Padrão de referência de tábuas ósseas de dentes superiores: estudo de mapeamento tomográfico
Negrisoli S, Labegalini LD, Chilvarquer I, Ximenez MEL, Maltagliati LA, Patel MP, Matias M, Nahás ACR
Otorrinolaringologia Pediátrica - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O conhecimento das espessuras das tábuas ósseas alveolares é importante para o planejamento e sucesso do tratamento ortodôntico, em ênfase nos artigos atuais da literatura científica, porém com limitações na resolução das imagens e restritos por avaliarem número pequeno de dentes ou apenas a face vestibular. Este trabalho propôs um padrão de referência de tábuas ósseas mais abrangente incluindo na análise os incisivos centrais, incisivos laterais, caninos, 1° e 2° pré-molares superiores, por meio de Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC) de 15 pacientes com oclusão equilibrada e perfil facial harmônico (15-35 anos). Os tecidos ósseos (TOs) dos terços cervical, médio e apical da raiz (vestibular e palatino), a distância da JCE à crista óssea alveolar (COA) e a inclinação dentária com o plano palatino (dente.PP) foram avaliados. Test t pareado, Correlação de Spearman e regressão linear foram aplicados (P<0,05). A distância entre a JCE à COA vestibular é maior que a palatina em todos os pares de dentes (dentes homólogos). Na face vestibular, os TOs apresentaram, na sua maioria, ≤ 1mm de espessura óssea e na palatina, um aumento no sentido cervico-apical foi observado, com TO ≥ 2 mm. Arquitetura óssea vestibular reduzida ao redor dos 1° pré-molares, sendo um indicativo de recessões gengivais nessa região. Resultados não uniformes, ao comparar os TOs entre os sexos, sugerindo avaliação individual. Referências de normalidades de TO são fornecidas para auxiliar no diagnóstico e plano de tratamento, evidenciando os limites dos movimentos dentários ortodônticos.PN0254 - Painel Aspirante
Área:
4 - Ortodontia
Simulação numérica da distribuição de tensões e deformações na face na fase inicial da intrusão do primeiro molar superior com miniplaca
Pereira CC, Mercuri EGF, Almeida FR, Araujo MTS, Bolognese AM
Odontopediatria e Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Historicamente, recursos de ancoragem eficazes apresentavam duas variáveis importantes: permitiam alguma movimentação da unidade de ancoragem e dependiam da colaboração do paciente. O advento da ancoragem esquelética na Ortodontia permitiu aplicação de cargas em direções que não eram possíveis anteriormente sem a necessidade de colaboração do paciente. Ademais com a ancoragem esquelética, as cirurgias ortognáticas deixaram de ser a única opção de tratamento em muitos casos, como por exemplo nos excessos verticais de maxila e em deformidades transversas. O objetivo do presente estudo foi avaliar a distribuição das tensões e deformações na face, durante o movimento de intrusão do primeiro molar superior com miniplaca instalada no processo zigomático da maxila, por meio da criação de modelo 3D de elementos finitos tridimensionais tetraédricos com funções de interpolação quadráticas, submetidos à 4 diferentes carregamentos: 50cN, 100cN, 150cN e 200cN. Constatou-se que houve distribuição das tensões bem como deslocamento no primeiro molar, em toda a maxila (osso medular e cortical), osso zigomático e suturas frontomaxilar e frontozigomática, sendo o primeiro molar e o osso alveolar com maior tendência ao deslocamento, evidenciando que a energia resultante dos carregamentos é dissipada por toda face no início da movimentação.PN0255 - Painel Aspirante
Área:
4 - Odontopediatria
Maxillary labial frenum in preschool children: variations, anomalies, and associated factors
Amorim LM, Alves NM, Coelho EMRB, Mantelli AR, Feldens CA, Kramer PF
Odontologia - UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
The aim was to investigate the prevalence of morphological and attachment variations of maxillary labial frenum (MLF) and associated factors in preschool children. A cross-sectional study was conducted with 1.313 children aged between zero and five years attending public nurseries in the city of Canoas, Brazil. Data were collected through a questionnaire addressing demographic, socioeconomic, and behavioral characteristics and clinical examination of the MLF. Assessments of MLF morphology and attachment were based on the classification systems proposed by Sewerin and Mirko, respectively. Unadjusted and adjusted prevalence ratios of frenal abnormalities were estimated in robust Poisson regression analysis. The