Preferências de responsáveis sobre as opções de tratamento para primeiros molares permanentes com defeitos de desenvolvimento no esmalte
Spinelli LR, Rosa TC, Silva FMF, Pedro RL, Costa MC, Neves AA
Patologia e Diagnóstico Oral - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar preferências de responsáveis sobre opções de tratamento para primeiros molares permanentes (PMPs) hipomineralizados em crianças. Trata-se de um estudo transversal realizado com servidores da Universidade Federal do Rio de Janeiro com pelo menos um filho(a) entre 6-10 anos. Um questionário online contendo 26 perguntas foi desenvolvido com base no método de experiência de escolha discreta, através da criação de cenários hipotéticos do agravamento da condição. Os atributos avaliados foram os diferentes tratamentos (diamino fluoreto de prata-DFP, restauração, coroa de aço e exodontia) e o fator considerado na tomada de decisão. Dados demográficos (idade/gênero/maior nível escolar) foram coletados, sendo análises descritivas e teste qui-quadrado realizados. A amostra foi composta por 125 indivíduos, com idade média de 43±5 anos, predominantemente do gênero feminino (65,6%) e pós-graduados (96,8%). Não foram observadas diferenças entre escolhas de tratamento e o gênero/idade dos pais. Verificou-se que muitos responsáveis tiveram dificuldade em aceitar tratamentos com DFA (40,8%) e coroas de aço (56%) por questões estéticas. No entanto, após conhecer vantagens/desvantagens, muitos reconsideraram a escolha do DFP (51,2%; p≤0,05), devido à facilidade do procedimento. Em relação à exodontia, 64,8% dos avaliados preferem manter o dente, mesmo depois de conhecer as desvantagens. O tratamento conservador para PMPs hipomineralizados é desejável por responsáveis, porém, tratamentos que resultem em prejuízos estéticos podem não ser priorizados. (Apoio: FAPs - FAPERJ N° E-26/202.612/2019 | FAPs - FAPERJ N° E-26/202.035/2020 | CAPES N° DS 001)PI0491 - Painel Iniciante
Área:
4 - Odontopediatria
Análise de custo-efetividade de terapias antineoplásicas em pacientes infantojuvenis com LLA e Osteossarcoma
Lima-Martins TMNR, Cavalcante FTS, Gomes AM, Bezerra PMM, Serpa EBM, Cavalcanti YW, Valença AMG, Sousa SA
Programa de Pós Graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se realizar uma análise econômica completa do tipo custo-efetividade (C/E) de tratamentos antineoplásicos em pacientes de 0 a 19 anos. Foi utilizado um modelo de árvore de decisão, com alternativas de tratamento comparando o manejo da LLA (Leucemia Linfoide Aguda) e do Osteossarcoma (OS), mais prevalentes nessa faixa etária. As informações foram extraídas do portal SIGTAP (SUS), onde foram consultados custos de transplante de medula óssea (TMO), radioterapia (Rxt), quimioterapia (Qt) e cirurgia (Cir). A base de dados de Registros Hospitalares de Câncer do INCA foi consultada para calcular razão de indivíduos que sobreviveram após um ano de tratamento, sob cada uma das diferentes modalidades de tratamento ou possíveis associações. A razão de custo-efetividade incremental (RCEI) foi calculada para cada esquema terapêutico, tomando como referência a estratégia de menor custo. A RCEI indica o custo necessário para aumento do benefício da tecnologia de menor valor. No tratamento da LLA, encontrou-se melhor C/E para a associação Qt+Rxt (custo = R$ 14.823,00, efetividade = 1,7) e pior para a Qt+TMO (custos = R$ 74.934,76, efetividade = 4,6). Para o OS, o tratamento mais custo-efetivo foi a Cir isolada (custo = R$ 37.346,10, efetividade = 1,0). A associação Qt+Cir não foi custo-efetiva devido ao seu custo incremental de R$ 7.285,83 e sobrevida menor (efetividade incremental de -0,13). Conclui-se que a Qt isolada não foi custo-efetiva em nenhum dos grupos. A Rxt e a Cir foram determinantes para melhora do C/E no tratamento da LLA e do OS. (Apoio: Programa Institucional de Bolsas (PIBIC)/PROPESQ-UFPB)PI0493 - Painel Iniciante
Área:
4 - Odontopediatria
Prevalência de hipomineralização molar incisivo em crianças e sua associação com a hipotensão relacionada à anemia na mãe durante a gestação
Teles ACO, Teodoro-Junior RS, Souto-Souza D, Ramos-Jorge ML, Ramos-Jorge J
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência de Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) em crianças e sua associação com a hipotensão relacionada à anemia materna nos dois últimos meses de gestação. Para isso, foi realizado um estudo transversal com 202 crianças de seis a oito anos de Diamantina, Brasil (poder do teste da amostra: 88.18%). Informações socioeconômicas, aspectos da saúde da mãe no período pré-natal, saúde da criança nos períodos perinatal e pós-natal foram obtidas através de questionários. O diagnóstico de HMI foi realizado por dois examinadores calibrados utilizando os critérios da Academia Europeia de Odontopediatria. Foi realizada análise descritiva, teste qui-quadrado e regressão de Poisson não ajustada e ajustada por modelos (modelo 1 - não ajustado; modelo 2 - ajustado para característica da criança; modelo 3 - ajustado para fatores pré-natais relacionados aos últimos dois meses de gestação; modelo 4 - ajustado para fatores relacionados à infância e modelo 5 - ajustado para todos os fatores). Os resultados mostraram que 22.3% das crianças possuía HMI, sendo 7,9% em molares e 14,4% em molares e incisivos simultaneamente. A hipotensão relacionada à anemia materna durante os dois últimos meses de gravidez foi associada ao HMI, independentemente dos fatores de confusão (RP: 3.135, IC 95%: 1.800 a 5.460; p< 0.001). Conclui-se que a HMI teve uma prevalência de 22.3% e estava associada à hipotensão relacionada à anemia materna, para a amostra de crianças de seis a oito anos de Diamantina, Brasil. (Apoio: FAPs - FAPEMIG)