Influência das cavidades de acesso endodôntico minimamente invasivas na desinfecção dos canais radiculares e extrusão apical bacteriana
Luiz CM, Magalhães KS, Prado MM, Goulart TS, Bortoluzzi EA, Almeida J
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar, ex vivo, a influência das cavidades de acesso endodôntico minimamente invasivas na desinfecção do canal radicular e na extrusão apical bacteriana. Foram utilizados 20 incisivos centrais inferiores, divididos aleatoriamente em 2 grupos (n=10), de acordo com o tipo de acesso: G1) Acesso Endodôntico Tradicional (AET), e G2) Acesso Endodôntico Minimamente Invasivo (AEMI). Um biofilme de 14 dias de E. faecalis foi formado nos canais e, previamente à instrumentação, a coleta bacteriológica 1 (CB1) foi realizada. Em seguida, os canais foram preparados com instrumentos Reciproc R25/08, e irrigados com soro fisiológico. Após a instrumentação, a CB2 foi realizada. Ambas as coletas foram realizadas por meio da inserção de cones de papel nos canais, seguido da imersão em tubos contendo tampão fosfato-salino e agitação em vórtex. Alíquotas da suspensão bacteriana obtida e da solução irrigadora extrusionada através do forame durante a modelagem foram plaqueadas, para posterior contagem das unidades formadoras de colônias (UFCs). Os dados foram analisados pelos testes Wilcoxon e Mann Whitney (α = 5%). Ambos os acessos permitiram a descontaminação do canal radicular, com significativa redução de UFCs quando comparadas CB1 e CB2 (P < 0,05). O AEMI permitiu maior descontaminação (P < 0,05) e maior extrusão de UFCs, porém sem diferença comparado ao AET (P > 0,05). A descontaminação do canal radicular foi mais eficiente com a realização do AEMI, sem influenciar na extrusão apical bacteriana. (Apoio: CNPq N° 127388/2020-6)PI0454 - Painel Iniciante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Avaliação da contaminação de limas endodônticas utilizadas por alunos de graduação após os procedimentos de limpeza e esterilização
Paula EGF, Magalhães KS, Araujo L, Goulart TS, Schuldt DPV, Almeida J
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar a contaminação das limas endodônticas utilizadas pelos alunos da 6ª à 10ª fase do curso de graduação da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), após o processo de limpeza e esterilização. Participaram da pesquisa alunos da 6ª à 10ª fase do curso de graduação em Odontologia da Unisul. Limas endodônticas, com calibre #40, #45 ou #50, foram coletadas da caixa metálica estéril e, em seguida, incubadas em meio de cultura caldo, a 37ºC, em aerobiose. Dez limas adicionais, com os mesmos calibres, foram coletadas aleatoriamente entre os alunos participantes do estudo e contaminadas, servindo como controle positivo do experimento. Dez tubos, contendo meio de cultura estéril, compuseram o controle negativo do experimento. Após 48 horas, o meio de cultura foi avaliado quanto à presença de turbidez, o que indicaria crescimento bacteriano e, portanto, contaminação do instrumento. O número total de amostras contaminadas para cada uma das fases do curso foi anotado e os dados analisados estatisticamente pelo teste qui-quadrado (α=5%). Um total de 98,46% das limas apresentou condição de esterilidade. Apenas 1 lima, de um aluno da 10ª fase, apresentou contaminação. Não houve associação entre presença de contaminação e fase do curso (P>0,05). Conclui-se que o processo de limpeza e esterilização das limas endodônticas foi efetivo e está sendo realizado de forma adequada pelos alunos de 6ª a 10ª fase do curso de Graduação de Odontologia da Unisul. (Apoio: Programa Unisul de Iniciação Científica (PUIC) N° 2609)