Associação da qualidade de vida relacionada à saúde bucal com a longevidade das restaurações ART em crianças
Silva AF, Huamani JRS, Gomes GF, Silva TLBM, Sousa KG, Barbosa TS
Pós Graduação - UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou avaliar a associação da qualidade de vida relacionada a saúde bucal (QVRSB) com a longevidade das restaurações ART (atraumatic restorative treatment) após 18 meses. A amostra consistiu de 62 crianças, de seis e sete anos de idade, ambos os sexos, sendo 31 submetidas a 4 semanas de estratégia educativa em saúde bucal (EESB) seguida do ART (GEESB+ART) e as demais somente ao ART (GART). Para avaliar a QVRSB foi utilizada a versão brasileira curta, com 16 itens, do Child Perceptions Questionnaire (16-CPQ8-10), e a percepção de mudança na saúde bucal por uma questão única. A longevidade das restaurações foi verificada utilizando-se os critérios de avaliação de restaurações ART e do tratamento. Após 18 meses, o GEESB+ART relatou maior impacto na QVRSB, principalmente no domínio de sintomas orais (p<0,05). Neste período, maior comprometimento dos sintomas orais foi reportado nas crianças com restaurações com falhas e com tratamento considerado com falha menor (p<0,05). Na análise inter-grupos, o GEESB+ART, com 2 a 4 restaurações, Classe I, de tamanho pequeno, localizadas no arco superior e com falha menor, relatou mais sintomas orais do que o GART. A longo prazo, sintomas orais foram mais reportados por crianças submetidas a EESB seguida do ART. Ainda, fatores como número, classe, tamanho e localização das restaurações precisam ser considerados para implementação de um programa eficiente e efetivo em saúde bucal, bem como para maior longevidade das restaurações ART.PN0244 - Painel Aspirante
Área:
4 - Odontopediatria
Resultados clínicos de procedimentos endodônticos regenerativos em dentes jovens, comparando sessão única e sessões múltiplas
Macedo PAS, Pereira AC, Prado MC, Frozoni M, Vargas Neto J, Santos ECA, Cerqueira-Neto ACCL, Soares AJ
Odontologia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo comparou os desfechos clínicos de dentes permanentes jovens necrosados submetidos à terapia endodôntica regenerativa, tratados em uma ou múltiplas sessões. Foram incluídos 20 dentes permanentes jovens com necrose pulpar, divididos em 2 grupos. Os dentes foram submetidos ao protocolo de irrigação com hipoclorito de sódio 6% e clorexidina 2%, antes da indução do coágulo sanguíneo. Para o grupo de sessões múltiplas (n = 11), o hidróxido de cálcio foi usado por um período de 21 dias antes da indução do coágulo. No grupo de sessão única (n = 9), o coágulo foi induzido na primeira sessão. Os pacientes foram acompanhados por 24 meses e avaliados quanto aos sinais e sintomas clínicos, retorno à sensibilidade pulpar e posição da barreira cervical. Variáveis categóricas foram avaliadas com teste G e teste exato de Fisher, e variáveis contínuas com teste de Mann-Whitney. A significância estatística foi de 5%. Um dente apresentou persistência da infecção. Nenhuma diferença foi observada na posição da barreira cervical (p> 0,05), e entre os grupos em relação aos sinais e sintomas e ao retorno à sensibilidade (p = 0,4789). A realização do protocolo de terapia endodôntica regenerativa em dentes jovens necrosados, em sessão única e sessões múltiplas apresentaram desfechos clínicos semelhantes. (Apoio: CAPES N° 001)PN0247 - Painel Aspirante
Área:
4 - Ortodontia
Parâmetros fotoantropométricos faciais em indivíduos com osteogênese imperfeita
Lopes LLA, Marçal FF, Ribeiro EM, Chaves Júnior CM, Silva SM, Costa FWG, Fonteles CSR, Ribeiro TR
Pós Graduação Stricto Sensu - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Osteogênese imperfeita (OI) é um conjunto de síndromes com mutações para falhas no colágeno tipo I com repercussões qualitativas e quantitativas da estrutura óssea, como alterações morfológicas craniofaciais. Este estudo objetivou avaliar parâmetros fotoantropométricos faciais em pacientes com OI. Foram selecionados 20 brasileiros com diagnóstico de OI atendidos no Serviço de Extensão a Menores Necessitando de Tratamento Especializado do Curso de Odontologia da Universidade Federal do Ceará (Fortaleza, Brasil), ambos os sexos, qualquer idade e capazes de entender e assinar o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), e 38 brasileiros não-sindrômicos, ASA I, capazes de entender e assinar o TCLE e pareados por sexo, idade e perfil facial de Burstone. Utilizou-se como critérios de exclusão dos grupos: