DMSO: avaliação exploratória de 28 meses no seu papel na interface adesiva dentinária
Zabeu GS, Giacomini MC, Scaffa PMC, Tjaderhane L, Mosquim V, Wang L
Dentística, Endodontia e Materiais Odont - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O solvente dimetil sulfóxido (DMSO) tem sido preconizado para obter longevidade da interface adesiva por agir na inibição de degradação hidrolítica e enzimática. Com resultados na literatura de curto prazo, os dados ainda são contraditórios. Neste estudo, um acompanhamento da resistência de união (RU) de sistemas adesivos após 28 meses foi realizado após constatação de ação imediata na ação enzimática. O delineamento experimental envolveu três fatores: sistema adesivo em 5 níveis (Adper Scotchbond Multipurpose [MP], Adper Single Bond 2 [SB], Clearfil SE Bond [CSE], Adper Single Bond Universal [SU] - modos convencional [C] e autocondicionante [A]), pré-tratamento em 2 níveis (controle - água e DMSO a 1% em solução aquosa) e tempo em 3 níveis (inicial - 24h, 6 meses e 28 meses). 120 espécimes de dentina exposta de terceiros molares (n=12) foram pré-tratados com DMSO ou água previamente à aplicação do primer (passiva-30s), seguido da aplicação dos sistemas adesivos e restauração com resina Filtek Z250. Após 24 horas, os espécimes foram palitados e armazenados em saliva artificial. Nos períodos determinados, foram submetidos ao teste de microtração. Os dados foram analisados por ANOVA a 3 critérios e pelo teste de Tukey (p<0,05). O DMSO aumentou a estabilidade dos adesivos após 28 meses. Nos grupos MP, SB e SU-A, o DMSO aumentou a RU ao longo do tempo, enquanto para CSE e SU-C, os valores foram estáveis. O tratamento com DMSO a 1% pode ser uma estratégia promissora na durabilidade da interface adesiva ao longo de 28 meses, principalmente dos sistemas lava e condiciona. (Apoio: CNPq N° 408865/2016-4 | CNPq N° 170646/2018-1 | CAPES N° 001)PN0425 - Painel Aspirante
Área:
5 - Dentística
Efeito da ponteira de aplicação em diferentes géis clareadores de automistura no clareamento de consultório
Carneiro TS, Favoreto MW, Bernardi LG, Bandéca MC, Borges CPF, Reis A, Loguercio AD
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo in vitro avaliou se o método de aplicação (ponteira com pincel ou ponteira sem pincel) e a concentração do gel clareador de peróxido de hidrogênio (PH) (6% ou 35% de automistura) influenciam na penetração de PH na câmara pulpar, na mudança de cor e quantidade de gel clareador utilizada. Quarenta pré-molares hígidos foram divididos aleatoriamente em cinco grupos (n = 8): grupo controle sem nenhuma intervenção; PH6% e PH35% com ponteira com pincel e ponteira sem pincel. Após os tratamentos, a concentração de PH (µg/mL) na câmara pulpar foi determinada por espectrofotometria UV-Vis. A mudança de cor (ΔEab, ΔE00 e ΔWi) foi avaliada através de espectrofotômetro digital antes e uma semana após o clareamento. A quantidade de gel utilizada (g) em cada grupo foi medida por meio de uma balança analítica de precisão. Os dados foram submetidos a testes não paramétricos (α = 0,05). A ponteira com pincel apresentou menor quantidade de PH dentro da câmara pulpar e menor quantidade de gel utilizada quando comparada à ponteira sem pincel; independente da concentração de PH (p < 0,05). Porém, em relação à ponteira utilizada, enquanto não foi observada diferença significativa quando se utilizou PH35% (p > 0,05), observou-se maior efeito clareador quando se aplicou PH6% sem pincel em comparação com a ponteira com pincel (p < 0,05). O uso da ponteira com pincel, independente da concentração do gel clareador, apresentou menor penetração e também menor volume de gel gasto. No entanto, o efeito clareador depende da concentração de PH utilizada. (Apoio: CAPES | CAPES)PN0426 - Painel Aspirante
Área:
5 - Dentística
Proteolytic activity of resin-dentin bonds obtained with experimental dentin etchants
Sebold M, André CB, Maravic T, Josic U, Sahadi BO, Breschi L, Giannini M
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
The effects of 4 etching approaches (36% phosphoric acid - 15s, self-etch - 20s, 10-3 solution - 15s, or 1.4% nitric acid - 15s), and 2 adhesives (Prime&Bond Universal - PBU, Dentsply; Gluma Bond Universal - GBU, Kulzer) on dentin matrix metalloproteinase (MMP) activity were analyzed. In situ zymography (ISZ) evaluated MMP activity within the hybrid layer. Sodium dodecylsulfate-polyacrylamide gel electrophoresis (SDS-PAGE) evaluated the expression of MMP-2 and -9 in dentin powder extracts. Adhesives were applied on dentin treated with the etchants. Teeth were restored and sectioned for ISZ (n=3), using fluorescein-conjugated gelatin. Integrated density data was quantified and submitted to the Kruskal-Wallis