Análise histomorfométrica e microtomográfica da osseointegração de implantes instalados previamente à radioterapia
Reis NTA, Oliveira GJPL, Claudino M, Pitorro TEA, Irie MS, Zanetta Barbosa D, Soares PBF
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esse estudo avaliou o efeito da radiação ionizante no processo de osseointegração de implantes. Vinte coelhos receberam implante na tíbia esquerda e foram randomizados em dois grupos: não irradiado (grupo controle) e irradiado, que recebeu dose única de 30 Gy, 2 semanas após instalação dos implantes. Quatro semanas após instalação do implante, os animais foram sacrificados e as amostras implante/osso removidas. Análises microtomográfica (volume cortical - CtV, mm3; espessura cortical - CtTh, mm e porosidade - CtPo,%) e histomorfométrica (Contato osso implante - %BIC e área óssea entre as roscas - %BABT) foram realizadas para avaliar processo de osseointegração. Análise de variância ANOVA foi realizada para os valores de Ct.V, Ct.Th e Ct.Po e teste de Mann Whitney para análise de BIC e BABT. O grupo não irradiado apresentou valores significativamente maiores de Ct.V (P <0,022) e menores de Ct.Po (P <0,002) que o grupo irradiado. Não houve diferença em relação aos parâmetros histomorfométricos BIC e BABT para os grupos avaliados. A instalação de implantes previamente à radioterapia não gerou interferência nos parâmetros histomorfométricos avaliados nesse estudo. O protocolo terapêutico de câncer de cabeça e pescoço mediado pela radioterapia não requer remoção de implantes presentes em áreas cobertas pela radiação. (Apoio: CAPES N° 001)PN0374 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia - clínica protética
Distribuição de tensões em abutments angulados com diferentes tipos de retenção cone morse
Reis-Neta GR, Ribeiro MCO, Gomes RS, Vargas-Moreno VF, Cury AAB, Machado RMM
Prótese e Periodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
As complicações protéticas mais comuns do sistema cone morse geralmente estão relacionadas ao parafuso do abutment. Com o desenvolvimento dos abutments puramente friccionais sem parafuso (CMF) tais problemas seriam ser solucionados. Porém, em abutments angulados, não se sabe se a ausência do parafuso no sistema CMF proporcionaria uma melhor distribuição de tensões. Assim, este estudo comparou a distribuição de tensões entre o sistema cone morse friccional angulado (CMF-A) e o sistema cone morse convencional angulado (CMC-A). Modelos 3D de cada grupo foram criados e reabilitados com coroa unitária de um incisivo central superior. Uma carga de 50 N foi aplicada à 30° no bordo incisal da coroa. A distribuição de tensões foi avaliada por meio da análise de elementos finitos utilizando os critérios de tensão de von Mises (σvM) e deslocamento (μm) para implante, abutment e parafuso quando presente. A tensão de compressão (σmin) e cisalhamento (τmax) foram determinadas para osso cortical e medular, respectivamente. CMF-A apresentou σvM de 538,25 MPa no abutment e 126,08 MPa no implante, já o CMC-A apresentou σvM de 228,88 MPa no abutment, 145,33 MPa no parafuso e 221,77 MPa no implante. O deslocamento do abutment e do implante foi maior para o CMF-A, sendo de 84.25% e 29.34%, respectivamente. O CMF-A apresentou para o osso cortical e medular valores de σmin e τmax, no mínimo, 15.85% superiores comparado com o CMC-A. O conjunto CMF-A apresentou maior concentração de tensões, sendo a maior delas no abutment. (Apoio: CAPES N° 001)PN0375 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia - clínica protética
Estudo "in vitro" da adaptação dos componentes protéticos de dois sistemas de implantes de hexágono externo
Luppino F, Carvalho PSP
