Efeito transdentinário de agentes químico-mecânicos na citotoxicidade e produção de radicais livres por células pulpares
Lins-Candeiro CL, Oliveira-Neto NF, Ribeiro RAO, de-Souza-Costa CA, Turrioni AP, Paranhos LR, Santos Filho PCF
Odontologia Preventiva e Social - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar o efeito transdentinário in vitro de removedores químico-mecânicos de cárie na citotoxicidade e produção de radicais livres por células pulpares humanas. As células foram semeadas em placas de 24 poços (50.000 células/poço) e após 24 horas, um conjunto dispositivo metálico/disco de dentina (3mm de espessura)/anel de silicone foi inserido em cada poço. Os materiais foram aplicados de acordo com os grupos: controle sem material; peróxido de hidrogênio 35% por 2 minutos; PapacárieDuo (PD) por 30 segundos; PD por 2 minutos; Brix3000 (BX) por 30 segundos e BX por 2 minutos (n=8 por grupo). Os testes de viabilidade (MTT), produção de óxido nítrico (ON, reagente de Griess) e produção de espécies reativas de oxigênio (EROs, sonda DCFH-DA) foram realizados 24 horas após a aplicação dos materiais. Os dados foram submetidos aos testes estatísticos one-way ANOVA complementado por Tukey (p<0,05). Para viabilidade celular, os grupos BX nos dois tempos não diferiram do controle (p>0,05), enquanto o grupo PD 30 segundos e 2 minutos apresentaram diminuição na viabilidade em 21,1% e 58,4% respectivamente (p<0,05). Quanto à quantificação de ON, não houve diferença estatística entre os diferentes grupos (p>0,05). Para a quantificação de EROs, os grupos PD 30 segundos e PD 2 minutos apresentaram um aumento de 171,2% e 75,1% respectivamente quando comparados ao controle (p<0,05). Portanto, a ação trasndentinária do material PD apresentou potencial citotóxico e aumento de produção de EROs por células pulpares, nos tempos de aplicação 30 segundos e 2 minutos (Apoio: CAPES | CNPq | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais)PN0532 - Painel Aspirante
Área:
5 - Materiais Dentários
Análise da dureza de resinas Bulk Fill em restaurações de cavidades Classe II expostas à luz LED de um fotopolimerizador de baixo custo
Guarneri JAG, Maucoski C, Balzer AH, Souza AK, Braga SSL, Sullivan B, Price RBT, Arrais CAG
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi avaliar a dureza Vickers (VHN) de resinas Bulk Fill na face proximal de restaurações de Classe II MOD expostas à luz LED de um fotopolimerizador LED de baixo custo. Após aprovação do Comitê de Ética (2.896.938/2018), preparos Classe II MOD foram confeccionados em 84 molares (n=7) e restaurados com: Tetric N-Ceram Bulk Fill (Ivoclar Vivadent); Filtek Bulk Fill Flow (3M ESPE); SureFill SDR (Dentsply Sirona), seguindo as recomendações dos fabricantes. As resinas foram fotoativadas com fotopolimerizador Polywave (Bluephase 20i - Ivoclar Vivadent) ou LED de baixo custo (Rainbow Curing Light - SML). Após 24 horas, os dentes foram seccionados paralelamente ao longo eixo com disco de diamante em máquina de corte (300 rpm), originando fatias com 1 mm de espessura, que foram polidas com papel abrasivo de carboneto de silício com irrigação constante na ordem decrescente de granulação: 1200, 2000, 2400. A dureza foi medida em triplicata no topo e base da porção proximal da restauração. Os valores de VHN foram analisados por meio de ANOVA 2 fatores com medidas repetidas seguidas pelo teste de Bonferroni (α=0,05). Para Tetric N-Ceram Bulk fill e Surefill SDR, a luz emitida pelo LED Polywave promoveu maiores valores de VHN no topo e base do que a luz emitida pelo LED de baixo custo na região da resina localizada nas caixas proximais (p<0,001). O fotopolimerizador de baixo custo não foi capaz de promover a mesma dureza na porção mais externa das resinas bulk fill da caixa proximal de preparos Classe II MOD em comparação com fotopolimerizador Polywave. (Apoio: CAPES | CNPq)PN0534 - Painel Aspirante
