Variação de cor de resinas compostas imersas em bebidas coradas: Estudo comparativo in vitro
Miranda VEVL, Espíndola-Castro LF, Miranda BL, Menezes VA, Silva CHV
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este trabalho avaliou o potencial de pigmentação de bebidas sobre resinas compostas nanohíbridas. Foram confeccionadas 75 amostras cilíndricas (5x2mm) com auxílio de uma matriz de teflon distribuídos em grupos de acordo com o tipo de resina composta: NT Premium / Coltene, Opallis / FGM e Beautiful / Shofu (n=25). As amostras de cada grupo foram aleatoriamente divididas em 5 subgrupos com diferentes bebidas (n=05): saliva artificial, vinho tinto, gatorade, suco de açaí e whisky. A mensuração da cor foi realizada com espectrofotômetro digital nos tempos: 0h (antes das imersões), 1h, 1 dia e 1 semana. A variação de cor das resinas composta foi calculada por meio dos parâmetros CIELab levando em consideração os diferentes tempos de imersão. Na avaliação de 1h, houve diferenças estatisticamente significantes entre as resinas avaliadas quando imerso em vinho tinto e Gatorade, sendo menor a pigmentação para a resina NT Premium (p=0.006 e 0.012). Na avaliação de 1 dia, houve diferença estatisticamente significante quando as resinas foram imersas em Gatorade e Whisky, a NT Premium foi a que menos pigmentou (p=0.005 e 0.009). Na avaliação de 1 semana houve diferença estatistítica para o vinho tinto, sendo a bebida que mais pigmentou nas três resinas compostas (p<0.001). O vinho tinto apresentou maior potencial de pigmentação nos diferentes momentos de avaliação. Todos as resinas compostas apresentaram intenso grau de pigmentação após imersão nas bebidas em 7 dias. O tempo de exposição às bebidas testadas foi fator determinante no potencial de pigmentação das resinas compostas.PN0401 - Painel Aspirante
Área:
5 - Dentística
Resistência à abrasão, microdureza e índice de fragilidade de cerâmicas CAD/CAM com diferentes protocolos de queima do glaze
Zaniboni JF, Silva AM, Alencar CM, Campos EA
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esse estudo investigou a influência de diferentes protocolos de queima do glaze sobre a resistência à abrasão, microdureza e índice de fragilidade de blocos cerâmicos CAD/CAM. Cento e vinte espécimes foram obtidos dos materiais: E.max CAD, Empress CAD e Cerec Blocs, e divididos em 5 grupos (n=8): Controle (C), Queima convencional do glaze (G), Queima convencional do glaze com 2 queimas (G2), Queima estendida do glaze (EG) e Queima estendida do glaze com 2 queimas (EG2). Os espécimes foram submetidos ao teste de resistência à abrasão em tribômetro pin-on-disk e o coeficiente de atrito foi registrado. Em seguida, foram analisados em um interferômetro óptico a laser para cálculo da perda de volume. Microdureza Vickers e índice de fragilidade foram realizados em microdurômetro. ANOVA Two Way e pós-teste Sidak foram aplicados para análise da microdureza. ANOVA Two way não paramétrica e pós-teste Bonferroni foram aplicados para análise dos demais dados (α = 0,05). Grupos G2, EG e EG2 do E.max e Empress e G, G2, EG e EG2 do Cerec apresentaram maiores valores de coeficiente de atrito. EG e EG2 do E.max e Cerec apresentaram maior perda de volume, enquanto não houve diferença significativa no Empress (p>0.05). EG e EG2 do E.max e Empress e G, G2, EG e EG2 do Cerec apresentaram menor dureza. O índice de fragilidade foi menor nos grupos nos grupos C do E.max e G e EG do Empress. O protocolo de queima convencional do glaze provocou menor desgaste superficial das cerâmicas quando comparado a queima estendida do glaze. O número de queima não influenciou nas propriedades avaliadas. (Apoio: CAPES N° 88882.432522/2019-01)PN0405 - Painel Aspirante
Área:
5 - Materiais Dentários
Caracterização e efeito da lavagem no recobrimento com plasma de hmdso em tecido para confecção de máscara na prevenção da Covid 19
Marski SRS, Pacheco LP, Pereira CHN, Barros AWC, Simão RA, Achete CA, Prado M
Pós-graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito do tratamento de plasma de hexametildissiloxano (HMDSO) na superfície do tecido, para serem utilizados na fabricação de máscaras. Foram usadas amostras de tecido de algodão 400 fios recobertas com uma camada de HMDSO depositadas por plasma frio. Microscopia Ótica e a Microscopia de Força Atômica (AFM) foram utilizados para análise topográfica e para análise química foi utilizado o teste de Espectroscopia de Infravermelho transformada de Fourier (FTIR). Para avaliar o grau de hidrofobicidade foram analisados o ângulo de contato e o tempo de absorção. Por fim foram realizadas 10 lavagens para avaliar o efeito sobre o recobrimento. Na análise topográfica, após o recobrimento com plasma de HMDSO foi visualizado uma camada de pequenos grânulos aglomerados sobre a trama original do tecido. Tal modificação foi confirmada na análise química com a presença de bandas relacionadas a componentes do HDMSO. Na análise do ângulo de contato, o algodão após o recobrimento passou de ângulo 0° para acima de 120°, tornando-se hidrofóbico. O tempo de absorção da água no tecido que era imediato, atingiu o tempo máximo avaliado de 10 minutos. A partir da quarta lavagem o processo de lavagem leva a alteração nas fibras do tecido, que começa a se soltar, e junto com ela o recobrimento é eliminado, resultado confirmado através da redução dos picos referentes ao HMDSO. Até a décima lavagem a superfície se manteve hidrofóbica. Conclui-se que o emprego do tecido de algodão recoberto com plasma de HMDSO torna a superfície hidrofóbica, permanecendo respirável. (Apoio: FAPERJ N° E-26/202.784/2019, E-26/010.000978/2019, E-26/010.000155/2020)