Dental adventure: jogo digital como estratégia de promoção de saúde bucal
Rodrigues LM, Castro VQ, Praxedes-Neto RAL, Souza SLX, Menezes JMF, Filho EMB, Silva PGB, Lima RA
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi a construção de um aplicativo com formato de jogo virtual com a finalidade de promover orientação e motivação em saúde bucal infantil. Foi realizado um estudo quantitativo, transversal, analítico. A pesquisa foi aprovada no Comitê de ética (Protocolo 91008518.1.0000.5049). Na fase I foi desenvolvido o jogo, chamado Dental Adventure, nas plataformas IOs e Android, tendo como público alvo crianças entre sete e dez anos. A fase II se deu com a validação do mesmo por experts (especialistas em educação e/ou saúde pública) que responderam um questionário de avaliação para fins de aprimoramento e, para a usabilidade do produto, o system-usability-scale (SUS®). Na fase III o jogo foi utilizado por 101 crianças, sendo aplicado um pré e pós teste sobre conhecimentos em saúde bucal. O teste McNemar foi utilizado para análise dos dados (nível de confiança 95%). O aplicativo obteve escore SUS de 72,90 (boa avaliação). As questões com maior significância estatística foram às relativas à alimentação saudável, sendo o item "comer alimentos saudáveis" o de maior significância (p=0,001), saindo de 21,8% de acertos para 44,6%. Na questão "Quando os dentes devem ser escovados?", os itens "após as principais refeições" e "ao acordar, após as refeições e antes de dormir" tiveram significância (p=0,038 e p=0,015, respectivamente). Sobre a satisfação no uso do jogo, 72 (71,3%) crianças marcaram os seis itens de satisfação máxima. Conclui-se que o aplicativo desenvolvido pode representar mais uma ferramenta na estratégia de prevenção e controle da cárie dental.PI0237 - Painel Iniciante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Fatores sociais associados exodontia em municípios brasileiros de grande porte: uma análise multivariada
Paula IS, Ávila NF, Paranhos LR, Bulgareli JV, Herval AM
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi identificar indicadores sociais associados a maior proporção de exodontias em municípios brasileiros de grande porte. Foi realizada uma pesquisa transversal retrospectiva com dados secundários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, referentes 324 municípios brasileiros com população acima de cem mil habitantes. Sete indicadores sociais foram selecionados para análise: Índice Gini, cobertura de serviços odontológicos, esgotamento sanitário adequado, Produto Interno Bruto per capta, salário médio, percentual da população ocupada e taxa de escolarização. A variável dependente foi a Proporção de Exodontia em Relação aos Procedimentos, dicotomizada pela mediana (5,69%) para identificar municípios com maior ou menor proporção de exodontias. A associação das variáveis foi analisada pelo teste de Mann-Whitney. Em seguida, as variáveis com probabilidade de erro inferior a 20% foram incluídas em um modelo de Regressão Quase-Poisson. As análises foram realizadas no Software Jamovi. Somente a cobertura de serviços odontológicos não apresentou diferença estatisticamente significante na análise bivariada. Na análise multivariada, apenas o Índice Gini e o Percentual da População Ocupada mantiveram-se estatisticamente associadas ao desfecho. A modelagem estatística realizada reforçou a importância de desigualdade social como um preditivo para um maior nível de exodontias diante dos demais procedimentos odontológicos.PI0239 - Painel Iniciante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Depressão e comportamentos suicidas entre estudantes de pós-graduação em Odontologia durante a pandemia de COVID-19
Dias BMF, Teixeira KOM, Lisboa JL, Ferreira RC, Zarzar PMPA, Sampaio AA
Colegiado de Pós-graduação Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se avaliar a frequência e os fatores associados aos sintomas de depressão entre estudantes de Programas de pós-graduação stricto sensu em Odontologia durante a pandemia de COVID-19. Estudo transversal realizado com estudantes de universidades públicas e privadas do Brasil entre janeiro e abril de 2021. Os dados foram coletados por meio de questionário online, composto pelos instrumentos Inventário Beck de Depressão, Youth Risk Behavior Survey, e perguntas sobre perfil sociodemográfico, características do curso da pós-graduação e religiosidade. Foi realizada análise descritiva e de regressão logística. Dos 405 estudantes que responderam ao questionário, a depressão moderada/severa foi observada em 29,6% (n = 120), com sentimento de tristeza (OR= 13,2; 6,55-26,8), ideação suicida (OR= 27,8; 3,40-228,0), exaustão no home-office (OR: 12,32; 2,31-65,65) e relato de necessidade de acompanhamento psicológico/psiquiátrico (OR: 3,81; 1,47-9,92) associados a maiores chances de depressão moderada/severa. Estudantes que moravam sozinhos (OR= 0,20; 0,06-0,69), possuíam renda mensal familiar > 2 salários-mínimos (OR= 0,21; 0,07-0,61 / OR= 0,29; 0,09-0,89) e ter > 2 turnos de aulas síncronas (OR= 0,35; 0,13-0,97) apresentaram menores chances. Em torno de 30% dos estudantes de pós-graduação em odontologia apresentaram sintomas de depressão moderada/severa durante a pandemia. Renda, aspectos psicológicos, comportamentais e atividades acadêmicas foram associadas à ocorrência de depressão. (Apoio: CAPES N° 001)PI0240 - Painel Iniciante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Implantação de uma rotina de cuidados em higiene bucal e o tempo de internação em Unidade de Terapia Intensiva
Soares KM, Dias VFL, Carvalho AIS, Araujo NGC, Freire WAS, Ribeiro ILA, Viana-Filho JMC, Almeida LFD
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se analisar o efeito de uma rotina de higiene bucal no tempo de internação dos pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), comparando a quantidade de dias de internação antes e após a implantação. Realizou-se um estudo quase-experimental, desempenhado em uma UTI na cidade João Pessoa-PB, Brasil. A amostra foi composta por 126 prontuários de pacientes admitidos entre janeiro de 2004 e dezembro de 2020. Esses prontuários foram alocados com pareamento por sexo e idade, em grupos com e sem rotina de higiene bucal com clorexidina 0,12%, uma vez ao dia, cinco vezes por semana. Os dados foram tabulados e analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, no software IBM SPSS (25.0). A média de idade foi de 55 anos (±18,76) e o sexo masculino foi o mais predominante (51,6%; n=65). As doenças de base mais prevalentes foram as cardiovasculares (40,5%; n=51) e a Hipertensão Arterial foi a comorbidade sistêmica mais encontrada (11,1%; n=14). A identificação de restos radiculares foi a alteração bucal mais presente (19,0%; n=12) e nenhum procedimento odontológico foi registrado nos prontuários, com exceção da higiene bucal. O tempo mediano de internação antes e após a implantação da rotina de higiene bucal foram de 3 e 5 dias, respectivamente. Observou-se um aumento no tempo de internação na UTI após a implementação da rotina de higiene oral com clorexidina 0,12% (OR=2,82; IC95%=1,06-4,87; p=0,033). Houve aumento no tempo de internação dos pacientes na UTI após implantação da rotina de higiene bucal com clorexidina 0,12%, uma vez ao dia, cinco vezes por semana.