Análise biomolecular dos marcadores OPN e BMP2 em defeitos críticos tratados com melatonina, em ratas osteoporóticas
Abreu LHF, Costa KLD, Tolomei CBS, Eleutério RG, Sperandio M, Peruzzo DC
Odontologia - FACULDADES UNIDAS DE VÁRZEA GRANDE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou o uso local de melatonina(MLT), associada ou não ao biomaterial Bio-Oss, a expressão gênica e a secreção proteica de proteínas relacionadas à neoformação óssea, em ratas ovariectomizadas ou não. As 16 ratas foram divididas em 2 grupos (n=8): O- animais submetidos à ovariectomia, para indução da osteoporose, e S (técnica de sham). Em 45 dias, foram feitos 2 defeitos críticos de 5mm, nas calotas cranianas. Os grupos foram subdivididos de acordo com o preenchimento dos defeitos: O-C/S-C - apenas coágulo; O-BO/S-BO - substituto ósseo Bio-Oss; O-MLT/S-MLT - pó puro de MLT; e, O-MLTBO/ S-MLTBO - defeito preenchido com a associação. Após 45 dias, as ratas foram eutanasiadas, as amostras coletadas e analisadas para mensurar a expressão gênica (Rt-PCR) e a secreção proteica (ELISA) dos marcadores OPN(osteopontina) e BMP2(proteína óssea morfogenética 2). Análise dos dados (ANOVA dois critérios e Tukey, alfa=5%) demonstrou em relação à expressão de OPN não foram observadas diferenças entre os tratamentos (p>0,05), em O e S; para a secreção proteica, os grupos O-C e S-C apresentaram resultados estatisticamente menor que os outros tratamentos (p<0,05). Para a expressão de BMP-2, observaram um aumento significativo somente no grupo S-C (p<0,05), sem diferenças para os outros tratamentos; quanto à secreção proteica, foi observado um aumento significativo, somente no grupo O-BO (p<0,05). A MLT aplicada localmente mostrou ter pouco efeito na produção de OPN e BMP2. Nos casos de osteoporose, pode justificar o uso de biomateriais para estímulo da neoformação óssea.PN0659 - Painel Aspirante
Área:
8 - Periodontia
Estudo clínico randomizado: Associação do L-PRF e enxerto gengival livre avaliando o "creeping attachment"
Piovezan BR, Alves BES, Furquim EMA, Vitória OAP, Matheus HR, Fiorin LG, Turini HD, Almeida JM
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O propósito do presente estudo clínico será avaliar o efeito do tratamento de recessões gengivais classe II de Miller com enxerto gengival livre (EGL), associado a fibrina rica em plaquetas e leucócitos (L-PRF) no "creeping attachement" (CA). 12 pacientes que apresentavam recessões bilaterais classe II de Miller, localizadas em pré-molares inferiores, totalizando 24 sítios, foram divididos aleatoriamente nos Grupo EGL (n=12), é o grupo controle no qual o sitio recebeu o recobrimento radicular com enxerto gengival livre (EGL); e o Grupo EGL/L-PRF (n=12), EGL associado ao L-PRF, estabilização de membrana de L-PRF no leito receptor e sutura do EGL. Para obtenção do L-PRF, foi realizada a coleta de 20 ml de sangue de cada paciente, que foi imediatamente centrifugado a 2700 rpm, por 12 minutos. Realizou a medida do recobrimento radicular o presente no período inicial e após 30 dias de pós-operatório, e foi avaliado a quantidade de CA (90, 180 e 360 dias). Após 360 dias não foi possível observar uma diferença significativa de CA entre os grupos EGL (1.81 ± 0.40) e 1.00 ± 0.70 (EGL/L-PRF), entretanto ocorreu diferença na quantidade de mucosa queratinizada, gengiva inserida e altura da recessão. EGL e EGL/L-PRF proporcionaram aumento na mucosa queratinizada e migração tecidual em recessões classe II de Miller.PN0662 - Painel Aspirante
Área:
8 - Periodontia
Laserterapia em baixa intensidade com luz vermelha melhora reparo periodontal em animais hiperglicêmicos. Análise microtomográfica
Lima KM, Oliveira VXR, Jorge GS, Soares PBF, Oliveira GJPL
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esse estudo avaliou o efeito da Laserterapia em baixa intensidade (LLLT) com comprimento de onda de luz vermelha no reparo periodontal em ratos normo- e hiperglicêmicos. Trinta e dois ratos foram randomicamente distribuídos em 4 grupos (n=8) cada de acordo com a condição sistêmica e o tipo de tratamento aplicado: CTR-N: Animais normoglicêmicos sem LLLT; RL-N: Animais normoglicêmicos tratados por LLLT com luz vermelha; CTR-H: Animais hiperglicêmicos sem LLLT; RL-H: Animais hiperglicêmicos tratados por LLLT com luz vermelha. A periodontite foi induzida por meio da instalação de uma ligadura ao redor do segundo molar superior. A aplicação da LLLT ocorreu no dia da remoção da ligadura (que foi mantida por 7 dias) e os animais foram eutanasiados após 7 dias desses tratamentos. Foram avaliados por meio da análise microtomográfica a distância da junção cemento esmalte ao topo da crista óssea (JCE-CO), o volume ósseo ao redor do segundo molar superior (BV/TV%) e a microestrutura do tecido ósseo (Espessura, espaço e número de trabéculas - Tb.Th; Tb.Sp e Tb.N). Os animais do grupo CTR H apresentaram maiores valores de JCE-CO (p<0.05), menores valores de BV/TV% (p<0.05), menor quantidade de Tb.N (p<0.05), e maior Tb.Sp (p<0.05) que todos os outros grupos. A aplicação da LLLT com luz vermelha melhorou o reparo periodontal e a estrutura óssea nos animais hiperglicêmicos.PN0661 - Painel Efetivo
Área:
8 - Periodontia
Progressão de perda de inserção periodontal ao longo de 5 anos está associada à pior qualidade de vida
Haas AN, Goergen J, Oppermann RV, Rosing CK, Susin C
Odontologia Conservadora - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivos: determinar o impacto da progressão da perda de inserção periodontal (PIP) ao longo de 5 anos na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB). Métodos: Uma amostra representativa da região metropolitana de Porto Alegre foi derivada com amostragem de múltiplos estágios. Exames periodontais em 6 sítios por dente foram realizados no início e 5 anos depois. Casos foram definidos pela progressão de PIP proximal ≥3mm em ≥2 dentes. QVRSB foi avaliada no exame final usando o OHIP-14. Razões de taxa de incidência (IRR), odds ratio (OR) e intervalo de confiança de 95% (IC 95%) foram estimados com modelos multivariados. Resultados: 599 indivíduos foram analisados. Indivíduos com progressão de PIP tiveram probabilidade 35% maior (IRR = 1,35; IC95% = 1,06-1,63] de pior QVRSB do que aqueles sem progressão, após ajuste para sexo, idade, tabagismo, doenças sistêmicas, perda dentária e estágio de periodontite no início do estudo. A progressão de PIP foi associada a maiores chances de limitação funcional (OR = 4,15; IC95% 1,19-14,4), dor física (OR = 1,95; IC95% 1,05-3,65) e incapacidade psicológica (OR = 2,05; IC95% 1,23- 3,42). Conclusões: A progressão de destruição periodontal foi associada a pior QVRSB, reforçando as evidências de que a periodontite afeta negativamente a qualidade de vida. (Apoio: CNPq)