Potencial remineralizador de dentifrícios contendo micropartículas e nanopartículas de β-glicerofosfato de cálcio: estudo in situ
Quinteiro JP, Emerenciano NG, Delbem ACB, Gonçalves FMC, Pessan JP, Camargo ER, Silva-Sousa YTC, Danelon M
Odontologia Preventiva - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Autodeclarado "Solicitação de patente "
O objetivo deste estudo foi avaliar in situ o efeito da adição de β-CaGP microparticulado (β-CaGPm) e nanoparticulado (β-CaGPn) em dentifrícios convencionais (1100 ppm F) sobre a remineralização de lesões iniciais de cárie. Este estudo foi cego e cruzado, realizado em 4 fases experimentais com duração de 3 dias cada, e washout de 7 dias. Voluntários (n=12) utilizaram dispositivos palatinos, contendo 4 blocos de esmalte bovino com lesão de cárie artificial. Os regimes de tratamentos com dentifrícios foram: 1) sem F/β-CaGPm/β-CaGPn (Placebo); 2) 1100 ppm F (1100F); 3) 1100F + 0,5%β-CaGPm (1100F-0,5%β-CaGPm) e 4) 100F + 0,25%β-CaGPn (1100F-0,25%β-CaGPn). Após cada fase experimental determinou-se a porcentagem de recuperação de dureza de superfície (%SHR), recuperação da perda integrada de dureza de subsuperfície (ΔIHR) e concentração de F, Ca e P no esmalte. Os dados foram analisados por ANOVA 1-critério de medidas repetidas seguida pelo teste de Student-Newman-Keuls (p < 0,001). O tratamento com 1100F-0,25%β-CaGPn, promoveu um aumento na %SHR. Além disso, a capacidade de reduzir o corpo da lesão (ΔIHR) foi maior com 1100F-0,25%β-CaGPn (p < 0,001). A adição de β-CaGPm e β-CaGPn ao dentifrício fluoretado não influenciou a concentração de F no esmalte (p > 0,001). O tratamento com 1100F-0,25%β-CaGPn promoveu um aumento na concentração de Ca e P no esmalte (p < 0,001). Conclui-se que a adição de 0,25%β-CaGPn a um dentifrício convencional, promoveu um efeito remineralizador significativamente mais elevado quando comparado ao dentifrício contendo apenas 1100 ppm F. (Apoio: CAPES N° 001 | CAPES/PROCAD2013 N° 88881.068437/2014-01 | FAPESP N° 2019/16106-9)PI0467 - Painel Iniciante
Área:
4 - Odontopediatria
Controle pré-operatório da hipersensibilidade em dentes com Hipomineralização Molar Incisivo durante a pandemia da COVID-19
Miranda-Filho AEF, Fidelis DR, Bernardes IP, Martins GR, Gomes HS, Tamburini ABF, Baldim AA, Marques NCT
Clínica Infantil - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este trabalho avaliou condutas de cirurgiões-dentistas (CD) no controle pré-operatório da hipersensibilidade em dentes com Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) durante pandemia da COVID-19. Dados sobre os protocolos de atendimento de HMI e cuidados frente à pandemia foram obtidos por um questionário virtual, respondido por odontopediatras (G1 - n=48) e generalistas/outras especialidades (G2 - n=48) que já atenderam pacientes com HMI, e submetidos ao teste Qui-quadrado (P<0,05) (Software SPSS 23.0). Controlar a sensibilidade em dentes com HMI é um desafio para ambos os grupos (P=0,275). No entanto, a minoria dos CD prescreve anti-inflamatórios (AI) pré-operatórios para esta finalidade (P=0,393), sendo Ibuprofeno o medicamento mais recomendado. O protocolo de administração destes medicamentos em pacientes pediátricos (P=0,049) ou adultos (P=0,021) é variado. Ainda assim, os resultados são considerados satisfatórios pelos CD (P=0,661). Diante da pandemia, a maioria em G1 manterá a prescrição de Ibuprofeno para pacientes sem alterações sistêmicas ou que já fizeram uso deste medicamento, enquanto em G2, o protocolo permanecerá o mesmo para qualquer paciente com HMI e hipersensibilidade dentária (P<0,01). Ambos os grupos reforçaram as medidas de biossegurança neste período (P=0,153). Conclui-se que a administração de AI para controle pré-operatório da hipersensibilidade em dentes com HMI ainda é uma conduta incomum com protocolos divergentes. Logo, estudos clínicos são necessários para comprovar a eficácia e estabelecer diretrizes desta conduta. (Apoio: CNPq N° PIBIC nº 120667/2020-7)PI0468 - Painel Iniciante
Área:
4 - Odontopediatria
Investigação de fluorose dentária em escolares da cidade de Alfenas-MG utilizando Sistema de Informação Geográfica
Ramirez I, Reis CLB, Barbosa MCF, Costa IMS, Lima DC, Kuchler PC, Alves DE, Oliveira DSB
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi georreferenciar, por meio de técnicas de geoprocessamento, de conglomerados e fatores ambientais associados com o desenvolvimento de fluorose dentária (FD). A amostra foi constituída por crianças com idade entre 8 e 11 anos, residentes no município de Alfenas, Minas Gerais, selecionadas aleatoriamente por meio de sorteio. Os dados foram coletados em um questionário estruturado respondido por todos os pais ou responsáveis e as crianças foram examinadas para avaliar a presença de FD em dentes permanentes, categorizada pelo índice de Dean modificado (1952). A análise espacial foi realizada por meio de ferramentas de geoprocessamento, onde foi criado um Sistema de Informação Geográfica (SIG) para a reunião e tratamento dos dados, analisados pelo software QGIS (2.8.1) para gerenciamento do SIG e construção dos mapas. Das 353 crianças incluídas, 170 eram do sexo masculino e 183 do sexo feminino. Duzentos e noventa crianças não apresentavam FD (n=82,1). Trinta e seis crianças foram classificadas como FD questionável (10,2%), 26 como muito leve (7,3%) e apenas uma criança como leve. Nenhuma criança apresentou FD moderada ou severa. Os resultados permitiram a construção de mapas que demonstraram uma baixa prevalência de FD em todas as regiões da cidade. Conclui-se que a utilização do SIG representa uma boa ferramenta para identificar a distribuição espacial dos casos de FD e a sua visualização por meio de mapas pode fornecer subsídios que ajudem no entendimento da influência do meio ambiente sobre as condições adversas de saúde bucal.