Distribuição de tensões em implantes extracurtos de diâmetro largo como ancoragem para coroas unitárias e esplintadas
Vargas-Moreno VF, Gomes RS, Ribeiro MCO, Cury AAB, Machado RMM
Odontologia - UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Implantes dentários extracurtos (IDEC) de diâmetro largo, Ø6mm (DL), e a esplintagem de coroas protéticas, podem melhorar a biomecânica de reabilitações que apresentem maior proporção coroa/implante (C/I). Este estudo avaliou, por meio da análise de elementos finitos, a influência do DL e a esplintagem entre as próteses na distribuição de tensões de IDEC (5mm de comprimento), instalados na região posterior de rebordo mandibular atrófico retendo coroas com C/I 3:1. As variáveis de estudo foram o diâmetro do implante (largo (L) x regular (R)) e o tipo de reabilitação protética (unitária (U) x esplintada (E)). Modelos 3D foram criados para os 4 grupos: UR - IDEC Ø4mm; UL - IDEC Ø6mm; ER - IDEC Ø4mm; EL - IDEC Ø6mm. Comparado ao UR, o UL apresentou redução de tensão de 6% no abutment e de 43,89% no implante, no osso medular a redução foi de 16,57% na tensão mínima principal (σmin) e aumento de 8,6% na tensão de cisalhamento (τmax), e no osso cortical redução de até 59,39%. Na comparação EL x ER, observou-se aumento de tensão de 10,49% no abutment e de 9,75% na τmax no osso medular, e redução de 41,41% nos implantes, 28,38% na σmin no osso medular e de 53,65% na τmax no cortical. Ao comparar ER e UR nota-se redução da tensão de até 49% no implante, 54% no abutment, 56% no cortical e 16% na τmax no medular, ao mesmo tempo que aumenta 7% na σmin. Semelhantemente, a isso, ao comparar o EL com UL, há redução em até 53% no implante, 52% no abutment, 50% no cortical e 15% no medular. De acordo com os resultados IDEC com DL e coroas esplintadas resultam em uma reabilitação com melhor distribuição de tensões. (Apoio: CAPES N° 001)PN0365 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Avaliação da incidência de parestesia do nervo alveolar inferior utilizando Articaína e Mepivacaína em cirurgias de terceiros molares
Ferriolli SC, Benetti LP, Baggio AMP, Bizelli VF, Ramos EU, Oliveira WC, Bassi APF
Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este ensaio clínico randomizado, triplo-cego, cruzado, pareado, teve como objetivos avaliar a incidência de dor pós-operatória e parestesia com dois tipos de anestésicos locais, articaína e mepivacaína. Um estudo comparativo para avaliar a incidência de parestesia entre os dois anestésicos ainda não foi realizado em grupos distintos empregados isoladamente. Para tanto, 20 indivíduos de ambos os gêneros, entre 18 e 35 anos, sem patologias locais ou sistêmicas, possuindo terceiros molares inferiores retidos bilaterais, em posição similar, foram selecionados e submetidos a cirurgias para remoção dos mesmos. A intervenção cirúrgica foi realizada sempre pelo mesmo operador, com a administração de um anestésico em cada lado, escolhido de forma aleatória, definido pelo Excel 2018. Comprimidos de paracetamol 500 mg foram prescritos como medicação para analgesia de escape. A dor foi avaliada por meio da escala visual em caixa de 11 pontos nas 24 horas pós operatórias. A parestesia, quando presente, foi avaliada aos 7 dias pós-operatórios. Todos os dados foram submetidos à análise estatística, considerando o nível de significância de 5% Concluiu-se que a Articaína não está relacionado a causas de parestesia do nervo alveolar inferior, considerando ainda que todos os pacientes operados com o anestésico possuíam terceiros molares sem íntimo contato com o nervo. O anestésico Articaína trouxe melhores resultados em relação a dor pós-operatórias em comparação com o anestésico Mepivacaína, ainda que a diferença não tenha sido estatisticamente significante.PN0368 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Síntese e caracterização de nanofibras de PCL associada ao biovidro e PCL associada ao biovidro dopado com magnésio e lítio
Kukulka EC, Maroscia G, De Souza JR, Campos TMB, Borges ALS
Materiais Odontológicos e Prótese - INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi sintetizar e caracterizar fibras ultrafinas de policaprolactona (PCL) associadas a um novo biovidro 58S, produzido pela rota sol-gel precipitado e ao biovidro dopado com magnésio e dopado com lítio, produzidas pelo processo de eletrofiação a fim de selecionar a melhor associação de parâmetros para a produção de fibras com este processo. Três soluções de PCL puro 20% foram preparadas e acrescidas de 7% de biovidro e biovidros dopados (10% Mg(NO3)2 e 5% Li2CO3) e foram submetidas ao processo de eletrofiação, onde foram associados alguns parâmetros (fluxo, distância e voltagem) resultando em 6 grupos, 2 para cada solução, (A a F) divididos em subgrupos (1 a 9), originando 54 subgrupos de fibras que foram caracterizadas morfologicamente (microscopia eletrônica de varredura e análise do diâmetro médio das fibras). Os resultados obtidos foram analisados por estatística descritiva por meio de média e desvio padrão e análise da frequência de distribuição do diâmetro das fibras e mostraram que a adição do biovidro altera os padrões de eletrofiação da solução de PCL puro, assim como a adição de íons terapêuticos. Foi possível determinar a associação de parâmetros de eletrofiação mais favorável para cada solução. As associação mais favoráveis foram B1 (10 kV, 10 cm e 2,0 mLh-1 de fluxo) para a solução de PCL com biovidro produzido pela rota sol-gel precipitado, D7 (10 kV, 15 cm e 2,0 mLh-1 de fluxo) para a solução de PCL com biovidro produzido pela rota sol-gel precipitado dopado com magnésio e F4 (10 kV, 12 cm e 2,0 mLh-1 de fluxo) para o dopado com lítio. (Apoio: CAPES N° 88882.434243/2019-01)PN0369 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia - clínica cirúrgica
Insucesso de implantes osseointegráveis em pacientes portadores de alterações sistêmicas. Estudo retrospectivo de 17 anos
Tonini KR, Valle LSEMB, Sol I, Carvalho PSP, Ponzoni D
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi relacionar doenças sistêmicas e medicamentos usados para tratar tais condições com o insucesso dos implantes osseointegrados. Foram analisados dados de 602 prontuários de pacientes que receberam tratamento reabilitador com implantes ossseointegrados no período de 2000 a 2017, concluído no mínimo há 6 meses. Foram coletados dados de idade, gênero, presença ou não de doença e/ou condição sistêmica, uso ou não de medicações, número de implantes instalados e perdidos e tipo de prótese confeccionada. Testes estatísticos de qui-quadrado e teste exato de Fisher foram utilizados para relacionar as variáveis com a perda de implante, com nível de significância de p<0,05. Foram instalados 1887 implantes com índice de sucesso de 97,51%(47 implantes perdidos em 41 pacientes). Dos 602 pacientes, 71,43 %(430) apresentavam alguma alteração ou condição sistêmicae 28,57% (172) eram saudáveis. Dos 41 pacientes que tiveram perda de implantes, 73,2% eram portadores de alterações/condições sistêmicas; não diferindo estatisticamente do grupo que não teve perda de implante (P=0,494). Desses pacientes, 39% faziam uso de medicações, sem diferença estatística com os pacientes que não perderam implantes (42,6%) (P=0,776). A presença de condições e/ou doenças sistêmicas, assim como o uso de medicações não puderam ser associadas ao insucesso dos implantes osseointegrados.