Associação da necessidade de tratamento ortodôntico e autopercepção da qualidade mastigatória e OHRQoL
Schurings NVA, Carneiro DPA, Meneghim MC, Menezes CC, Venezian GC, Vedovello SAS, Degan VV
Mestrado - CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar a influência da necessidade de tratamento ortodôntico e autopercepção da qualidade mastigatória na qualidade de vida relacionada a saúde bucal (OHRQoL) de adultos. Estudo observacional transversal realizado com 290 indivíduos, com idade média de 21.4 anos. Para avaliação oclusal o Componente de Saúde Dental (DHC) do Índice de Necessidade de Tratamento Ortodôntico (IOTN). Para avaliação da autopercepção da qualidade da mastigação foi utilizado o Questionário de Avaliação da Qualidade da Mastigação (QAQM). Para avaliação da OHRQoL foi utilizado o Oral Health Impact Profile (OHIP-14). Inicialmente foram realizadas análises das distribuições de frequências entre as variáveis independentes e o desfecho (domínios da OHRQoL). Realizou-se análise de regressão logística simples, estimando-se os odds ratios bruto com intervalos de confiança de 95%. As variáveis com p <0.20 foram testadas em modelos de regressão logística múltipla, permanecendo no as com p ≤0.05 e estimando-se os odds ratios ajustados com os respectivos intervalos de confiança de 95%. Indivíduos com necessidade de tratamento ortodôntico têm 1.80 (1.07-3.02), 1.89 (1.09-3.28) e 1.86 (1.01-3.46) vezes mais chances de ter maior impacto no domínios deconforto psicológico, incapacidade física e desvantagem social, respectivamente. Indivíduos com queixa mastigatória têm mais chances de apresentar maior impacto em todos os domínios da OHRQoL. A presença da necessidade de tratamento ortodôntico e queixa mastigatória influenciaram negativamente a OHRQoL de indivíduos adultos.PN0261 - Painel Aspirante
Área:
4 - Odontopediatria
Traumatismo dentário em crianças com e sem transtorno do espectro autista: estudo comparativo
Procopio SW, Tavares MC, Nascimento MSN, Carrada CF, Scalioni FAR, Ribeiro RA, Paiva SM
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi comparar a ocorrência de traumatismo dentário em crianças com e sem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Este estudo transversal comparativo incluiu 30 crianças com TEA, média de idade 7,5 (±3,2) anos (variabilidade de 3 a 13 anos), pareados por sexo e renda com 30 crianças sem TEA, assim como seus pais. As crianças eram atendidas pelo Ambulatório de Saúde da Criança e do Adolescente da Prefeitura de Juiz de Fora, Brasil. O diagnóstico de traumatismo dentário foi realizado por exame clínico e classificado pelos critérios de Andreasen e Andreasen (1994). O exame clinico foi realizado por um único examinador calibrado com confiabilidade intraexaminador de Kappa=0.930. Os pais responderam a questionário com informações socioeconômicas. O teste qui-quadrado foi usado para comparar as variaveis entre os grupos. Crianças com TEA apresentaram maior frequência de traumatismo dentário comparadas às crianças sem TEA (p=0.020). O tipo de trauma mais frequente no grupo com TEA foi a fratura de esmalte (57.1%), seguido de fratura de esmalte/dentina sem exposição pulpar (42.9%). Apenas uma criança sem TEA apresentou fratura de esmalte. Em ambos os grupos, a maioria das famílias (93.3%) possuía renda familiar inferior a dois salários mínimos. Não houve diferença estatística em relação à escolaridade das mães (p=1,00) e a escolaridade dos pais (p=0,430) entre os grupos. Conclui-se que crianças com TEA apresentam maior ocorrência de traumatismo dentário, independentemente do estrato econômico das famílias e escolaridade dos pais. (Apoio: CAPES)PN0263 - Painel Aspirante
Área:
4 - Odontopediatria
O uso do SOHO-5 na avaliação de impacto da cárie dentária na vida diária de crianças: um estudo piloto
Costa KNB, Self IAAG, Carvalho CN, Ferreira MC
Programa de Pós-graduação Em Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi investigar o impacto da cárie dentária na qualidade de vida de crianças por meio da Escala de Desfechos em Saúde Bucal para Crianças de Cinco Anos (SOHO-5) e avaliar a validade do SOHO-5. Foi realizado um estudo piloto transversal, com 49 pais e crianças de uma creche pública. O SOHO-5 e as questões globais foram aplicados de forma independente e antes do exame clínico. Estatística descritiva e inferencial (p<0,05) foi realizada. Sessenta e sete por cento das crianças apresentaram dentes cariados, 57,1% dentes com envolvimento pulpar e 67,3% nunca foram ao dentista. Os pais relataram que os filhos apresentaram "um pouco" de dificuldade para comer (24,5%) e sorrir (24,5%) em função dos dentes. Na visão das crianças, foi relatada "muita" dificuldade para comer (22,4%), dormir (24,5%) e sorrir em função de dor de dentes (20,4%). Quanto às questões globais, 46,9% dos pais classificaram a saúde bucal dos filhos "mais ou menos" e 51% de que seus filhos necessitavam de tratamento dental. Na percepção das crianças, 38,8% não estavam felizes com seus dentes. Média de escore total do SOHO-5 pais foi significativamente maior para crianças com dentes cariados, com extração indicada e obturados (ceo-d) ≥ 1 (p<0,001); experiência de dor de dentes (p=0,019); dor de dente atual (p=0,017); e envolvimento pulpar (p<0,001) e para o SOHO-5 crianças: ceo-d ≥ 1 (p=0,027) e buraco nos dentes (p=0,027). Conclui-se que a cárie e suas consequências clínicas impactaram negativamente a qualidade de vida das crianças. O SOHO-5 demonstrou validade convergente e discriminante.