Digitalização de modelos: estudo comparativo com tomografia computadorizada de feixe cônico e scanner intraoral
Silva PO, Freitas BN, Mendonça LM, Lacerda TJ, Leite FGJ, Oliveira Santos C, Tirapelli C
Dor - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo teve como objetivo comparar a acurácia de modelos digitais obtidos por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) e de escaneamento intraoral (STL). Com paquímetro digital fez-se as seguintes medidas em um modelo mestre tipo Typodont: ocluso cervical, interarcos e mésio-distal. Sequentemente, o modelo mestre foi escaneado 10 vezes com TCFC e STL gerando dez modelos digitais de cada tecnologia de escaneamento, TCFC e STL. Nos modelos digitais TCFC e STL as mesmas medidas feitas no modelo mestre foram aferidas com os softwares RadiAnt® para TCFC e 3Shape 3D® para STL. Foi calculado o erro absoluto (EA) entre as medidas e as comparações foram feitas com One-Way ANOVA e teste de Tukey. Diferenças significantes (p<0.05) entre modelos digitais TCFC e STL foram observadas entre as medidas ocluso cervical, interarcos e mésio distais. O menor valor de erro absoluto foi encontrado para a medida mesiodistal do modelo digital STL(-0,03± 0,33 ), e o maior erro absoluto também no modelo STL para a medida ocluso cervical na região de segundo pré-molar (-0,99± 0,05 ). Foi possível concluir que existem diferenças significantes entre a acurácia de modelos digitais em relação ao modelo mestre dependendo da tecnologia de escaneamento e da região da medida. (Apoio: CAPES N° 001)PI0511 - Painel Iniciante
Área:
6 - Prótese
Influência da inclinação e da esplintagem de implantes com coroas parafusadas na maxila posterior: MEF-3D
Santos MFO, Almeida DAF, Verri FR, Lemos CAA, Batista VES, Rosa CDRD, Bento VAA, Pellizzer EP
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi avaliar a influência da esplintagem e da inclinação de implantes em coroas parafusadas na maxila posterior, na distribuição de tensões no implante, parafuso de fixação e tecido ósseo, usando análise de elementos finitos não linear tridimensional (3D). Seis modelos 3D foram projetados. Cada modelo era composto por um bloco ósseo posterior da maxila (osso tipo IV), contendo três implantes de hexágono externo de 4,1 mm de diâmetro com comprimentos de acordo com a região: primeiro pré-molar 10 mm, segundo pré-molar 8,5 mm e primeiro molar 8,5 mm variando a inclinação do implante (0º, 17º e 30º), suportando uma prótese parcial fixa de 3 unidades parafusadas com coroas unidas ou esplintadas. A força aplicada foi de 400N na direção axial e 200N oblíqua. Os resultados foram avaliados usando mapas de tensão de von Mises (TvM) para avaliar implantes e parafusos de fixação e tensão máxima principal (TMxP) para avaliar o tecido ósseo. O aumento da inclinação gerou maior acumulo de tensões no tecido ósseo ao redor do implante referente ao 1°M para os modelos unitários e esplintados, ao passo que a esplintagem reduziu as tensões periimplantar ao redor do 1°M. O mesmo foi observado na análise do implante e parafuso de fixação. Dentro dos limites deste estudo, é possível concluir que a inclinação de implantes é mais prejudicial ao tecido ósseo e parafusos de fixação e que a esplintagem foi benéfica na distribuição de tensões em implantes inclinados.PI0515 - Painel Iniciante
Área:
6 - Prótese
Análise comparativa de regiões dentadas e edêntulas em radiografias periapicais por meio do cálculo da Dimensão Fractal
Santos HS, Silva MEB, Corrêa LR, Rabelo GD, Badaró MM
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A finalidade do estudo foi comparar regiões dentadas (RD) e regiões edêntulas (RE), por meio da Dimensão Fractal (DF) no osso trabecular de indivíduos saudáveis. Radiografias periapicais digitais foram padronizadamente obtidas de 15 pacientes para delineamento das regiões de interesse (ROIs) nas porções anterior e posterior, direita e esquerda, de maxila e mandíbula, por dois operadores calibrados. As ROIs foram definidas próximo às raízes dos dentes (RD, n=57) e em áreas sem presença de elementos dentais (RE, n=171), duplicadas e usadas para análise no software ImageJ. As imagens foram convertidas em 8 bits para mensuração dos dados dos pixels por meio do histograma, e calculada a DF pelo método box counting, empregando as metodologias: Fractal box count (DF.F), pelo processo de binarização e LacFrac (DF.L) em imagens com escala de cinza. O processamento dos dados empregou o teste t não pareado e Mann-Whitney, com nível de significância de 5% (p < 0,05). Houve diferença significante quanto ao valor médio dos pixels em RD com 147.1 e em RE de 115.8 (p<0.0001). DF foi diferente entre os grupos, tanto pela metodologia em imagens binárias (p 0,0002, RD 2.85 vs ED 2.71) quanto pela metodologia em escala de cinza (p 0,002, RD 1.98 vs ED 1.93). Conclui-se que os valores médios de pixels, bem como os de Dimensão Fractal calculados por duas metodologias, foram maiores nas áreas ósseas dentadas comparadas com as edêntulas. Sugere-se que áreas dentadas são mais radiopacas e apresentam maior complexidade estrutural.