Atividade antimicrobiana e antibiofilme do cardol sobre bactérias orais
Maia SJM, Cunha DA, Souza NO, Pereira AL, Teixeira EH, Oliveira DLV, Saboia VPA, Rodrigues NS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esse estudo teve como objetivo avaliar, in vitro, a atividade antibacteriana e antibiofilme do cardol, um derivado do líquido da casca da castanha do caju, sobre bactérias orais. Para isso, os ensaios foram realizados utilizando as cepas Streptococcus mutans UA159, Streptococcus parasanguinis ATCC903 e Enterococcus faecalis ATCC19433. O efeito antibacteriano foi avaliado a partir da determinação da concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM). Por meio da avaliação da quantificação de biomassa e da contagem de unidades formadoras de colônia (UFC), foi verificada a capacidade de inibir a formação do biofilme. Como controle, foi utilizada suspensão bacteriana em meio BHI (Brain Heart Infusion). Os resultados foram analisados por one-way ANOVA e pós-teste de Bonferroni (p<0,05). O cardol mostrou atividade inibitória e bactericida contra S. mutans, S. parasanguinis e E. feacalis, com valores de CIM em 12,5, 12,5 e 25μg.mL-1, e CBM em 25, 25 e 50μg.mL-1, respectivamente. O cardol, nas concentrações variando entre 50 e 0,78 μg.ml-1, foi capaz de reduzir a formação de biomassa em todas as cepas testadas. O número de células viáveis do biofilme de S. mutans foi maior apenas na concentração de 0,78μg.mL-1, as outras concentrações mostraram redução do número de UFC. Para S. parasanguinis e E. feacalis, todas as concentrações testadas reduziram o número de UFC. Conclui-se que o cardol possui atividade antibacteriana e antibiofilme contra as cepas utilizadas no estudo e apresenta potencial para ser utilizado como um agente antimicrobiano.PI0210 - Painel Iniciante
Área:
3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
Análise Documental das Diretrizes referentes à COVID-19 para o Ensino Odontológico
Oliveira LMF, Salas M M S, Senra MRP, Dias AM
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Atualmente, a pandemia da COVID-19 afeta países do mundo inteiro. Muitos cursos de Odontologia paralisaram suas atividades práticas e necessitam de várias adequações de biossegurança para o retorno seguro das atividades. Este trabalho visou inferir as implicações da COVID-19 na educação odontológica, a fim de preparar o aluno para crises /surtos virais. Foi realizada uma análise documental exploratória e de conteúdo. Foi feita uma busca nas bases de dados Web of Science, PubMed e Google Scholar com os descritores: "COVID-19" AND "DENTISTRY" AND "GUIDELINES" AND "DENTAL EDUCATION". Procedeu-se uma busca livre por documentos oficiais, nacionais e internacionais, sobre essa temática. Todos os artigos e documentos indicaram a Teleodontologia como um recurso para o ensino odontológico. Foram propostas adequações nas formas de acolhimento, recepção e assistência ao paciente, a fim de evitar a contaminação em ambientes coletivos. O distanciamento social, a teletriagem e a conduta correta frente ao paciente sintomático, bem como o uso de novos equipamentos de proteção individual foram considerados pelos documentos analisados. Verificou-se a necessidade de assegurar aos usuários a adequada ventilação do ambiente, para evitar a disseminação dos aerossóis gerados durante o atendimento. Considerando a possibilidade de novas pandemias é fundamental incluir no ensino odontológico treinamentos para gestão de crises durante colapsos na saúde. O cenário atual impulsiona transformações profundas que podem modificar a forma como os dentistas são educados. (Apoio: voluntária de iniciação científica- UFJF/GV N° 48501)PI0211 - Painel Iniciante
Área:
3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia
Acidentes perfurocortantes em acadêmicos de Odontologia de um centro de ensino do norte do País
Rosa TS, Silva ACA, Pinheiro PMM, Ribeiro ALR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desta pesquisa foi avaliar o índice de acidentes com materiais perfurocortantes, em quais disciplinas houveram essas ocorrências (A), os instrumentais causadores (B) e justificativas (C) dos incidentes pelos graduandos de Odontologia de uma clínica escola do norte do Tocantins. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, em que foi utilizado um questionário para coleta dos dados a partir das respostas fornecidas pelos acadêmicos do 3º ao 10º período, com aceitação no CEP do UNITPAC (CAAE: 39438420.0.0000.0014). Obteve-se 221 respostas dos acadêmicos por meio do formulário eletrônico do Google Forms. Desse montante, 165 (74,70%) eram do gênero feminino e 56 (25,30%) masculino. Dos pesquisados, 28 (12,70%) sofreram algum tipo de acidente, sendo 1, 2 e 3 vezes, correspondendo a 23 (82,10%), 4 (14,30%) e 1 (3,60%), respectivamente. Tendo as disciplinas e materiais mais contabilizados: A1 - Cirurgia, A2 - Periodontia, A3 - Dentística, B1 - Sonda exploradora, B2 - Lâmina de bisturi e B3 - Agulha, dispondo da maior presença de acidentes no 6º e 7º períodos. Em relação às justificativas pautadas: C1 - Falta de atenção, C2 - Pressa para o término do procedimento e C3 - Paciente não colaborativo durante o atendimento, foram os relatos mais mencionados. Diante do exposto, pode-se concluir que há incidência de acidentes perfurocortantes envolvendo estudantes de Odontologia, pois esses lidam com instrumentos anatomicamente favoráveis aos acidentes, principalmente, nas primeiras disciplinas clínicas, em que esses graduandos não possuem domínio íntegro dos materiais.