Área:
5 - Dentística
Efeito do fluxo salivar na rugosidade e no conteúdo mineral do esmalte clareado: estudo in situ e in vitro
Nogueira IO, Monteiro DDH, Silveira RR, Moreira AN, Magalhães CS
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esse estudo avaliou o efeito da saliva humana in vitro e do fluxo salivar in situ na rugosidade e no conteúdo mineral do esmalte clareado. Espécimes dentários foram divididos em cinco grupos (n=15): não clareado (G1); clareado (peróxido de hidrogênio 35%) e mantido em água destilada (G2); saliva humana in vitro (G3); fluxo salivar normal (G4) e baixo fluxo salivar (G5) in situ. A rugosidade do esmalte (Ra, Rz) e o conteúdo de cálcio (Ca) e fósforo (P) foram avaliados por perfilometria e espectroscopia de energia dispersiva, antes (T1), após o clareamento (T2), e após sete dias em cada meio (T3). Capacidade tampão (CT) e pH salivares foram avaliados com fitas colorimétricas. Ca e P na saliva foram quantificados por espectrofotometria de absorbância. Os dados foram analisados por testes não paramétricos e regressão linear (p<0,05). Ra e Rz não diferiram entre grupos T1 (p>0,05); em T2, G1 diferiu dos demais; em T3, G5=G2>G3=G4=G1. Para G1, Ra e Rz em T1=T2=T3; para G2 e G5, T1< T2=T3; para G3, T1< T3< T2; para G4, T1=T3< T2. Conteúdos de Ca e P do esmalte não alteraram com clareamento ou contato com saliva (p≥0,05). Concentração de Ca e CT da saliva não diferiram entre G4 e G5; G5 apresentou maior concentração de P e menor pH que G4. Ra e Rz foram, respectivamente, 0,14 e 1,95 mais baixos em G4 que G5. Concluiu-se que fluxo salivar normal in situ e saliva humana in vitro promoveram recuperação da rugosidade do esmalte clareado. A recuperação foi maior em G4 que em G5, independentemente do pH, CT e concentrações de Ca e P salivares. As condições experimentais não afetaram o conteúdo mineral do esmalte. (Apoio: FAPEMIG N° APQ-01837-16)PN0535 - Painel Aspirante
Área:
5 - Dentística
Influência da viscosidade e do tipo de espessante do gel clareador na eficácia e segurança do tratamento clareador
Moecke SE, Andrade ACM, Mafetano APVP, Borges AB, Torres CRG
Odontolodia Restauradora - INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar a influência da viscosidade e do tipo de espessante em géis com peróxido de hidrogênio 35% quanto ao efeito clareador, efeitos indesejados e as reações que ocorrem no gel durante o processo. Para tal, 240 espécimes foram divididos em grupos com os diferentes espessantes (CAR - carbômero, EEA - emulsão expansiva por alcalinidade, ASM - polímero de ácido sulfônico modificado, PSS - polissacarídeo semissintético, CPA - coloide particulado) e em três viscosidades cada (baixa: 50.000cP, média: 250.000cP, alta: 1.000.000cP). A alteração de cor (ΔEab), microdureza (MD) e penetração de peróxido (PP) foram analisados nos espécimes, enquanto pH, concentração de peróxido (CP) e espécies reativas de oxigênio (ERO) nos géis. Os dados foram analisados com ANOVA dois fatores (α=5%). Os resultados mostram que, a maior viscosidade reduziu ΔEab, PP, alteração de MD e ERO em comparação com a baixa viscosidade. Entretanto, a queda de pH e de CP foram maiores nos géis mais viscosos. Géis com ASM produziram maior ΔEab quando comparado a PSS e EEA. A PP foi maior para CPA e menor para PSS e CAR. A redução de MD foi maior para CAR e menor para CPA. A maior redução de pH foi em EEA e CAR e a menor em PSS. A redução da CP foi maior para PSS e menor para CAR. A maior ERO foi em ASM e a menor em EEA. O tipo de espessante interferiu significativamente no tratamento. Podemos concluir que a viscosidade e o tipo de espessante influenciam na eficácia e segurança do clareamento dental. (Apoio: FAPs - FAPESP N° 2018/06961-6)