RESUMOS APROVADOS

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PI0579 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 (Sábado) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 13

A concentração de fluoretos em partículas bioativas altera a remineralização biomimética e a durabilidade de adesivos simplificados
Rifane TO, Sauro S, Andrade Neto DM, Fechine PBA, Silvestre FA, Cordeiro KEM, Rodrigues LKA, Feitosa VP
Materiais Dentários - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar a resistência de união à microtração (µTBS), nanoinfiltração, análise cristalina (difração de raios-x, XRD) e remineralização dentinária de adesivos experimentais incorporados com fosfato de cálcio e fluoreto em diferentes concentrações. Foi preparado um adesivo (Controle) adicionado de fosfatos de cálcio (VSG) pre-misturados com uma mistura de fluoretos de sódio e cálcio nas concentrações de 2%, 4% e 8%. Os adesivos foram divididos em: Controle, VSG (fosfatos de cálcio sem fluoretos), VSG-2F, VSG-4F e VSG-8F. Molares extraídos foram submetidos ao procedimento de união pela técnica convencional e cortados em palitos resina-dentina para o teste de µTBS imediato ou após 2 anos de armazenamento em água, nanoinfiltração em MEV, XRD e MEV das partículas e remineralização de dentina em espectroscopia ATR-FTIR. A análise estatística com ANOVA 2-fatores e teste de Tukey (p<0,05) mostrou que os grupos com 2% e 4% de fluoretos alcançaram maior µTBS imediato e após envelhecimento. Os grupos VSG-8F e Controle apresentaram redução de µTBS após 2 anos com fratura predominantemente adesiva. Os grupos VSG-2F e VSG-4G obtiveram interfaces sem fendas e com menor nanoinfiltração. No XRD e ATR-FTIR, o grupo VSG-2F mostrou deposição de fluorapatita (pico 923 cm1) com presença de nanobastões.
Pode-se concluir que adição de 2% de fluoretos em fosfatos de cálcio bioativos melhora a adesão à dentina, beneficiando a remineralização biomimética com a deposição de fluorapatita. Concentrações maiores de fluoretos não são recomendadas.
(Apoio: CAPES  N° 23038.006958/2014-96)
PI0581 - Painel Iniciante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 11/09 (Sábado) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 13

Rugosidade de novos materiais para selamento de fóssulas e fissuras: estudo in vitro
Jesus WP, Turrioni AP, Magalhães CS, Belém FV, Silva WHT, Paschoal MAB
Cirurgia e Traumatologia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Recentemente, foi lançado no mercado odontológico materiais seladores com tecnologia autocondicionante e autoadesiva aliada à liberação de íons remineralizantes/bioativos. Tendo em vista esse avanço operatório, o presente estudo tem como objetivo comparar os valores de rugosidade superficial dos materiais: selante autocondicionante Beautisealant® (Shofu) (G1), selante convencional FluorShield® (Dentsply) (G2), resina convencional Flow Constic® (DMG) (G3) e resina convencional Beautiful Flow Plus® (Shofu) (G4). Para o experimento in vitro, foram confeccionados 32 corpos de prova (N = 8), os quais foram armazenados em água destilada a 25 °C, por 24 horas e após este período foram submetidos a acabamento e polimento. A rugosidade superficial foi analisada por meio de 5 leituras, calculando-se a média de todos os espécimes (Ra, μm) e desvio padrão (DP). Os dados foram tabulados, submetidos a teste de ANOVA e teste de Tukey (p < 0,05) utilizando o software SPSS. Os valores de rugosidade média foram: G1 (Ra= 0,19μm ± 0,06), G2 (Ra= 0,14μm ± 0,05), G3 (Ra= 0,12μm ± 0,04) e G4 (Ra= 0,13μm ± 0,05). Os resultados demonstraram não existir diferença estatisticamente significativa entre os grupos.
Frente ao achado, mesmo possuindo distintas constituições e tecnologias, estes novos materiais apresentam similares rugosidades superficiais. Estudos microbiológicos e de adesão devem ser encorajados no intuito de elucidar outras propriedades.
PI0582 - Painel Iniciante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 (Sábado) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 13

Aplicação tópica de Otosporin no clareamento de consultório: ensaio clínico randomizado multicêntrico, triplo-cego de boca dividida
Centenaro GG, Favoreto MW, Vochikovski L, Terra RMO, Santos ME, Meireles SS, Reis A, Loguercio AD
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a aplicação tópica de Otosporin ou não antes do clareamento em consultório com gel de peróxido de hidrogênio (PH) 35% no manejo do risco e intensidade da sensibilidade dentária (SD), bem como na eficácia do clareamento. Vinte participantes foram selecionados para este ensaio clínico randomizado multicêntrico, triplo-cego de boca dividida. O grupo controle recebeu placebo antes do clareamento de um lado e o grupo experimental recebeu Otosporin antes do clareamento do lado oposto, conforme a randomização. Ambos os produtos foram aplicados topicamente por 10 minutos. O PH 35% foi aplicado em duas sessões com intervalo de uma semana. O risco e a intensidade da SD foram avaliados por meio da Escala Numérica (NRS) e da Escala Visual Analógica (EVA). A eficácia do clareamento foi avaliada com escalas visuais e com espectrofotômetro digital. O risco absoluto de SD foi comparado pelo teste de McNemar. Para comparar a intensidade do SD, foi utilizado o teste Wilcoxon para avaliar a escala NRS, enquanto o teste t pareado foi utilizado para a escala EVA. A eficácia do clareamento (ΔSGUs, ΔEab, ΔE00 e ΔWi) foi comparada entre os grupos por meio do teste t pareado (α = 0,05). Não foi detectada diferença significativa de risco (p = 1,0) e intensidade de SD entre os grupos (p> 0,59; VAS e p = 1,00 para NRS). Para ambos os grupos, foi observado clareamento significativo após 30 dias de avaliação (p> 0,39).
A aplicação prévia de Otosporin no clareamento de consultório não reduziu o risco e a intensidade da SD e não afetou a eficácia do clareamento.
(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 303332/2017-4  |  CNPq  N° 308286/2019-7)