Associação dos sintomas de disfunção temporomandibular e bruxismo com a presença de lesões cervicais não cariosas
Ávila JHA, Nabarrette M, Custodio W, Furletti VF, Vedovello SAS, Venezian GC
Programa de Pós-graduação Em Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar a associação dos sintomas de disfunção temporomandibular (DTM), bruxismo e sexo com a presença de lesões cervicais não cariosas (LCNC). Estudo do tipo epidemiológico transversal, com 157 voluntários de ambos os sexos e faixa etária de 17 a 41 anos. Para avaliar os sintomas de DTM foi utilizado o questionário de sintomas do Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (DC/TMD. Os sintomas de bruxismo do sono foram avaliados utilizando um questionário com base nos critérios diagnósticos da Academia Americana de Medicina do Sono. O relato de bruxismo em vigília foi avaliado por meio da pergunta: "Você percebeu se rangeu ou apertou os dentes enquanto estava acordado, nos últimos 6 meses?". A avaliação clínica de presença de LCNC foi realizada com auxílio de sonda milimetrada IPC, por meio do Índice de Desgaste Dental (IDD) proposto por Smith e Knight (1984). Os dados foram analisados ajustando-se modelos de regressão logística simples e múltipla. A prevalência de lesões cervicais não cariosas, sintoma de DTM, bruxismo do sono e de vigília na amostra foi de 47,8%, 80,3%, 28,7% e 54,8%, respectivamente. Indivíduos com sintomas de ruídos na ATM têm 1,79 vezes mais chances de apresentarem lesões cervicais não cariosas. Indivíduos do sexo masculino têm 2,04 vezes mais chance de apresentar LCNC. As demais variáveis não apresentaram associação com as LCNC. Conclui-se que indivíduos do sexo masculino ou que relatam sintomas de ruídos na ATM têm, respectivamente, 2,04 e 1,79 vezes mais chances de apresentar lesões cervicais não cariosas. (Apoio: CNPq N° 14400819000005385)PN0639 - Painel Aspirante
Área:
6 - Prótese
Desempenho clínico de laminados cerâmicos: uma overview de revisões sistemáticas
Araujo NS, Borges-Neto AV, Cury PR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esta overview teve como objetivo resumir as evidências sobre o desempenho clínico e a taxa de sobrevivência de RLCs. O trabalho foi registrado no PROSPERO (CRDCRD 42020208962) e foi desenvolvido seguindo o Método PRISMA. Pesquisas sistemáticas foram realizadas nas bases de dados Cochrane Library, EMBASE, PubMed / MEDLINE, SCOPUS e Web of Science, até janeiro de 2021, para identificar revisões sistemáticas (RS)/ meta-análises (MA) de ensaios clínicos (ECs) com foco no comportamento biomecânico de RLCs. A análise da qualidade dos estudos foi realizada por meio da avaliação da RS em odontologia (Escala de Glenny) e da Avaliação da Qualidade Metodológica das Revisões Sistemáticas (AMSTAR 2). Setenta e uma referências foram recuperadas. Após verificação dos critérios de inclusão, onze RS / MA de ECs foram selecionadas. Os resultados sugerem que as RLCs têm uma alta taxa de sobrevivência acumulada (<80% em 5 anos) e uma baixa taxa de complicações clínicas. Existem evidências de qualidade baixa a moderada que suportam a viabilidade de tratamentos restauradores com RLCs para diferentes situações clínicas. Entretanto, ensaios clínicos bem delineados e conduzidos ainda são necessários para avaliar a eficácia desta modalidade de tratamento.PN0642 - Painel Aspirante
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6 - Prótese
Análise da sobrevida de pilares personalizados em Co-Cr e zircônia
Poole SF, Bergamo E, Bonfante EA, Ribeiro RF, Rodrigues RCS
Odontologia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo analisou a sobrevida de pilares protéticos personalizados de Co-Cr e zircônia. Foram usados implantes de 5x13mm conexão cone Morse e pilares obtidos por CAD-CAM em zircônia e Co-Cr, cimentados sobre links metálicos. Sobre os conjuntos implante/pilar foram cimentadas coroas de canino superior em zircônia monolítica, obtidas por CAD-CAM. Antes do ensaio de fadiga acelerada progressiva foi feito ensaio de resistência à compressão para determinar padrões de carga. Foi usada a metodologia step-stress com 18 espécimes para cada grupo, subdivididos em 9, 6 e 3 amostras para cada perfil de carga (leve/moderado/agressivo). A ciclagem termomecânica (5-55oC) em água, foi feita em máquina simuladora de mastigação, frequência de 4 Hz, usando pontas metálicas planas, até a falha ou até atingir o limite de carga. Ao final de cada ciclo, cada espécime foi analisado para verificar presença de deformações e/ou fraturas. Após os ensaios foi realizada análise de Weibull. O valor médio de β foi 3,51 para os pilares de Co-Cr e 1,91 para os pilares de zircônia, indicando que a fadiga influenciou na sobrevida dos espécimes, e o principal fator para a falha foi o o acúmulo de danos. Avaliando o comportamento de cada grupo quanto à resistência, assumindo a influência da fadiga na falha, o módulo de Weibull foi 6,09 para o grupo Zr e 5,61 para o grupo Co-Cr, sem diferença significativa. A fratura sempre ocorreu no link metálico, elo mais frágil do conjunto, todos os pilares estavam perfeitos após o ensaio, mostrando que o uso do conjunto link/pilar/coroa é seguro. (Apoio: CNPq N° 405364/2016-4)PN0637 - Painel Efetivo
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6 - Prótese
Potencial adesivo da polidopamina em superfícies de poli éter éter cetona (PEEK)
Gonçalves TMSV, Diamantino PS, Duarte L, Arvai R, Saavedra GSFA, Bezerra AP, Sakurada MA, Philippi AG
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A alta resistência mecânica do poli éter éter cetona (PEEK) permite a substituição do metal em próteses fixas e removíveis. Entretanto, sua superfície inerte prejudica a adesão dos compósitos, necessitando da aplicação de pré-tratamentos e agentes de união. Nesse estudo, o potencial da Polidopamina como agente adesivo para PEEK foi avaliado. Foram confeccionados corpos de prova de PEEK (dimensões 10 x 10 x 7 mm), com rugosidade padronizada (rugosímetro digital). Após banho ultrassônico, foi aplicado jateamento com óxido de alumínio em metade da amostra. Os corpos de prova foram aleatoriamente divididos (n=36/cada) para a aplicação da Polidopamina ou do Visio.link (Bredent) (controle positivo). Um grupo sem jateamento e sem polidopamina foi utilizado como controle negativo. Em superfície de PEEK tratada foram confeccionados 4 cilindros de compósito gengival (AnaxGum, AnaxDent, USA) (dimensões 2 x 2 mm), fotopolimerizados por 40 s (800 mW/cm2 - Bluephase N, Ivoclar Vivadent). A resistência adesiva (SBS) foi testada em Máquina de Ensaios (Emic DL1000) (0,5 mm/min) com tensão crescente até a ruptura. Valores máximos de SBS foram transformados (MPa) e avaliados por ANOVA fatorial seguido de Tukey (α=0.05). Os efeitos principais e a interação adesivo/jateamento foram significativos (p<0.001). Os menores valores de SBS foram da polidopamina, com ou sem o jateamento (p<0.001). O Visio.link aumentou o SBS, independente do jateamento (p<0.001). A polidopamina não se mostrou eficiente em aumentar a resistência adesiva do PEEK, contraindicado assim a sua aplicação. (Apoio: CAPES)