Diamino fluoreto de prata: uma análise bibliométrica na base de dados PUBMED nos anos de 2020/2021
Soares CF, Sousa FSO, Santos APP, Barja-Fidalgo F
Odontologia Preventiva e Comunitária - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi explorar o perfil de artigos publicados sobre diamino fluoreto de prata (DFP), liberado nos Estados Unidos (EUA) em 2014. Foi feita uma busca ampla no PubMed usando o termo "silver diamine fluoride" e depois restrita ao período de 2020 a abril de 2021. Os títulos/resumos de 2020/21 foram exportados para o Excel. No total, foram encontrados 358 artigos, sendo 78 em 2020 (ano com maior número de publicações) e 36 em 2021, totalizando 114 artigos no período avaliado; destes, 6 não disponibilizavam o resumo. Houve ao menos uma publicação mensal sobre o tema, sendo janeiro/21 (12; 11%) e março/20 (1; 1%) os meses com maior e menor volume de publicações, respectivamente. Os países que mais publicaram foram EUA (30; 26%), China (15; 13%) e Brasil (12; 11%). Os trabalhos foram publicados em 59 revistas, sendo a Pediatric Dentistry (8; 7%) e a British Dental Journal (7; 6%) as que mais publicaram. Os desenhos de estudo mais publicados foram os in vitro (50; 44%), seguidos dos estudos transversais (22; 19%). Foram 7 (6%) ensaios clínicos randomizados e 3 (2%) revisões sistemáticas com meta-análise. Dezenove (17%) estudos avaliaram tratamento e prevenção da cárie na dentição decídua e 7 (6%) na permanente. Uma revisão narrativa e 1 coorte retrospectiva relacionaram o tratamento com DFP à Covid-19. O volume de trabalhos publicados no PubMed sobre DFP vem aumentando substancialmente, em especial após liberação do uso nos EUA (2014). Por ser uma técnica que não gera aerossóis, espera-se um aumento ainda mais expressivo de publicações devido à pandemia. (Apoio: CNPq N° 155652/2020-6)PI0482 - Painel Iniciante
Área:
4 - Odontopediatria
Avaliação de tensões e deslocamento advindos de trauma em dente com rizogênese incompleta
Estrela LRA, Lazari-Carvalho PC, Oliveira HF, Cury AAB, Yamamoto-Silva FP, Silva BSF, Carvalho MA
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo avaliou a concentração de tensões e deslocamentos em um incisivo central superior permanente, com rizogênese incompleta, submetido ao trauma. Foram selecionados exames de TCFC para se obter modelos de incisivos centrais superiores em diferentes estágios de rizogênese. Os modelos obtidos a partir dos desenhos traçados com o auxílio de exames de TCFC foram exportados para um programa de análise por elementos finitos (ANSYS Workbench 14). Com a finalidade de simular a ação de um trauma frontal e outro um vertical foram estabelecidos 4 modelos experimentais: 1) rizogênese completa com trauma horizontal; 2) rizogênese incompleta com trauma horizontal; 3) rizogênese completa com trauma vertical; 4) rizogênese incompleta com trauma vertical. As variáveis respostas foram tensão máxima de tração e equivalente de von Mises (𝜎vM), e deslocamento máximo para osso alveolar, ligamento periodontal, papila apical e dentina. Observou-se que a direção do trauma exerce maior influência na tensão do que a fase de formação da raiz. O trauma vestibular resultou em maior concentração de tensão no osso e no ligamento periodontal. Os modelos de rizogênese incompleta mostraram maiores valores tesão máxima 𝜎vM na dentina em comparação com a rizogênese completa (aumento de 56%). Os dentes com raízes totalmente formadas apresentaram maior magnitude de tensões no osso alveolar e no ligamento periodontal em comparação com os dentes imaturos, sendo que este último apresentou altas tensões na coroa dentária. (Apoio: CNPq)PI0483 - Painel Iniciante
Área:
4 - Odontopediatria
Impacto da pandemia nos custos dos materiais odontológicos utilizados no tratamento de lesões de cárie não francamente cavitadas
Rodrigues LGS, Viganó MEF, Rocha ES, Bonini GAVC, Braga MM
Ortodontia e Odontopediatria - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Com a pandemia do COVID-19, observou-se um aumento significativo do preço de materiais odontológicos e dos equipamentos de proteção individual (EPI's) devido ao aumento da procura e a alta do dólar durante o ano de 2020. Avaliar o impacto da pandemia nos custos de materiais utilizados em tratamentos não invasivos de lesões não francamente cavitadas pré e pós início da pandemia. A partir dos dados coletados em um estudo clínico comparando o diamino fluoreto de prata com o verniz fluoretado no tratamento de lesões iniciais em molares decíduos, a quantidade de material gastos para tratamento dessa condição foram coletados em cada procedimento (microcusteio). Foi realizada uma pesquisa de preços em três dentais em dois momentos (2017, 2021). A valoração foi realizada através do preço do produto dividido pela quantidade que o material rende, obtendo um preço por unidade de aplicação. A taxa do IPCA foi usada para correção monetária dos potenciais valores de 2017 para 2021. Os custos por criança tratada foram comparados entre os momentos pré e pós pandemia. Dados de 109 crianças foram incluídos (média=3 dentes tratados). Com a pandemia, houve um aumento médio de cerca de 3 vezes no valor dos tratamentos (média=3,05; 95%IC: 2,98 a 3.13). O aumento no valor dos tratamentos se deu principalmente nos materiais de EPIs, com custo, em média individual, 5 vezes maior nesse intervalo. Conclusão: A pandemia impactou o custo de materiais, mesmo os usados em tratamentos não invasivos, devendo ser especialmente considerada nas avaliações econômicas realizadas nesse período. (Apoio: CNPq N° 101911/2021-1)PI0485 - Painel Iniciante
Área:
4 - Ortodontia
Avaliação da interferência de braquetes metálicos no escaneamento intraoral das arcadas dentárias
Meira KSC, Ueno EPS, Rino-Neto J, Paiva JB, Kanashiro LK
Odontologia Social - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho é avaliar a influência da presença de braquetes metálicos durante o escaneamento intraoral das arcadas dentárias, posto que fatores que interferem na reflexão da luz podem contribuir para a imprecisão dos modelos digitais. Assim, arquivos de arcadas dentárias superior e inferior de 29 pacientes, obtidos por scanner intraoral antes (G1) e imediatamente após a montagem do aparelho fixo metálico (G2), foram selecionados. Medidas lineares e sobreposições das arcadas foram realizadas por meio do software OrthoAnalyzer. A comparação entre medidas lineares de G1 e G2 foi realizada pelo teste t de Student (P=0.05). Comparações entre diferentes regiões, de acordo com as diferenças entre G1 e G2, foram realizadas pelos testes ANOVA e post hoc de Tukey (P=0.05). As imagens sobrepostas foram avaliadas por meio do mapa de cores gerado pelo mesmo software. Ao final das avaliações, verificou-se diferença estatisticamente significante nas distâncias inter-caninos e profundidade superior, inter-2º molares inferior, e entre algumas regiões das arcadas superior e inferior. Entretanto, estas diferenças foram consideradas clinicamente irrelevantes. As sobreposições demonstraram forte coincidência entre os "modelos", com pequena discrepância somente em porções bem próximas aos braquetes. Desta forma, concluímos que a presença de braquetes metálicos não interfere na precisão de regiões consideradas essenciais para a maior parte dos objetivos da Ortodontia, como reavaliações do tratamento e construção de aparelhos removíveis ou de contenção. (Apoio: FUNDECTO)