A irrigação ultrassônica passiva pode ser segura e descontaminar os túbulos dentinários, considerando o dente superior ou inferior?
Coelho JA, Cuéllar MRC, Espedilla EGV, Duarte MAH, Andrade FB
Dentística, Endodontia e Materiais - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A maior efetividade na descontaminação dos sistemas de canais radiculares durante o preparo biomecânico é dependente da agitação do irrigante, como acontece na irrigação ultrassônica passiva (PUI). Porém, durante seu uso, micro-organismos podem ser extruídos aos tecidos periapicais. Avaliou-se in vitro a extrusão de Enterococcos faecalis para a região periapical e a eficácia da descontaminação intratubular, utilizando a PUI em dentes posicionados no arco superior ou inferior. Raízes de incisivos inferiores foram infectadas com E. faecalis e divididas em 5 grupos sob protocolos da PUI (n=10): G1 (PUI no terço cervical), G2 (PUI no terço apical), G3 (PUI no terço cervical e apical - dentes na posição inferior), G4 (PUI no terço cervical e apical - dentes na posição superior), Grupo IC (sem irrigação ultrassônica). Unidades formadoras de colônias bacterianas extruídas (UFC)(log10) foram determinadas e os espécimes analisados em micro CT e microscópio confocal de varredura à laser (MCVL). Os grupos G3 e G4, seguidos por G2 mostraram redução significativa na descontaminação intratubular (P < 0,05), mas mostraram maior tendência na extrusão periapical de bactérias. Nenhum protocolo foi capaz de causar a morte total de bactérias que residiam nos túbulos dentinários, porém, onde se utilizou a PUI em dois momentos houve significativa redução na carga bacteriana. Todos os protocolos foram associados à extrusão bacteriana periapical e não houve diferença quanto ao posicionamento dentário, se superior ou inferior.PN0114 - Painel Aspirante
Área:
2 - Biologia pulpar
Influência do preparo mecânico em diferentes níveis na obturação do terço apical do canal radicular
Silveira MPC, Kuntze MM, Schmidt TF, Chaves DMS, Teixeira CS, Garcia LFR, Duque TM, Bortoluzzi EA
Odt - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A influência do preparo em diferentes níveis foi avaliada quanto ao preenchimento do forame e do terço apical, usando rotação contínua e reciprocante. 60 canais foram distribuídos em 3 grupos, de acordo com o Comprimento de Trabalho: G-1(CT=CD-1); G0(CT=CD); G+1(CT=CD+1). Cada grupo foi subdividido (n=10) em 2 de acordo com a intervenção foraminal: G-1PB: patência de Buchanan e G-1LM: limpeza manual; G0Rot: ampliação rotatória e G0Rec: ampliação reciprocante; G+1Rot: ampliação rotatória e G+1Rec: ampliação reciprocante. Os grupos G-1PB, G-1LM, G0Rec e G+1Rec foram instrumentados até o CT com lima R25 e os grupos G0Rot e G+1Rot com lima Prodesign S. O nível da obturação foi CD-1. Imagens do forame e de cortes em 1, 2 e 3 mm aquém foram obtidas para avaliar o preenchimento do forame, do terço apical e se houve sobreobturação. A associação dos dados foi realizada pelo Qui-Quadrado de Pearson. Não houve associação entre o nível do preparo e do cone (p>0,05). O extravasamento de cimento foi maior em G0 e G+1, do que G-1. Em G0 e G+1, 63% e 65% dos espécimes tiveram todo forame apical preenchido, enquanto em G-1: 17,6%. No corte de 1mm, 100% dos espécimes estavam bem preenchidos em G0 e G+1, já em G-1: 64,7% (p<0,05). Não houve associação entre a cinemática e a qualidade da obturação (p>0,05). Concluiu-se que não houve associação entre os níveis de preparo e a sobreobturação; os níveis de preparo em CD e CD+1 tiveram maior ocorrência de extravasamento do cimento endodôntico e de preenchimento do forame e do terço apical; a cinemática não influenciou no preenchimento do forame e do terço apical.PN0115 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Características clínicas e psicossociais de pacientes com diagnóstico de pulpite irreversível
Souza PRJ, Furlan RD, Duarte MAH, Vivan RR, Weckwerth AVB, Conti PCR, Costa YM, Bonjardim LR
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A proposição do trabalho foi caracterizar o perfil clínico e psicossocial de indivíduos com o diagnóstico de pulpite irreversível (PI). Para isso, até o momento, 15 indivíduos foram avaliados para as seguintes variáveis: a) Clínicas - intensidade de dor no momento do atendimento e nas últimas 24 horas, uso de medicação analgésica nas últimas 24 horas e presença de dor referida além do dente; b) Psicossociais - Escala de estresse percebido, Escala hospitalar de ansiedade e depressão, Escala de catastrofização da dor e impacto da dor na qualidade do sono, por meio de uma escala numérica (0-100). A média (desvio padrão) da intensidade da dor foi considerada moderada, tanto no momento do atendimento (55,13±32,66), quanto nas últimas 24 horas (68,46±30,13). 73,33% dos indivíduos utilizaram alguma medicação para alívio de sua dor, sendo a dipirona sódica a mais citada (72,72%). 80% dos pacientes afirmaram sentir dor referida além do dente, especialmente para a região do ouvido (50%). O nível médio de estresse percebido (31,45±9,25) e de catastrofização da dor (29,99±9,90) foram considerados moderados; o nível de ansiedade (7,86±4,80) e de depressão (6,95±3,23) foram considerados normais. A dor relacionada à PI influenciou moderadamente a qualidade sono (62,32±47,15). Conclui-se, que os pacientes com pulpite irreversível chegam ao consultório com dor moderada, fazendo uso de medicação analgésica por conta própria, com dor referida além do dente e estado pscicossocial moderadamente comprometido. (Apoio: FAPESP N° 2019/06035-7)PN0117 - Painel Efetivo
Área:
2 - Terapia endodôntica
Avaliação da conduta do cirurgião-dentista em relação a prescrição medicamentosa diante de um abscesso crônico agudizado, em Curitiba/PR
Faria-de-França MIA, Heck AR, Aragão EM, Cruz ATG
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O processo crônico agudizado normalmente traz muitas dúvidas em relação à prescrição medicamentosa para a grande parte dos cirurgiões dentistas. Este trabalho foi realizado com o objetivo avaliar o padrão de prescrição de medicações sistêmicas, de cirurgiões dentistas da cidade de Curitiba - PR frente a alterações periapicais na fase aguda. 50 dentistas responderam o questionário que foi dividido em duas partes; a primeira parte foram questões pessoais, e na segunda parte do questionário, apresentou-se um caso clínico de um abscesso crônico agudizado, onde foi realizada a drenagem via canal de pus, e perguntou-se ao cirurgião dentista se fariam alguma prescrição medicamentosa e se sim, qual o medicamento iria ser prescrito. Pode-se observar que 40% receitaram somente antibiótico, 12% receitaram antibiótico e antinflamatório, 10% receitaram apenas analgésicos, 6% receitariam antibiótico, antinflamatório e analgésico e 4% receitaram antibiótico e analgésico, já 28% dos dentistas não receitariam nada para seu paciente naquelas condições. No caso apresentado na segunda parte, a medida correta é a intervenção local, e se necessário um analgésico caso haja dor. É possível observar pelas respostas que apenas 40% dos cirurgiões se enquadram nesses padrões. Conclui-se que os cirurgiões dentistas devem estar cientes das bases científicas para a correta prescrição de antibióticos, antiinflamatórios e analgésicos durante a terapia endodôntica.