most prevalent patterns were simple MLF (63.8%) and gingival attachment (51.1%). Morphological abnormalities were found in 21.6% of the preschoolers and 25.4% exhibited abnormal frenal attachment. Abnormalities in MLF morphology were more prevalent among girls (p=0.003) and a significant reduction was found with the increase in age (p<0.001). Attachment abnormalities were significantly more prevalent among girls (p<0.001), white ethnic group (p = 0.005), and children who used a pacifier (p = 0.007) and also reduced significantly with the increase in age (p < 0.001). In conclusion, demographic and behavioral characteristics were associated with MLF morphology and attachment. The reduction in the prevalence of the outcomes with the increase in age suggests that surgical interventions in the first years of life may constitute overtreatment. (Apoio: CAPES N° 88887.479638/2020-00)PN0256 - Painel Aspirante
Área:
4 - Ortodontia
Expansão com arco transpalatal ou mecânica de arco contínuo
Brandão HB, Ledra IM, Martins RP, Gandini Júnior LG
Ciências Odontológicas - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi comparar o sistema de força tridimensional produzido pela mecânica do arco transpalatal (TPA) e por um arco contínuo (CA) na expansão dos primeiros molares superiores. Utilizou-se o modelo de um paciente com 2 molares em mordida cruzada posterior de 4 mm e com aparelhos ortodônticos colados em todos os dentes. O primeiro e o segundo molares foram conectados a duas células de carga tridimensionais para comparar as forças nos planos transverso e ântero-posterior (Fx e Fy) e os momentos rotacionais (Mz) produzidos em ambos os molares pelo TPA expandido e por arco 0,016 pol. níquel-titânio (CA). Os dados foram avaliados usando 6 testes t de Student independentes, e o momento líquido no centro de resistência do molar também foi calculado. Todas as forças e momentos foram diferentes em ambos os molares. No primeiro molar, CA produziu Fx de 2,60 N, Fy de -0,08 N, Mz de -5,16 N.mm e Mz Líquido de -5,68 N.mm, enquanto o TPA produziu Fx de 2,87 N, Fy de -0,60 N, Mz de -22,08 N.mm e Mz Líquido de -25,09 N.mm. No segundo molar, o TPA não produziu forças e momentos significativos, enquanto o CA produziu Fx de -1,00 N, Mz de 3,95 N.mm, Fy de -0,84 N e Mz Líquido de -0,67 N.mm. Com base em nossos achados, em uma configuração clínica, com o TPA, em ferradura, usado apenas nos primeiros molares e o CA usado de um segundo molar para o outro, a mecânica produziu diferentes forças de expansão no primeiro molar. O TPA produziu um efeito colateral rotacional maior no primeiro molar, enquanto o CA produziu efeitos colaterais no segundo molar. (Apoio: CAPES N° 88887.596068/2020-00)PN0252 - Painel Efetivo
Área:
4 - Odontopediatria
Fatores de risco para a cárie dentária não tratada ao longo da adolescência: um estudo de coorte
Ortiz FR, Reyes LT, Maroneze MC, Ramadan YH, Ardenghi TM
ATITUS EDUCAÇÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo teve como objetivo avaliar os fatores de risco da cárie dentária ao longo da adolescência. Logo, um estudo longitudinal foi iniciado em 2012, com uma amostra aleatória de 1134 adolescentes de 12 anos de idade, na cidade de Santa Maria, RS, Brasil. Os adolescentes foram clinicamente avaliados por dentistas calibrados e investigou-se variáveis: contextual, demográficas, fatores socioeconômicos, uso de serviço dentário, dor de dente e subjetivas. Depois de dois anos (T2) e seis anos (T3), os mesmos adolescentes foram reavaliados (taxa de retenção de 67,9% e 67,8%, respectivamente). Cárie dentária não tratada foi coletada nos três tempos, considerando o componente "C" do índice CPO-D (dentes permanentes cariados, perdidos e obturados). Análises de regressão de Poisson multiníveis, através de mensurações repetidas (nível 1 - tempos), agrupados nos adolescentes (nível 2), foram utilizadas para avaliar a associação entre os preditores (baseline) e o desfecho (cárie dentária). Alta renda média do bairro e alta escolaridade materna associaram as menores taxas da doença. Baixa renda familiar, dor dentária, sangramento gengival e pior qualidade de vida relacionado à saúde bucal foram fatores de risco para cárie dentária. Dessa forma, variáveis como contextual, socioeconômicas, subjetiva e clínicas foram fatores de risco para a cárie dentária não tratada ao longo da adolescência. Estratégias preventivas focadas para os adolescentes se tornam importantes a fim de amenizar esta realidade. (Apoio: CAPES N° 001 | FAPERGS N° 2381-2551/14-0)