Polifarmácia em diabéticos sob acompanhamento periodontal: estudo transversal
Bastos Silveira B, Mattos MCO, Naiff PF, Grisi DC, Damé-Teixeira N, Guimarães MCM, Lia EN
Odontologia - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A polifarmácia é comum entre pacientes diabéticos e deve receber atenção do cirurgião-dentista, uma vez que predispõe a interações medicamentosas. O objetivo deste estudo foi conhecer a prevalência do uso de medicamentos por pacientes diabéticos sob tratamento periodontal e identificar suas interações com fármacos indicados em Odontologia. Foi realizado levantamento a partir de prontuários de pacientes diabéticos sob tratamento periodontal na Unidade de Saúde Bucal do Hospital Universitário de Brasília, no período de novembro de 2005 a fevereiro de 2020. Foram coletados dados sociodemográficos, de saúde geral e bucal. A pesquisa de interações medicamentosas foi realizada por meio da base de dados Dynamed. Ao total, 94 prontuários foram analisados; a maioria dos pacientes eram mulheres (69%), com idade média de 55±14 anos. A glicemia de jejum média foi 147 ±70,1mg/dL, hemoglobina glicada média 8±2% e o nível médio de triglicerídeos igual a 180,9±113,4mg/dL. O número médio de dentes perdidos foi 11±7, o índice de placa foi 39,3±26,3% e o índice de sangramento gengival foi 35±25,9%. O número médio de medicamentos utilizados foi 5±3. Os medicamentos mais utilizados foram os hipoglicemiantes (85%) e anti-hipertensivos (56%). Antiinflamatórios não esteroidais apresentaram interações moderadas com anti-hipertensivos e interações maiores com diuréticos. O cirurgião-dentista deve considerar interações medicamentosas em diabéticos no momento da prescrição de fármacos de uso indicado em Odontologia. (Apoio: CNPq)PI0216 - Painel Iniciante
Área:
3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia
Avaliação da pentoxifilina e tocoferol em modelo de osteonecrose dos maxilares induzida por bifosfonatos em ratos
Maia TAC, Ferreira BSP, Gusmão JNFM, Viana KF, Sousa LM, Costa ACF, Gondim DV
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O uso da pentoxifilina (P) e tocoferol (T) foram avaliados na osteonecrose dos maxilares induzida por bifosfonatos (OMIB) em ratos. Para isso, os animais receberam ácido zoledrônico (AZ; dias 0, 7, 14 e 49) em 2 protocolos experimentais. No primeiro, os animais foram divididos nos grupos de pré-tratamento: Controle (C), AZ+ exodontia (EX), AZ+EX+P, AZ+EX+T e AZ+EX+PT. No segundo, os grupos experimentais foram: C; AZ+EX; AZ+EX+PT pré-tratamento; AZ+EX+PT pós-tratamento. No 42º dia, foi realizada exodontia do primeiro molar inferior esquerdo. Os animais pós-tratados receberam PT a partir do dia 43. A eutanásia ocorreu no dia 70. Foram realizadas análises histopatológicas, dosagens séricas de cálcio, fósforo, fosfatase alcalina (FAO) e análise de toxicidade hepática e renal. O pré-tratamento com PT apresentou significativa melhora na condição óssea quando comparado ao grupo com OMIB, entretanto na comparação da associação dos fármacos, o grupo pós-tratamento apresentou significativo aumento do número de osteócitos viáveis e redução do número de lacunas vazias. No pré-tratamento, quando comparados aos animais com OMIB, os que receberam somente T apresentaram significativo aumento nos níveis de FAO e os que receberam P, maiores níveis de fósforo sérico. A associação da PT não produziu aumento significativo nos níveis de enzimas hepáticas e reduziu os níveis de malondialdeído hepático. Nossos resultados sugerem que a associação dos fármacos melhora a condição óssea local no sítio da exodontia e não apresenta toxicidade sistêmica em ratos com OMIB.