Determinação de condições experimentais ideais para ensaios de mucoadesão in vitro em mucosa bucal de suínos
Pestana AM, Dias LM, Moraes AM, Ribeiro LNM, Calixto GMF, Franz-Montan M
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A avaliação do pico da força mucoadesiva (Fmax) e do trabalho de mucoadesão (Tmuc) por meio de um analisador de textura TA.XT Plus é uma metodologia in vitro amplamente empregada para análise da capacidade mucoadesiva de formulações. Esta metodologia possui variáveis independentes (força de contato, tempo de contato, velocidade da sonda) que podem afetar as propriedades mucoadesivas da formulação, dificultando a comparação de formulações entre estudos. Através de um planejamento estatístico fatorial 2³ (8 variáveis experimentais e 3 triplicatas em condição central pré-determinada: força de contato=0,5N, velocidade da sonda= 1mm/s, tempo de contato=30s) buscou-se determinar os valores das variáveis experimentais que resultassem em maior capacidade mucoadesiva da formulação comercial de uso tópico bucal (Omcilon-A®️ orabase) e valores de referência para Fmax e Tmuc. Os dados foram analisados pelo Desing Expert. Apenas a variável instrumental força de contato (p<0,0001 - ANOVA) influenciou os valores de Fmax e Tmuc. Assim uma força de contato de 0,552 N é necessária para garantir máxima mucoadesão. Em relação às demais variáveis, foi proposta uma velocidade de sonda de 2 mm/s e tempo de contato de 10 s, a fim de otimizar o tempo experimental. Nessas condições experimentais, o Omcilon®️ teve um valor médio de 0,170 N para Fmax e 0,659 N.s para o Tmuc. Portanto, esses valores podem ser considerados de referência para comparar a mucoadesão de novos sistemas mucoadesivos de administração de fármacos para uso tópico em mucosa bucal. (Apoio: Fapesp N° 2020/00730-2)PN0547 - Painel Aspirante
Área:
3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
UV-C como método de desinfecção em silicone medicinal empregado para prótese facial: Estudo in vitro
Malateaux G, Pecorari VGA, Suffredini IB, Silva JS, Gamarra RS, Dib LL
UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo é avaliar a eficácia da irradiação com Luz Ultravioleta- C LED (UV-C LED) na desinfecção e estabilidade da cor em amostras de silicone medicinal utilizado em próteses faciais. Foram confeccionadas e contaminadas por biofilme multi-espécies durante 24 horas, 96 amostras divididas em 4 grupos (n=24) com diferentes tratamentos: controle, água destilada, clorexidina 0,12% e Luz UV-C LED. A análise da viabilidade celular foi realizada pelo ensaio de Metiltetrazólio- MTT com densidades ópticas mensuradas em leitor de microplacas. Um grupo extra de controle branco foi adicionado nesta etapa (Dimetilsulfóxido- DMSO n=24). A análise estatística foi realizada por modelos lineares generalizados. Para análise da estabilidade da cor, foram confeccionadas 16 amostras de silicone com coloração intrínseca clara e escura, formando 4 grupos (controles e tratamentos - n=4), submetidos à luz UV-C LED. Com o auxílio de um espectrofotômetro, o delta E das amostras foi mensurado e os resultados foram apresentados por meio de análise descritiva. Os resultados da análise da densidade óptica demonstraram diferença estatística significativa entre os grupos (p<0,0001), havendo redução microbiana da UVC-LED em relação ao grupo controle. Para análise da estabilidade da cor, os grupos apresentaram Delta E compatíveis com alteração visualmente imperceptível. Os resultados obtidos permitiram concluir que a irradiação com luz UV-C LED foi eficaz na redução in vitro microbiana de silicones medicinais utilizados em próteses faciais, demonstrando estabilidade da cor. (Apoio: CAPES N° 88887.488989/2020-00)PN0548 - Painel Aspirante
Área:
3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia
