Análise imuno-histoquímica de células tronco em lesões periapicais crônicas
Farias ZBBM, Silva LP, Arruda JAA, Cavalcante JS, Almeida HCR, Oliveira MCV, Souza LB, Sobral APV
Odontologia - UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Identificar a expressão da proteína aldeído desidrogenase (ALDH-1) em células com imuno perfil de células-tronco em lesões periapicais crônicas. As amostras de lesões periapicais foram classificadas histologicamente em granulomas periapicais (GP) (n = 25) e cistos radiculares (CR) (n = 26), e os dados clínicos coletados das fichas de encaminhamento para biópsia. O método imuno-histoquímico foi da streptoavidinabiotina utilizando o anticorpo anti ALDH-1. A imunoexpressão foi avaliada de acordo com a presença, distribuição e intensidade e um escore final determinado através: Escore de imunoexpressão = intensidade x percentual de células, classificando em baixa expressão (0 a 4), alta expressão (6 a 9). O teste Qui-quadrado foi utilizado, com nível de significância de 5%. Imunoexpressão da ALDH-1 foi verificada em todas as lesões periapicais, estando localizada no parênquima e no estroma. Nos GP a expressão foi difusa no parênquima, de intensidade moderada a forte. Nos CR a imunoexpressão foi em células esporádicas, distribuição focal (epitélio e cápsula) de intensidade fraca a moderada. Dezoito casos de GP apresentaram alta expressão da proteína ALDH-1 e 7, baixa expressão. Em 18 casos de CR verificamos baixa expressão e 8, alta expressão. Observamos correlação entre expressão de ALDH-1 e GP (p = 0,003). Alta expressão da proteína ALDH-1 em GP, sugere a presença de células com perfil de células-tronco nessas lesões e uma vez nos tecidos periapicais inflamados, podem desempenhar um papel protetor e/ou reparador influenciando na sua patogênese.