Efeito da administração local e sistêmica da atorvastatina no reparo ósseo de defeitos críticos em calvária de ratos
Baccaro GC, Delanora LA, Miranda FV, Ribeiro NP, Rios BR, Barbosa S, Magro Filho O, Faverani LP
Odontologia Restauradora - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo objetiva comparar o efeito da Atorvastatina, aplicada de maneira local e sistêmica, em defeitos críticos de calotas de ratos. 36 ratos adultos foram divididos de forma aleatória em 3 grupos: o grupo aplicação de membrana de colágeno com água destilada (GAD); o grupo aplicação sistêmica de Atorvastatina (GAS) e o grupo de aplicação local de Atorvastatina (GAL). Cada grupo foi avaliado por meio da histometria, mensuração do defeito residual, área de osso neoformado (AON), área de membrana e tecido mole, contagem de células e imunoistoquímica, nos períodos de 14 e 28 dias. Os dados evidenciaram a redução do defeito residual para GAS quando comparada ao GAL (p=0,024) e ao GAD (p=0,033), o GAS revelou diminuição de número de osteócitos em comparação ao GAD (p=0,026), e em comparação com GAL (p=0,020). Os osteoblastos não apresentaram diferença entre os grupos (p>0,05) e a quantidade de fibroblastos foi maior somente para o GAL de 14 para 28 dias (p=0,019). Aos 28 dias, tanto para GAL quanto GAS, a quantidade de células inflamatórias foi maior comparada ao GAD (p<0,05). A marcação de imunoistoquímica para CD31 não apresentou alteração, e OCN nos osteoblastos mostrou maior imunomarcação aos 14 dias, em comparação aos 28 dias, somente para o GAS (p=0,026; Holm-Sidak), OCN na marcação da matriz extra celular mostrou aumento da imunomarcação aos 14 dias, quando comparado aos 28 dias no GAL e GAS (p=0,041; Holm-Sidak). Logo, a Atorvastatina promoveu efeito positivo na osteogênese e sugere-se que a mesma não exerça função anti-inflamatória.PI0298 - Painel Iniciante
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Efeitos dos diferentes thresholds na acurácia de análises lineares e volumétricas de biópsias de osso nativo e enxertado
Bernardino SS, Lima JR, Pereira LSG, Marcantonio-Junior E, Pignaton TB, Oliveira GJPL
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esse estudo investigou a acurácia da microtomografia para avaliar de forma linear e volumétrica áreas de osso nativo e enxertada de biópsias de seios maxilares enxertados com osso bovino desproteinizado (OBD) e sua correlação com a análise histométrica. Foram coletadas ao todo 111 biópsias dos seios maxilares previamente enxertados de 19 pacientes. Foi correlacionado as análises lineares em área de osso nativo e enxertado das análises microtomográfica e histométrica. Em relação a análise volumétrica, foram feitas variações nos thresholds (Escala de cinza) entre 90-250, reduzindo-se o ponto do limite superior até o intervalo de 90-150. Foi verificado na análise microtomográfica o comprimento linear do osso nativo e do osso enxertado foi de 2.44 ± 0.91 mm e de 3.63 ± 1.66 mm, respectivamente, enquanto que na análise histométrica, o comprimento de osso nativo foi de 2.48 ± 1.50 mm e de osso enxertado foi de 3.13 ± 1.45 mm (r = 0.57 em osso nativo e r = 0.74 em área enxertada). Na análise histométrica foi verificado uma porcentagem de osso de 45.91 ± 11.69 % na área de osso nativo, e de 49.57 ± 5.59 % de osso e biomaterial em área enxertada. O volume total de tecidos mineralizados que mais se aproximou dos valores da análise histométrica foram de 43.75 ± 15.39 % na área de osso nativo (Threshold: 90-240-r =0.50) e de 51.68 ± 8.42 % em área enxertada (Threshold: 90-180 - r = -0.028). A análise microtomográfica apresentou boa acurácia na análise linear em ambas as porções das biópsias. Entretanto, a análise volumétrica apresentou boa acurácia apenas em osso nativo. (Apoio: CAPES N° PIBITI/CAPES)PI0301 - Painel Iniciante
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Análise qualitativa do reparo ósseo peri-implantar em camundongos geneticamente modificados para a enzima 5-leucotrieno
Meira JAS, Masocatto DC, Biguetti CC, Carmo-Ribeiro KHA, Shinohara AL, Matsumoto MA
Ciências Básicas - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Considerando o papel do 5-leucotrieno (5LO) na estimulação da osteoclastogênese, esse trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da inibição da 5LO sobre o reparo ósseo peri-implantar de camundongos da linhagem 129/Sv. Foram utilizados 40 camundongos machos 129/Sv, sendo 20 WTs (wild type) e 20 geneticamente modificados para a enzima 5LO (5LOKO), com idades entre 6 e 10 semanas. Todos os animais foram submetidos a procedimento cirúrgico para instalação de um microparafuso de titânio (liga Ti-6Al-4V) em região edêntula de maxila, imediatamente à frente do primeiro molar superior. Após 7 e 30 dias os animais foram submetidos à eutanásia para coleta das maxilas e processamento histológico para coloração em HE. Aos 7 dias, o grupo controle apresentou tecido de granulação discretamente celularizado e ricamente vascularizado na interface tecido-implante, além da presença de debris ósseo e discreta osteogênese nas áreas mais distantes. Em contrapartida, o grupo 5-LOKO exibia tecido de granulação densamente celularizado e, de permeio, áreas de osteogênese e deposição de matriz óssea em mineralização. Já aos 30 dias, ambos apresentaram predominância de tecido ósseo maduro em contato com o implante. No entanto, o grupo 5-LOKO apresentou atividade de remodelação reduzida quando comparada ao controle. Com base nesses resultados, concluiu-se que a inibição da enzima 5LO acelera ligeiramente o processo de reparo peri-implantar, entretanto, resultando em tecido ósseo maduro com menor atividade de remodelação. (Apoio: PIBIC reitoria N° 2085)