Gel fluido odontológico contendo o extrato da borra da própolis vermelha de alagoas e suas atividades biológicas
De Carvalho Silva LT, Queiroga DEU, Sarmento PBR, Borges ALTF, Almeida CAC, Nascimento TG, Ferreira SMS, Panjwani CMBRG
Doutoranda Em Estomatopatologia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O Extrato da Própolis Vermelha de Alagoas (EPVAL) é conhecido por suas atividades biológicas. Após a primeira extração da própolis in natura, há um resíduo da extração de própolis chamado Borra da Própolis Vermelha de Alagoas (BPVAL). O objetivo deste trabalho foi desenvolver um gel fluido odontológico contendo o Extrato da Borra de Própolis Vermelha de Alagoas (EBPVAL) e avaliar suas atividades biológicas. Foi utilizada na pesquisa, uma amostra da BPVAL obtida através da maceração e o EBPVAL foi incorporado a um gel fluido odontológico (GEL-EBPVAL). Os testes para atividade antioxidante foram feitos no EBPVAL, extrato comercial da Própolis Vermelha de Alagoas e GEL-EBPVAL através do método DPPH. A identificação dos flavonoides foi realizada usando uma cromatografia líquida (HPLC-DAD) da Shimadzu®. O ensaio de citotoxicidade, viabilidade celular e grau de apoptose foi realizado em linfócitos de sangue periférico através do método Triplex ApoTox-GloT. Por meio da metodologia empregada, observou-se que o EBPVAL não apresentou atividade citotóxica em linfócitos in vitro. Os resultados do HPLC demostraram que as formulações feitas com o EBPVAL apresentam uma composição química complexa, que se assemelha com o EPVAL. Esses resultados demonstram que o EBPVAL pode ser útil na indústria para o desenvolvimento de novos medicamentos e fitoterápicos por apresentar atividade antioxidante, baixa citotoxicidade e baixo grau de apoptose em linfócitos de sangue periférico humanos, o que sugere atividade contra infecções bacterianas, inflamações e neoplasias. (Apoio: FAPEAL - PPG EMPRESA N° 60030 001356/2018)PN0551 - Painel Aspirante
Área:
3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
Viabilidade celular por MTT para padronização da concentração de soro bovino fetal em células de papila apical in vitro
Santos LM, Sipert CR
Dentística - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Células mesenquimais de papila apical são uma população que apresenta alta taxa proliferativa e capacidade de diferenciação. A produção de citocinas inflamatórias por estas células têm sido pouco relatada pela literatura. Do ponto de vista metodológico, encontram-se trabalhos que investigam a produção de citocinas em sobrenadantes de culturas de células sob diferentes condições de cultivo quanto à concentração de Soro Bovino Fetal (SBF). Sendo assim, este estudo terá o objetivo de padronizar para culturas de papila apical a concentração ideal de SBF para o estudo da produção de citocinas inflamatórias. Células de papila apical humana foram submetidas a ensaio de viabilidade celular realizado por MTT. Os grupos foram organizados de acordo com a concentração de SBF (0%, 0,5%, 1%, 10% e 15%) e presença ou não de lipopolissacarídeo (LPS) (1 µg/mL). Após serem estimuladas, foi adicionada às células a solução de MTT. A incubação seguiu por 4 horas a 37ºC em 5% de CO2 sob proteção de luz. A solução foi descartada e os cristais de formazan dissolvidos em dimetilsulfóxido. A leitura foi realizada em espectrofotômetro a 570nm. A suplementação com SBF resultou em valores de absorbância significativamente maiores para os tempos experimentais de 24 e 72 h. A absorbância se mostrou dependente da concentração de SBF em períodos experimentais maiores. Em nenhuma condição, o SBF interferiu na resposta a LPS. A concentração de SBF não interferiu nos dados de viabilidade de células de papila apical a LPS utilizando o método MTT.