Efeito de coleta da saliva para aplicação em plataforma sustentável de diagnóstico salivar
Taveira EB, Vega MFG, Cunha TM, Martins MM, Caixeta DC, Carneiro MG, Goulart LR, Sabino-Silva R
Biologia Básica e Oral - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Autodeclarado "Parceria público/privada UFU e IMUNOSCAN LTDA com depósito de patente no INPI."
A espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier e reflexão atenuada (ATR-FTIR) apresenta potencial para diagnóstico clínico de doenças orais e sistêmicas sem a utilização de reagentes. Uma das limitações da plataforma ATR-FTIR para saliva é o tempo de formação de biofilme, para isto desenvolvemos um sistema high-throughput sustentável em pastilhas de alumínio (SFTS-A) protegido por patente para diagnóstico clínico. Nosso objetivo foi avaliar se diferentes tipos de coleta de saliva afetam uso clínico do SFTS-A. Para isto, nós avaliamos por meio deste sistema a saliva de 10 pessoas coletadas de forma sequencial aleatorizada por meio de: saliva não-estimulada (Falcon), saliva estimulada com parafilme (Parafilme) e por meio de Salivette (Salivette). Adicionalmente, uma alíquota da saliva não-estimulada também foi inserida no Salivette (Falcon> Salivette) (CEP-UFU). 10µl de saliva foram inseridos no SFTS-A em duplicata sob chapa quente (80ºC). Os espectros ATR-FTIR (4000-400 cm-1, 32 varreduras) foram analisados por ANOVA (p < 0,05). A análise demonstrou que os espectros de Salivette e Falcon> Salivette registrados apresentaram ruídos excessivos que inviabilizam a análise da amostra. O modo vibracional de glicosilação/carbohidratos em 1049 cm-1 (p < 0,05) de Parafilme apresentou redução em comparação com Falcon. Em conclusão, o sistema high-throughput sustentável acoplado a plataforma ATR-FTIR de diagnóstico salivar é efetiva para análises diagnósticas em coletas de saliva não-estimulada ou saliva estimulada por parafilme. (Apoio: CAPES N° #23038.014934/2020-59 | FAPEMIG N° #APQ-02872-16 | CNPq N° 465669/2014-0)