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho foi avaliar por meio de microscopia eletrônica de varredura (MEV) a adaptação de componentes protéticos aos implantes de hexágono externo de dois sistemas de implante nacional. Para esse trabalho foram utilizadas 6 amostras de componentes protéticos do tipo UCLA com cinta de cobalto-cromo e implantes de plataforma regular de hexágono externo, do Sistema Conexão Sistemas de Prótese Ltda. e do Sistema Intraoss. Para a avaliação da adaptação do componente protético ao implante foi utilizado o microscópio eletrônico de varredura (MEV) calibrado com 1.000 vezes de aumento. As medidas foram realizadas em 3 pontos de um mesmo lado selecionado aletoriamente. A média das medidas obtidas em cada grupo foram: Grupo 1 (Conexão-Conexão), 0,81 micrometros; Grupo 2 (Conexão-Intraoss), 5,37 micrometros; Grupo 3 (Intraoss-Conexão), 0,38 micrometros; Grupo 4 (Intraoss-Intraoss), 1,72 micrometros, sendo que houve diferença estatisticamente significante entre o Grupo 2 em relação aos demais. Com base nos resultados obtidos conclui-se que a utilização de componentes protéticos do mesmo Sistema de implantes é mais previsível e segura com relação a adaptação do componente protético à plataforma do implante.PN0376 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia - clínica protética
Análise por elementos finitos da influência do número e posição de implantes e a presença de cantilever em próteses totais fixas mandibulares
Santos-Neto OM, Roque ACC, Macedo AP, Souto ICC, Almeida RP
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi analisar o comportamento biomecânico de próteses totais implantossuportadas sobre mandíbula atrófica, variando-se o número e a inclinação dos implantes. Foram avaliados 4 grupos: 4R (quatro implantes colocados axialmente na região interforaminal - 3,75 X 13 mm); 2R2A ("all on four" - dois implantes colocados axialmente e dois implantes angulados em 30º na região interforaminal - 3,75 X 13 mm); 4R2WS (quatro implantes axiais - 3,75 X 13 mm, e dois implantes curtos WS posteriores - 3,75 X 10 mm); 2R2A2WS (2 implantes axiais e 2 angulados em 30º - 3,75 X 13 mm, e dois implantes curtos WS na posteriores - 3,75 X 10 mm). A transmissão de tensões aos implantes e tecido ósseo foi avaliada por meio do método dos elementos finitos, simulando a utilização de implantes conectados a mini pilares e infraestruturas em liga de cobalto-cromo. Realizou-se duas aplicações de carga oclusal, de 250 N na região de molares e 200 N para pré-molares. Os resultados mostraram que os grupos 4R e 2R2A apresentaram maiores níveis de tensão no implante mais próximo ao cantilever, principalmente no pilar. Os grupos com seis implantes, 4R2WS e 2R2A2WS apresentaram níveis inferiores de tensão, melhor distribuída em todo o modelo. Conclui-se por meio da metodologia empregada que a colocação de quatro implantes associada ao cantilever, independentemente da sua configuração aumentou as tensões máximas e mínimas e principais e do equivalente de von Mises, sendo a utilização de implantes curtos uma alternativa viável para promover melhor distribuição das tensões.PN0377 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia - clínica protética
Perda de torque de pilares protéticos personalizados de Co-Cr sinterizado e Zircônia
Silva AO, Faria ACL, Rodrigues RCS, Ribeiro RF
Materiais Dentários e Prótese - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi analisar a perda de torque pilares protéticos personalizados obtidos em Co-Cr e zircônia antes e após a ciclagem termomecânica. Foram utilizados implantes de 5x13mm conexão cone morse e pilares obtidos por CAD- CAM em zircônia e Co-Cr os quais foram cimentados sobre links metálicos. Para padronizar a aplicação de torque foi utilizado torquímetro digital. Sobre os conjuntos implante/pilar foram fixadas com poliéter coroas de canino superior em zircônia monolítica, também obtidas por CAD-CAM. Para a ciclagem termomecânica foram utilizados 10 espécimes de cada grupo, que foram posicionados na máquina simuladora de mastigação com angulação de 30º. Foram realizados 1.000.000 de ciclos sob frequência de 2 Hz, com carga estática de 140 N, utilizando como antagonista pontas metálicas planas. Durante a ciclagem mecânica os espécimes foram mantidos em água e termociclados entre 5º e 55º C. Ao final do ensaio, foi realizado o destorque dos pilares com torquímetro digital para avaliar o afrouxamento dos mesmos após ciclagem termomecânica. Não houve diferença na perda de torque entre os materiais avaliados (p=0,865). Quando se comparou os tempos inicial e final observa-se que existe perda de torque para os dois grupos, com maior perda de torque após a ciclagem mecânica (zircônia p=0,018 e Co-Cr p=0,012). Pode-se concluir que o material utilizado para confecção do pilar não teve influência na perda de torque. (Apoio: CNPq N° 405364/2016-4)