tratamento ortodôntico finalizado ou iniciado, trauma e/ou cirurgia em região craniofacial e presença de qualquer outra doença sistêmica. Realizou-se a análise fotoantropométrica dos 18 parâmetros faciais de STENGEL-RUTKOWSKI et al. (1984), previamente estabelecida na literatura para síndromes. Um único examinador realizou todas as medidas efetivas e angulares virtualmente pelo CorelDRAWX7. Orelhas encurtadas horizontalmente em relação a altura auricular (p<0,001), mais longas em relação à face (p=0,003) e narizes mais inclinados para baixo (p=0,020) mostraram-se como alterações relacionadas ao grupo de indivíduos com OI. Em conclusão, os pacientes portadores de OI possuem parâmetros fotoantropométricos característicos dessa condição.PN0248 - Painel Aspirante
Área:
4 - Ortodontia
Correlação entre Fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1) e Indicadores de Maturação Esquelética
Carelli J, Mattos CFP, Morais ND, Brancher JA, Kuchler EC, Topolski F, Correr GM, Moro A
Odontologia - UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Alguns estudos têm sugerido que níveis de IGF-1 podem substituir as técnicas radiográficas para determinar a maturação esquelética. Portanto, o objetivo desse estudo foi avaliar a correlação entre os indicadores de maturação esquelética e o IGF-1. A amostra do estudo foi composta por 37 indivíduos de ambos os sexos com idade variando de 10 a 16 anos. Os pacientes selecionados realizaram uma avaliação clínica, exames radiográficos e a coleta de amostras de sangue. Para a avaliação da radiografia carpal, o método utilizado foi o descrito por Fishmann (1982). Para a análise das vértebras cervicais foi empregado o método de McNamara Jr. e Franchi (2018). As amostras de sangue foram coletadas na mesma semana em que os exames radiográficos foram realizados. Para quantificar os níveis de IGF-1 foi utilizado um anticorpo específico. A normalidade dos dados foi testada pelo teste de Shapiro-Wilk e o teste Pearson foi utilizado para determinar a correlação entre as variáveis (alfa de 5%). Uma forte correlação foi observada entre os estágios das vértebras cervicais e os da radiografia carpal (r=0,793, p<0,0001 para mulheres; e r=0,753, p<0,0001 para homens). O IGF-1 apresentou correlação moderada com os indicadores de maturação esquelética da radiografia carpal (r=0,528; p=0.009) e com os estágios das vértebras cervicais (r=0,533; p=0,0008). Conclui-se que os estágios de maturação esquelética da radiografia carpal e das vértebras cervicais apresentaram uma forte correlação entre si. Porém, os níveis de IGF-1 apresentaram uma correlação moderada com ambos os métodos.PN0249 - Painel Aspirante
Área:
4 - Odontopediatria
Defeitos de esmalte e fatores associados em uma amostra de escolares da rede publica e privada na cidade de Boa Vista - Roraima
Gonella S, Tonial FG, Carreira RPS, Piovesan C, Moreira KMS, Imparato JCP, Duarte DA
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os defeitos de desenvolvimento de esmalte são anormalidades dentárias frequentes em crianças e adolescentes e, reconhecer sua origem é um grande desafio científico, visto a complexidade de fatores possivelmente associados. Portanto, avaliamos a prevalência de defeitos de esmalte em incisivos e primeiros molares permanentes, de crianças de 8 a 9 anos de idade, além de analisar se há uma associação com o sexo, doenças ou alterações na infância e indicadores socioeconômicos. Para isso, foram coletados dados de uma amostra de 493 escolares da rede pública e privada da cidade de Boa Vista, Roraima. Os participantes foram examinados nas escolas, em ambientes claros, com auxílio de lanterna, espátulas de madeira, gaze, roletes de algodão, espelhos clínicos e sonda milimetrada OMS. Na avaliação da presença de defeitos de esmalte, foi utilizado o índice de defeitos de desenvolvimento de esmalte (DDE). Após a coleta dos dados, foi realizada uma análise descritiva das variáveis envolvidas no estudo. Para avaliação da associação de variáveis independentes com a prevalência de defeitos de esmalte, foram realizadas análises de Poisson. A prevalência de defeitos no esmalte foi de 37,6%. Observou-se associação dos defeitos com cor da pele, renda familiar, escolaridade dos pais, tipo de escola e alterações físicas na infância. Não houve associação com o sexo. Conclui-se que há uma complexidade de fatores possivelmente associados aos defeitos de esmalte. Assim, são necessárias futuras pesquisas para elucidar a origem destes defeitos e assim, buscar minimizá-los.