Uso de ansiolíticos/antidepressivos por estudantes universitários no Brasil
Sousa MLC, Firmino RT, Gomes RDAD, Nunes WB, Paiva SM, Granville-Garcia AF
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se investigar a prevalência e os fatores associados ao uso de ansiolíticos/antidepressivos em estudantes universitários. Foi um estudo transversal realizado com 963 estudantes de ambos os sexos, maiores de idade e integrantes de universidades públicas ou privadas do país. Os dados foram coletados no período entre setembro e dezembro de 2020, via questionário na plataforma SurveyMonkey, contendo perguntas sobre dados socioeconômicos, autopercepção de saúde, uso de medicamentos ansiolíticos/antidepressivos, histórico de depressão, acompanhamento psicológico/psiquiátrico e sobre o curso de graduação. A análise estatística foi feita por regressão de Poisson com variância robusta (α = 5%). A amostra foi constituída em sua maioria pelo sexo feminino (75,2%), idade média de 23 anos (DP= ±4,8) e alunos de universidades privadas (52%). O uso das medicações foi relatado por 15% dos estudantes e o diagnóstico médico de depressão por 20,4%. As variáveis insatisfação com a saúde geral (RP = 1,43; 95%IC: 1,10-1,86), diagnóstico médico de depressão (RP = 3,58; 95%IC: 2,62-4,89), acompanhamento psicológico/psiquiátrico (RP = 2,64; 95%IC: 1,79-3,92) e sexo feminino (RP = 1,56; 95%IC: 1,05-2,33) foram associadas ao consumo de ansiolíticos/antidepressivos pelos discentes. O sexo, a insatisfação com a saúde geral, o acompanhamento psicológico/psiquiátrico e o diagnóstico médico de depressão influenciaram o uso de ansiolíticos/antidepressivos por estudantes de graduação. (Apoio: CAPES | CNPq)