Avaliação da superfície do esmalte dentário após tratamento com dentifrício nano-fluoretado na lesão inicial de cárie
Cunha JL, Sousa EBG, Costa-Silva JGV, Lavôr JR, Fernandes NLS, Meira IA, Sampaio FC, Oliveira AFB
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar, in vitro, as mudanças na rugosidade e microdureza superficiais do esmalte dentário após o tratamento com dentifrício nano-fluoretado. Foram utilizados 40 blocos de esmalte, alocados em 4 grupos (n=10): 50%nF (50% NanoF + 50% NaF); 100%nF (100% NanoF); CP (100% NaF - controle positivo) e CN (controle negativo). As amostras foram submetidas a uma ciclagem de pH, por 7 dias, com aferição da microdureza e rugosidade superficial (Ra) antes e depois da formação da lesão cariosa e após o tratamento. Os percentuais de remineralização da microdureza superficial (%SMHR) e de mudanças na rugosidade superficial (%RaC) foram calculados. Os dados foram analisados pelo teste ANOVA e correlação de Pearson, com p<0,05. Diferenças significativas, entre os grupos, foram encontradas para o %SMHR, sendo maior para o CP, seguido do 100%nF. Os grupos 50%nF e CN não sofreram remineralização (p>0,05). A Ra do esmalte aumentou após o tratamento (p<0,05). Correlação significativa entre o %SMHR e a Ra não foi observada. Portanto, a provável deposição irregular de glóbulos de fosfato de cálcio, após o tratamento, contribuiu para o aumento da rugosidade e da microdureza superficial. Sendo assim, a nanotecnologia constitui um método inovador e promissor de liberação controlada de flúor na remineralização da cárie dentária.PI0586 - Painel Iniciante
Área:
3 - Cariologia / Tecido Mineralizado
Avaliação do potencial erosivo de bebidas energéticas sobre o esmalte humano: estudo in vitro utilizando o QLF
Costa-Silva JGV, Sousa EBG, Martins JPG, Cunha JL, Fernandes NLS, Sampaio FC, Pereira AMBC, Oliveira AFB
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo teve por objetivo avaliar o potencial erosivo de bebidas energéticas no esmalte, utilizando a Fluorescência Quantitativa Induzida por Luz (QLF). Um total de 40 blocos de esmalte foram distribuídos em 4 grupos (n=10): G1 (TNT Energy Drink®); G2 (Monster Energy®); G3 (Red Bull®) e CP (controle positivo: Coca-cola®). O ensaio erosivo foi realizado com a imersão dos blocos de esmalte nas bebidas (5ml/bloco), imediatamente após sua abertura, em temperatura ambiente, sem agitação, por 30 minutos. Em seguida, as amostras foram analisadas pela Fluorescência Quantitativa Induzida por Luz (QLF) e a perda mineral (ΔFmax), foi verificada em triplicata. Os dados foram analisados pelo teste ANOVA, seguido de Bonferroni, com p<0,05. Todas as bebidas examinadas provocaram perda mineral nas amostras, evidenciada pelo ΔFmax obtido após análise do QLF. O TNT Energy Drink® provocou a maior perda mineral (7,60) dentre todas as bebidas e o Monster Energy® teve a menor perda mineral (5,95) registrada. Não houveram diferenças significativas entre os energéticos testados e a Coca-cola® (p>0,05). Portanto, conclui-se que pela perda mineral observada, os energéticos examinados apresentam potencial erosivo para o esmalte humano. Assim, diante do consumo excessivo dessas bebidas, torna-se importante o conhecimento e orientação dos seus efeitos deletérios. (Apoio: CNPq N° 145677/2019-2)PI0589 - Painel Iniciante
Área:
3 - Cariologia / Tecido Mineralizado
Efeito de soluções de TiF4/NaF e quitosana no desenvolvimento de cárie em dentina sob modelo de biofilme microcosmo
Silva JF, Vertuan M, Souza BM, Braga AS, Magalhães AC
