. Idosos com ≥ 60 anos, provenientes de todas as regiões do Brasil, responderam a um questionário online sobre suas características sociodemográficas, saúde geral, níveis de estresse, ansiedade e depressão (DASS-21), qualidade do sono (Índice de Pittsburgh), e medo da COVID-19 (Escala FCV-19S). Os dados foram analisados ​por estatística descritiva (α = 5%). No total, 705 idosos (idade média = 66±5 anos) participaram da pesquisa, sendo a maioria (82,7%) mulheres, graduadas e procedentes da região Sudeste. O medo do COVID-19 correlacionou-se positiva e moderadamente com a qualidade do sono (r2 = 0,424; p <0,001) e sintomas de depressão (r2 = 0,518; p <0,001), ansiedade (r2 = 0,587; p <0,001) e estresse (r2 = 0,595; p <0,001). Além disso, o medo da COVID-19 também foi associado ao gênero feminino (B = 0,061, p <0,05). Idosos da região Norte (B = 0,132) e Nordeste (B = 0,067) e aqueles com diabetes (B = 0,047) apresentaram maior medo da COVID-19 (p <0,05).
Conclui-se que o medo do COVID-19 está presente principalmente entre mulheres idosas brasileiras e pacientes diabéticos. Além disso, apresentar medo do COVID-19 aumenta os sintomas de ansiedade e estresse, e piora a qualidade do sono na população idosa brasileira.
(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 140391/2020-7)
PN0713 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 17

Coesão familiar associada à autopercepção da necessidade de tratamento odontológico em adolescentes: Achados de um estudo transversal
Prata IMLF, Neves ETB, Lima LCM, Dutra LC, Ferreira FM, Paiva SM, Granville-Garcia AF
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente trabalho teve como objetivo avaliar a associação entre coesão familiar e a autopercepção da necessidade de tratamento odontológico em adolescentes. Foi realizado um estudo transversal representativo com 746 escolares de 15 a 19 anos em uma cidade do interior do Nordeste do Brasil. Os pais/ responsáveis forneceram informações sobre dados sociodemográficos e os adolescentes responderam a questionários sobre a autopercepção da necessidade de tratamento odontológico, dor de dente nos últimos 6 meses e coesão e adaptabilidade familiares (FACES III). Dois examinadores calibrados (K> 0,80) aplicaram o BREALD-30 para medir o nível de Alfabetismo em Saúde Bucal (ASB) dos adolescentes e realizaram o diagnóstico de cárie dentária utilizando o índice Nyvad. Foi realizada análise descritiva, seguida de análise não ajustada e ajustada por meio da regressão logística robusta para amostras complexas (p<0,05). A prevalência de autopercepção da necessidade de tratamento odontológico foi de 88,6%. Presença de cárie dentária (OR = 2,10; IC 95%: 1.22-3.61), perda de dentes permanentes por cárie (OR = 15,81; IC 95%: 2,14-116,56), presença de dor de dente (OR = 1,87; IC 95%: 1,06-3,31) e coesão familiar do tipo aglutinada (OR = 10,23; IC 95%: 3,96-26,4) foram associadas à autopercepção da necessidade de tratamento odontológico.
Cárie dentária, dor de dente, perda dentária e coesão familiar do tipo aglutinada influenciaram a autopercepção da necessidade de tratamento odontológico em adolescentes de 15 a 19 anos.
(Apoio: CAPES)
PN0706 - Painel Efetivo
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 17

Alfabetismo em saúde bucal e policonsumo de drogas estão associados à perda dentária em adolescentes: achados de um estudo transversal
Neves ETB, Prata IMLF, Lopes RT, Dutra LC, Paiva SM, Ferreira FM, Granville-Garcia AF
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre o alfabetismo em saúde bucal e a perda dentária em adolescentes. Foi realizado um estudo transversal de base escolar com 740 adolescentes de 15 a 19 anos em Campina Grande, Brasil. Os pais responderam um questionário sociodemográfico e os adolescentes responderam instrumentos validados sobre o nível de alfabetismo em saúde bucal (BREALD-30), o policonsumo de drogas (ASSIST) e o motivo da última consulta odontológica (SB Brasil). Dois dentistas foram treinados para aplicação dos instrumentos do estudo e para avaliação da perda dentária (K>0.80). A variável dependente foi a perda dentária por cárie, dicotomizada. A associação entre as variáveis foi avaliada por meio de regressão logística binária robusta para amostras complexas com nível de significância de 5%. Após o ajuste do modelo, permaneceram associadas à perda dentária o nível de alfabetismo funcional em saúde bucal (OR= 0,93; IC 95%: 0,89-0,97), o policonsumo de drogas (OR=2,01; IC 95%: 1,09-3,69) e o motivo da útima consulta odontológica (OR=3,05; IC 95%: 1,73-5,36).
Um menor nível de alfabetismo funcional em saúde bucal, o policonsumo de drogas e a busca de serviços odontológicos por motivos de dor ou tratamento influenciaram a perda dentária em adolescentes.
(Apoio: FAPESQ -PB)