test, followed by Dunn's pairwise comparison. For SDS-PAGE, dentin powder from 12 teeth was incubated for 10 min with deionized water, dilutions of the etchants, or the adhesives. Expression of proform and active MMP-2 and -9 was analyzed in triplicate and the densitometric evaluation of bands was performed. Regarding ISZ, PBU in self-etch mode showed higher enzymatic activity than 10-3 solution or nitric acid, and phosphoric acid did not differ from any group. GBU presented lower proteolysis in self-etch mode than the etchants, which did not differ among themselves. SDS-PAGE showed 10-3 solution and nitric acid completely inhibited MMP-2 and -9 expression. When used for quick etching (15s), the tested etchants did not inhibit MMPs within the hybrid layer. However, they completely inhibited MMP-2 and -9 expression when powdered dentin was treated for 10 min. (Apoio: FAPs - FAPESP N° 2018/ 09459-0 | CAPES N° Finance code 001)PN0428 - Painel Aspirante
Área:
5 - Materiais Dentários
Tratamentos de superfície de pinos de fibra de vidro na resistência de união a um cimento resinoso auto-adesivo
Santos LR, Lima DM, Carvalho EM, Rodrigues VP, Alves CMC
Programa de Pós- Graduação - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A retenção do pino de fibra de vidro depende da resistência de união entre as diferentes partes pino-cimento-dentina e vários tratamentos de superfície foram criados para melhorar a energia superficial destes pinos. Este estudo avaliou a influência de diferentes tratamentos de superfície, químicos e mecânicos, isolados ou em combinação com silano, na resistência de união de pinos de fibra de vidro usando cimento resinoso autoadesivo. Os grupos foram: sem tratamento de superfície (controle), silano, peróxido de hidrogênio a 24%, peróxido de hidrogênio a 24% e silano, jateamento com óxido de alumínio de 50 μm e jateamento com óxido de alumínio de 50 μm e silano. As raízes foram seccionadas e submetidas ao teste push-out. Os dados da resistência de união foram obtidos por análise de variância em fator único seguido pelo teste de Tukey. A resistência de união diferiu significativamente entre os grupos (p <0,001). Foi maior nos grupos silano (10,5 ± 3,5 MPa), jateamento e silano (11,5 ± 3,2 MPa) e peróxido e silano (11,6 ± 4,6 MPa) que no controle (6,5 ± 2,9 MPa), jateamento (8,6 ± 4,0 MPa) e peróxido (7,1 ± 2,8 MPa), sem diferença significativa entre os grupos que receberam silanização. O modo de fratura variou de acordo com o tratamento de superfície. A falha adesiva cimento-pino foi mais comum nos grupos silano, jateamento e peróxido e silano. A falha adesiva cimento-dentina foi mais comum nos grupos controle, jateamento e silano e peróxido Não há necessidade de outros tratamentos combinados ao silano, visto que, a aplicação de silano isoladamente aumentou a resistência de união.PN0429 - Painel Aspirante
Área:
5 - Dentística
Efeito dos tratamentos de superfície e protocolos adesivos na resistência de união em reparos de restaurações com resina Bulk Fill
Tarrillo FEA, Sousa SEP, Cunha SRB, Bico VR, Sobral MAP
Dentistica - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Essa pesquisa tem o intuito de avaliar o efeito da asperização com ponta diamantada e jateamento com óxido de alumínio (Al2O3) como tratamento de superfície associado a diferentes protocolos adesivos no reparo da resina composta do tipo bulk fill envelhecida. Para isso, 150 discos de resina FiltekTM One foram submetidos à ciclagem térmica (5.000 ciclos de 5°/55°C) e divididos, aleatoriamente, em 3 diferentes tratamentos de superfície (n=50): sem tratamento (ST); asperização com ponta diamantada (A); jateamento com Al2O3 (J). Após, cada um dos tratamentos foi dividido, em um dos 5 protocolos adesivos (n=10): sem adesivo (SA); Adper Single Bond2 (SB); Single Bond Universal (SBU); Silano+Adper Single Bond2 (S+SB); Silano (S). Em sequência, foram elaborados, em cada um dos discos, 3 cilindros em resina Bulk Fill simulando o reparo e foram submetidos, após 24h mantidos em água deionizada, a microcisalhamento e análise de padrão de fratura para avaliar a resistência de união (RU). O teste ANOVA 2 e Tukey (α=0,05) foi aplicado para comparação, mostrando que o valor de RU para A e J é estatisticamente superior ao ST, independente do adesivo utilizado (p<0,001). Quando realizado A ou J apenas SA apresentou resultados inferiores (p<0,001). Não houve diferença estatística entre A/SB, A/SBU, A/S+SB e A/S e entre os grupos J/SB, J/SBU, JS+SB e J/S. O J/SBU apresentou maior valor de RU que A/SBU (p<0,001). O padrão de fratura mais frequente para A e J foi coesivo e misto, já para ST foi adesivo. Portanto, o tratamento de superfície com A ou J associado a um protocolo adesivo aumentam a RU.