Nível de ansiedade e depressão e problemas relacionados ao uso de álcool em funcionários de uma universidade pública
Silva IG, Silva MB, Ávalos YRB, Belila NM, Garbin CAS, Martins RJ
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do trabalho foi estimar a prevalência de ansiedade e depressão e identificar problemas relacionados ao uso de álcool; além de verificar a existência de associação entre esses fatores e variáveis sociodemográficas e laborais de docentes e funcionários técnico-administrativos das Faculdades de Odontologia (FO) e Medicina Veterinária (FMV) de Araçatuba-UNESP. Para isso, foi analisado o banco de dados no período de janeiro de 2013 a outubro de 2019, referente aos questionários aplicados anualmente durante o exame periódico dos funcionários e docentes das instituições. Constituem-se na Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS), no Teste de Identificação de problemas relacionados ao uso de álcool (AUDIT) e no Questionário de auto relato (SRQ), para rastreamento de Transtornos Mentais Comuns (TMC). No período analisado, foram realizados 2971 exames periódicos, sendo que 19,2% tinham alguma alteração. Desses, 75,4% apresentavam alteração no questionário HADS ansiedade, 44,6% no HADS depressão, 14,2% no AUDIT e 54,8% no SRQ. A média de idade foi de 52,23 anos (dp=8,62). A maioria das pessoas que possuíam alteração no exame psíquico era do sexo feminino (57,3%), servidores técnico-administrativos (64,3%) e da FO (67,3%). Observou-se associação entre TMC e problemas relacionados ao uso de álcool com variáveis sociodemográficas. Conclui-se que a prevalência de TMC e problemas relacionados ao uso de álcool na população estudada é relativamente baixa. Apesar disso, existe associação entre esses fatores e variáveis sociodemográficas e laborais.PI0268 - Painel Iniciante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
O Brasil e a tuberculose em uma década
Targino MLM, Menezes IL, Figueirêdo-Júnior EC, Marinho SA
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho foi demonstrar o panorama da tuberculose no Brasil em uma década. Para isso, foi realizado um estudo ecológico retrospectivo, por meio de uma coleta de dados no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), analisados por meio de estatística descritiva. Foi verificado que, entre os anos de 2010 e 2019, houve 880.045 casos de tuberculose notificados no Brasil, com maior prevalência de notificação de homens, jovens, pardos, com baixa escolaridade. A região Sudeste foi a que mais realizou notificações no Brasil, principalmente através dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. O estado brasileiro que menos notificou casos de tuberculose foi Roraima, na região Norte, a que menos realizou notificações dentre as demais regiões brasileiras. O diagnóstico da forma pulmonar da doença foi o mais prevalente, sendo a confirmação realizada predominantemente por meio da baciloscopia do escarro. A manifestação bucal da tuberculose, uma forma extrapulmonar da doença, estava incluída na classificação 'outros' da tuberculose extrapulmonar e essa classificação ocorreu em apenas 1,72% dos casos. A forma da doença extrapulmonar mais comum foi a pleural. A maioria dos casos notificados de tuberculose evoluiu para a cura. Apesar de compulsória, as notificações dos casos de tuberculose ainda apresentam grandes deficiências, com muitas variáveis epidemiológicas relevantes não preenchidas, acarretando em prejuízos para a implementação de políticas públicas eficazes no combate a essa doença.PI0272 - Painel Iniciante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Sífilis gestacional e congênita no Brasil na última década
Menezes IL, Targino MLM, Figueirêdo-Júnior EC, Marinho SA
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho foi analisar os dados disponíveis sobre sífilis gestacional e congênita, notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) brasileiro. Para isso, foi realizado um estudo ecológico retrospectivo, englobando o período de 2010 a 2020, sobre os casos de sífilis gestacional e congênita, com a análise dos dados realizada por estatística descritiva. Foram observados 357.140 casos de sífilis em gestantes e 184.349 casos de sífilis congênita no período avaliado, com o maior número de notificações ocorrido em 2018. Grande parte das gestantes com sífilis realizou acompanhamento pré-natal, era jovem, de raça parda e baixa renda. Contudo, mais da metade desconhecia estar infectada, recebendo o diagnóstico da doença apenas no acompanhamento pré-natal. A grande maioria das gestantes apresentou sífilis primária no momento do diagnóstico, sendo que mais da metade das infectadas realizou tratamento inadequado, colocando em risco seus fetos. Em relação à sífilis congênita, a maioria dos bebês portadores foi diagnosticada antes de um ano de idade. Esses possuíam mães jovens, com baixo grau de escolaridade. Pôde-se constatar que, no período avaliado, a sífilis gestacional apresentou maior prevalência em mulheres jovens de baixo grau de escolaridade, devendo essas receberem maior atenção por parte das autoridades sanitárias. Os profissionais que lidam diretamente com as gestantes devem realizar diagnóstico e tratamento adequados, com a devida orientação das gestantes com sífilis, a fim de se evitar a infecção do feto.