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou o efeito de uma solução experimental contendo TiF4/NaF + quitosana no desenvolvimento de cárie em dentina. Biofilme microcosmo foi produzido a partir de saliva humana misturada com saliva de McBain (0,2% de sacarose) por 5 dias, a 5% de CO2 e 37ºC. Sessenta amostras de dentina radicular bovina foram divididas em 5 grupos: 1- NaF (500 ppm F-, controle positivo); 2- 0,042% NaF e 0,049% TiF4 (NaF: 190 ppm F-; TiF4: 190 ppm Ti4+ e 300 ppm F-); 3- Semelhante a 2 com adição de 0,5% quitosana (CH 500 mPas, 75% de desacetilação); 4- 0,5% quitosana (CH 500 mPas, 75% de desacetilação) e 5- Solução tampão (PBS, controle negativo). A contagem de UFC (log10 UFC/ml) foi realizada para microrganismos totais, estreptococos totais, lactobacilos totais e Streptococcus mutans. A desmineralização do esmalte foi medida por microrradiografia transversal. Os dados foram submetidos à análise estatística (ANOVA/Tukey ou Kruskal-Wallis/Dunn, p<0,05). As soluções não tiveram efeito antimicrobiano. A dentina tratada com a solução contendo TiF4/NaF + quitosana (ΔZ: 2398,0 ± 587,6 vol%.µm) apresentou a menor desmineralização em relação ao controle negativo e à solução de quitosana pura. Esta solução experimental não diferiu significativamente da solução contendo apenas TiF4/NaF, sendo ambas capazes de reduzir significativamente a perda mineral integrada em relação ao controle negativo (ΔZ: 3853,6 ± 314,6 vol%.µm). As soluções foram capazes de reduzir o desenvolvimento de cárie em dentina neste modelo, especialmente aquela contendo TiF4/NaF + quitosana. (Apoio: CNPq N° 138505/2020-9)PI0590 - Painel Iniciante
Área:
3 - Cariologia / Tecido Mineralizado
Avaliação do efeito de diferentes atmosferas de crescimento na formação do biofilme microcosmo e na desmineralização do esmalte
Kim RR, Nascimento CA, Braga AS, Magalhães AC
Ciência Biológicas - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou o efeito de diferentes atmosferas de crescimento na formação do biofilme microcosmo e no seu potencial de causar a desmineralização do esmalte. Amostras de esmalte bovino foram divididas em três modelos de atmosferas: 1) Microaerofilia (5 dias 5% CO2); 2) Anaerobiose (5 dias na jarra); 3) Mista (2 dias microaerofilia e 3 dias Anaerobiose), as quais foram subdivididas em: 0,12% clorexidina (controle positivo-CHX) e PBS (controle negativo) (n=20). O biofilme foi produzido a partir da saliva humana e saliva de McBain com 0,2% sacarose. A partir do 2º dia, as amostras foram tratadas com CHX ou PBS (1x 1min/dia). Após 5 dias foi realizada a contagem das UFC para microrganismos totais, Lactobacillus sp. e Streptococcus mutans/ S. sobrinus e a desmineralização do esmalte foi analisada por microradiografia transversal. Os dados foram submetidos à ANOVA a dois critérios e teste de Tukey (p<0,05). Todas as atmosferas foram capazes de diferir os tratamentos CHX e PBS em relação à contagem de UFC, com exceção da atmosfera anaeróbica para os microrganismos totais. Em geral, menor crescimento foi visto em microaerofilia. Todas as atmosferas foram capazes de diferenciar CHX e PBS em relação à desmineralização do esmalte. Os dados de perda mineral integrada e média não diferiram entre os modelos, no entanto, a profundidade da lesão foi menor em microaerófilia comparada à atmosfera anaeróbica. Em conclusão, a escolha da atmosfera não parece interferir no potencial cariogênico do biofilme microcosmo. (Apoio: FAPESP N° 2019/01730-9)