Estudo comparativo da osseointegração de implantes manufaturados em Ti-cp ou Ti6Al4V com ou sem superfície modificada por LASER
de Jesus LK, Hadad H, Rodrigues LGS, Santos AFP, Queiroz TP, Okamoto R, Guastaldi AC, Souza FA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliou-se o comportamento biológico e mecânico no tecido ósseo periimplantar de implantes em Ti-cp ou Ti6Al4V com superfícies usinada (CPMS ou ALLOYMS) e modificada por LASER (CPLS ou ALLOYLS). Realizou-se a microscopia eletrônica de varredura acoplada a espectroscopia por energia dispersiva de raios X (MEV-EDX) previamente a instalação e após a remoção dos implantes. Noventa e seis implantes (2x4mm) foram instalados nas tíbias de 48 ratos Wistar. Realizou-se o torque de remoção dos implantes nos períodos de 14, 21 e 42 dias. As tíbias foram processadas para análise histológica qualitativa e imunoistoquímica. A MEV-EDX previamente a instalação apresentou diferenças topográficas entre as superfícies usinada e LASER. Os valores de torque de remoção de ALLOYLS foi estatisticamente superior a CPLS, CPMS e ALLOYMS (p<0,05) em 14 e 21 dias, bem como CPLS para CPMS e ALLOYMS (p<0,05). Aos 42 dias CPLS e ALLOYLS apresentaram diferenças estatística a CPMS e ALLOYMS (p<0,05). A MEV-EDX dos implantes removidos evidenciou o recobrimento ósseo total nas superfícies de CPLS e ALLOYLS e apresentaram uma distribuição mais fisiológica de Ca e P quando comparado com CPMS e ALLOYMS. Na histologia qualitativa observa-se um tecido ósseo mais maturo para CPLS e ALLOYLS. Para análise imunoistoquímica observou-se uma maior expressão de osteopontina para ALLOYLS aos 14 e 21 dias. Conclui-se que os grupos CPLS e ALLOYLS apresentaram melhor embricamento mecânico com o tecido ósseo e aceleração do processo de osseointegração quando comparados com CPMS e ALLOYMS. (Apoio: CAPES N° 001)PN0351 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia - clínica protética
Comparação entre a moldagem convencional e digital para próteses totais fixas implantossuportadas: tempo e satisfação do paciente
Pereira ALC, Medeiros VR, Campos MFTP, Medeiros AKB, Carreiro AFP
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se avaliar e comparar a satisfação do paciente e o tempo clínico e laboratorial necessário para a obtenção de moldagens convencionais e digitais para próteses totais fixas implantossuportadas. Dezessete participantes, reabilitados com três e quatro implantes, foram submetidos, na mesma sessão clínica, a dois tipos de moldagem: digital (DM), à nível dos corpos de digitalização (SC) e com um dispositivo (SD) (BR 10 2019 026265 6), utilizando um scanner intraoral (3Shape-Trios®), e convencional (CM), index sólido (IS) e moldagem pela técnica da moldeira aberta (CT). Os desfechos avaliados foram: o tempo clínico e laboratorial e a satisfação dos participantes quanto a moldagem convencional e digital. O teste de Wilcoxon foi utilizado para identificar a diferença estatística entre os grupos quanto ao tempo de moldagem e o teste de Mann-Whitney, a relação entre o tempo e a quantidade de implantes. Para a satisfação foi utilizado o teste de Fisher (p<0,05). Os resultados revelaram que a moldagem digital foi mais rápida que a convencional (DM: x̅=02:58; CM: x̅=31:48) (p<0,0001). Os arcos reabilitados com três implantes obtiveram um menor tempo de moldagem (3 implantes: x̅=05:36; 4 implantes: x̅=09:16) (p<0,0001). Quanto a satisfação, a moldagem digital mostrou-se mais confortável, indolor e rápida que a convencional (p<0,005). Concluímos que a moldagem digital, quando comparada com a convencional, é o método com o menor tempo de cadeira odontológica e aceitação do paciente. (Apoio: CAPES N° 88882.375239/2019-01)PN0354 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia - clínica cirúrgica
Alterações volumétricas na reconstrução maxilar anterior usando DBBM associado a PRF e tela de titânio
Parize G, Tunchel S, Blay A, Kim YJ, Duailibi Neto EF, Pallos D
UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A reabilitação de pacientes que perderam elementos dentários pode apresentar algumas limitações como a perda de estrutura óssea. Existem algumas formas de reconstruir o rebordo alveolar para a instalação do implante na posição adequada. Objetivo: o presente estudo avaliou, por meio de tomografia computadorizada, o aumento ósseo horizontal e o volume obtido a partir de enxerto de biomaterial ósseo xenógeno associado a plasma rico em fibrina (PRF) e tela de titânio. Materiais e Métodos: oito pacientes saudáveis que necessitaram de grandes reconstruções ósseas horizontais foram incluídos. A quantidade de ganho ósseo horizontal foi medida em tomografia computadorizada antes e 6 meses após o enxerto, em três níveis de espessura e na altura total. Cada enxerto foi plotado na imagem sagital, aproximadamente no meio da face, usando o software OnDemand 3D DentalTM. A análise volumetrica foi obtida usando o programa Invesalius 3.0. O levantamento estatístico foi realizado por meio do teste t pareado com nível de significância de 5%. Resultados: um paciente teve exposição da membrana sem complicações na colocação do implante. Um total de 20 implantes foram instalados com sucesso. A altura média inicial foi de 15,61 ± 4,3 mm e a final foi de 17,94 ± 5,2 mm apresentando diferença significante (p = 0,001) e um ganho médio de 2,33 mm. O ganho do volume foi de 40 a 160% dependendo do defeito. O uso de enxerto ósseo xenogêno associado a PRF e tela de titânio é uma escolha segura e com resultados promissores. Mais estudos são necessários para observar a osseointegração a longo prazo.