A morfologia interna incisivos centrais inferiores revelada por microtomografia computadorizada
Guimaraes CC, Coutinho TMC, Goulart PASR, Ronquete V, Moraes LGN, Santos ADAP, Alves FRF, Marceliano-Alves MFV
Odontologia - UNIVERSIDADE IGUACU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi a avaliação da morfologia interna de 100 incisivos centrais inferiores incisivos centrais inferiores escaneados em microtomógrafo SkyScan 1173, a fim de caracterizar: Tipo de Vertucci, comprimento da raiz da junção cemento-esmalte até o forame e forma da embocadura dos canais (Johnsen et al., 2017), presença e localização de canais acessórios e a quantidade de foraminas a 4 mm do ápice. Além de parâmetros tridimensionais: volume, área de superfície e structure model index (SMI). Quanto à classificação de Vertucci foi encontrado que 72% de canais Tipo I, seguido pelo tipo II (14%), sendo os demais tipos encontrados em frequências menores. Quanto à classificação das embocaduras foi observado o tipo mais prevalente foi o A (52%), seguido pelo B (19%). A seção transversal 1 mm do ápice a mais prevalente foi a oval (86%), seguida pela circular (12). O comprimento médio da raiz foi 15,89 mm (11,71 a 20,08 mm). Já o maior e menor diâmetros a 1 a 4 mm do forame variaram de 0,38-0,97 mm e 0,22-0.47 mm. A média do forame foi de 0,22 e 0,39 mm para o menor e maior diâmetros, respectivamente. Em relação à presença de canais acessórios, foi encontrada a frequência de 9% e 1% de delta apical, sendo somente encontrados no terço apical. O volume, área de superfície e SMI foram 3,16 ± 2,04 mm3; 28,54 ± 13,04 mm2 e, 2,15 ± 0,58, respectivamente. A morfologia do canal radicular de incisivos centrais é variável e pode apresentar canais adicionais e um variedade de configurações de canal, conforme observado. Tais dados podem servir de subsídio para o adequado tratamento clínico (Apoio: FAPs)PN0043 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Resistência à fadiga cíclica dos sistemas rotatórios Protaper Next, X File e X Gray
Barbosa MA, Oliveira KV, Dziadzio I, Cunico LH, Sobral TKM, Tomazinho FSF, Gabardo MCL, Baratto-Filho F
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar a resistência à fadiga cíclica de três sistemas de instrumentos endodônticos rotatórios. Foram utilizados instrumentos X2 (25/.06) dos sistemas PTN (n=18), XF (n=18) e XG (n=18), cada um foi acoplado ao contra-ângulo do motor X Smart IQ (Dentsply Sirona, Ballaigues, Suíça), e este, ao dispositivo para teste de fadiga cíclica. Cada instrumento foi acionado até à fratura, com velocidade de 300 rpm e torque de 3 Ncm, enquanto o tempo foi registado por um cronômetro digital para se calcular o número de ciclos até a falha (NCF), então o fragmento decorrente de cada fratura foi mensurado por paquímetro digital. Os dados das variáveis tempo e NCF foram analisados pelo teste Kruskal-Wallis para comparações gerais, e o de Mann-Whitney para comparações pareadas, enquanto a variável fragmento foi avaliada pelo teste ANOVA a um fator. O sistema XG apresentou valores de resistência à fadiga cíclica significativamente maiores que PTN e XF (p=0,000). O comprimento médio dos fragmentos fraturados não mostrou diferença significativa entre os grupos (p=0,138). XG apresentou maior resistência à fratura por fadiga cíclica em comparação ao PTN e XF, porém não houve diferença entre os fragmentos em todos os sistemas.PN0045 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Influência de cimentos endodônticos na resistência de união a pinos de fibra de vidro fixados com dois cimentos resinosos ao canal radicular
Arraes AAM, Bueno CES, Fontana CE, De Martin AS, Pascutti EP, Pelegrine RA
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou ex vivo a influência dos cimentos Endomethasone N, EndoSequence BC e AH Plus na resistência da união (RU) à dentina de dois cimentos resinosos utilizados para a fixação de pinos de fibra de vidro (PFV). Sessenta e quatro raízes de pré-molares inferiores humanos, padronizados em 17 mm, preparados com o sistema ProTaper Next (X3) e obturados com a técnica de cone único. A obturação foi parcialmente removida, e os espécimes distribuídos em oito grupos (n=8) de acordo com o cimento utilizado para obturação dos canais e o agente cimentante de PFV ao espaço protético: a) Endomethasone N + ED Primer/Panavia F; b) Endomethasone N + Relyx U200; c) AH Plus + ED Primer/Panavia F; d) AH Plus + Relyx U200; e) EndoSequence + ED Primer/Panavia F; f) EndoSequence + Relyx U200; g) Guta Percha + ED Primer/Panavia F; h) Guta Percha + Relyx U200. Os espécimes foram seccionados em fatias de 1 mm, a RU foi avaliada por meio do teste push-out e os modos de falha observados em microscópio. Todos os grupos foram similares entre si quanto à RU em cada um dos terços estudados (P>0,05). Cada um dos grupos também demonstrou RU similar nos diferentes terços dos elementos dentários avaliados (P>0,05), à exceção do grupo Endosequence BC + ED Primer/Panavia F (EBC+ED/P), onde a resistência nos terços cervical e médio foram similares entre si, porém diferentes do terço apical (P<0,05). Conclui-se que os cimentos endodônticos avaliados apresentaram RU semelhante em geral, à exceção do grupo "EBC+ED/P", que mostrou diferença significativa entre os terços avaliados.PN0047 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Consumo excessivo de cafeína exacerba o processo inflamatório e a reabsorção óssea na periodontite periapical em ratos
Pereira BM, Fabbro RD, Cosme-Silva L, Capalbo LC, Plazza FA, Ervolino E, Cintra LTA, Gomes Filho JE
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar o efeito da ingestão excessiva de cafeína sobre os processos de inflamação/reabsorção associados à periodontite periapical (PP) em ratos. Dezesseis ratos Wistar com PP induzida nos quatro primeiros molares foram dispostos em dois grupos: controle (C) - ratos com PP; e cafeína (CAF) - ratos com PP recebendo 10 mg/100 g de peso corporal/dia de cafeína via gavagem. A cafeína foi administrada 15 dias antes da indução da PP e continuou por mais 30 dias até a eutanásia. No 30º dia os animais foram sacrificados e as mandíbulas removidas para micro-tomografia computadorizada, análise histológica e imunohistoquímica para RANKL, OPG, TRAP, IL-10, TNF-⍺ e IL-1β. Os resultados das análises foram submetidos à testes estatísticos (P<0,05). Não houve diferença significativa na variação de peso entre os grupos. O escore médio do processo inflamatório foi significativamente maior no grupo CAF (3) em comparação ao grupo C (2). A reabsorção óssea foi maior no grupo que consumiu cafeína (1,08 mm3 ± 0,15 mm3) em relação ao grupo C (0,88 mm3 ± 0,10 mm3). A marcação imunológica para RANKL, TRAP e IL-1β foi significativamente maior no grupo CAF quando comparado ao controle. Não foram encontradas diferenças para as imunomarcações de OPG, IL-10 e TNF-⍺. O consumo excessivo de cafeína exacerbou o volume de destruição óssea periapical e o padrão inflamatório decorrente da periodontite periapical alterando a expressão de RANKL, IL-1β e TRAP. (Apoio: FAPs - FAPESP N° 2017/27219-3)