RESUMOS APROVADOS

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PI0258 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 12

Métodos de avaliação de destreza manual para treinamento pré-clínico: percepção de estudantes de odontologia
Genaro LE, Neves TC, Garcia PPNS
Odontologia Social - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho avaliou, de forma qualitativa, a percepção de estudantes de odontologia em relação aos métodos de avaliação de destreza manual para treinamento pré-clínico. Estudantes do 5º ano de graduação da Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP (N=60) executaram 3 testes de destreza manual (O'Connor Finger Dexterity, Purdue Pegboard, Dental Manual Dexterity Assessment - DMDA) e um preparo cavitário e uma restauração Classe I de resina composta em um primeiro molar inferior artificial. Após a realização dos testes e procedimentos restauradores realizou-se a coleta dos dados por meio de um questionário com questões abertas relacionadas à percepção dos métodos de destreza testados. Para a análise dos dados utilizou-se o Discurso do Sujeito Coletivo - DSC com o Qualiquantisoft®. Verificou-se que o DMDA foi percebido pela maior parte dos estudantes como o mais fácil de executar (76,6%) e o Perdue Pegboard como aquele que mediu melhor a destreza (73,3%). Considerando os procedimentos restauradores realizados grande parte dos estudantes avaliaram sua destreza como adequada (86,6%): "Considero que tenho a destreza manual adequada...", "... me senti segura para realizar esses procedimentos..." e "...consegui realizar os procedimentos de maneira correta...".
Conclui-se que apesar de terem percebido o DMDA como o teste de avaliação de destreza mais fácil de executar, sentiram que o Purdue Pegboard foi o que mediu melhor sua destreza e que possuíam destreza adequada para a realização dos procedimentos restauradores propostos.
(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2019/11211-9)
PI0264 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 12

Há associação entre estresse no trabalho e disfunção temporomandibular? Uma revisão sistemática
Aguilar DR, Aranha RLB, Drada JAM, Sohn W, Martins-Pfeifer CC, Martins RC, Abreu MHNG
Odontologia Social e Preventiva - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou avaliar a associação entre estresse no trabalho e disfunção temporomandibular (DTM) em trabalhadores adultos remunerados. Uma revisão sistemática da literatura foi desenvolvida após registro no Prospero (CRD42020186274). Uma busca eletrônica foi realizada nas bases de dados Pubmed, Scopus, Web of Science, Embase e LILACS. Realizou-se buscas manuais nas referências dos artigos incluídos e na literatura cinzenta. Não houve restrições quanto ao idioma ou período de publicação. Os critérios de inclusão envolveram estudos observacionais com trabalhadores remunerados de qualquer profissão, de ambos os sexos, acima de 18 anos, avaliando a associação entre o estresse ocupacional e diagnóstico ou sinais e sintomas de DTM. A qualidade metodológica foi avaliada por meio das ferramentas Joanna Briggs. O nível de evidência foi avaliado por meio da ferramenta Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluation (GRADE). Foram identificados doze estudos, sendo que destes, 50% relataram associação positiva entre estresse e diagnóstico de DTM. Por outro lado, ruídos na articulação temporomandibular e o estresse no trabalho estavam associados apenas em uma amostra de músicos. Houve apenas quatro estudos que utilizaram ferramentas validadas para estresse e DTM, sendo que destes dois relataram associação. No entanto, o número reduzido de artigos elegíveis e as limitações metodológicas resultaram em evidências muito baixas.
Pode-se concluir, pelos dados disponíveis, que a associação entre estresse e DTM é inconclusiva.
(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 303772/2019-0)