Prevalência de sinais clínicos e diagnósticos de disfunção temporomandibular em adultos com deficiência intelectual
Alves AK, Reis GES, Sydney PBH, Dezanetti JMP, Ventura R, Bonotto D, Pupo YM
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo transversal com grupo de comparação foi conduzido com o objetivo de avaliar sinais clínicos e diagnósticos de disfunção temporomandibular (DTM) em adultos com deficiência intelectual (DI) e em um grupo de comparação de pessoas sem DI. Para o diagnóstico de DTM, foi aplicado o instrumento RDC/TMD, eixo I. O exame clínico avaliou a dor muscular e articular, o padrão de abertura bucal, a extensão do movimento mandibular e os ruídos articulares. Para a análise estatística foram utilizados os testes Qui-quadrado, teste de Fisher e o pós-teste de Bonferroni, com um nível de significância de 5%, através do software SPSS (versão 2.1.0). Foram incluídos 97 indivíduos no grupo de pessoas com DI e 96 participantes no grupo de comparação. Os grupos eram homogeneos para o sexo (p=0,08) e idade (p=0,419). Não foi observada diferença significativa entre os grupos para sinais de DTM (p>0,05). O grupo de comparação teve significativamente mais deslocamento do disco com redução (p=0,011). Em geral, as mulheres do grupo de comparação tiveram uma maior prevalência para os diagnósticos de DTM (p<0,05), mas estas diferenças não foram encontradas para o grupo de indivíduos com DI (p>0,05). O grupo de comparação apresentou uma associação significativa de indivíduos mais velhos com o diagnóstico de dor miofascial com abertura limitada (p=0,009). Em geral, os adultos com DI possuem prevalência semelhante de sinais clínicos e diagnóstico de DTM quando comparados com os adultos sem DI. As diferenças de gênero nos diagnósticos de DTM não foram significativas para o grupo com DI.PI0140 - Painel Iniciante
Área:
6 - Oclusão / ATM
Correlação entre percepção de dor orofacial e qualidade de vida em pacientes após tratamento para disfunção temporomandibular
Dallanora AF, Dallanora LMF, Anrain BC, Martini GR, Calliari BE, Grasel CE, Ávila LFA
Odontologia - UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A disfunção temporomandibular (DTM) causa alterações na limitação de abertura e movimentação mandibular e, é uma das principais causas de dor orofacial de origem não-odontogênica. Devido a alta prevalência de DTM e sua associação a sintomas depressivos e desequilíbrio ao bem-estar físico é relevante estudá-la sob uma perspectiva que considere aspectos psicossociais além da sintomatologia física. O estudo teve o objetivo avaliar a qualidade de vida (QV) e a percepção da dor em pacientes antes e após tratamento de DTM. A amostra foi constituída de 31 pacientes, de ambos os sexos, com idades entre 22 a 69 anos. Com o intuito de mensurar a dor e QV, foram aplicadas, antes e após o tratamento: a) a Escala Visual Analógica (EVA) para avaliar a dor e; b) o questionário SF-12 (short-form health survey) para avaliar a QV, considerando os dois domínios: componente físico (PCS) e mental (MCS).Foi observada uma correlação fraca (r=0,16, p<0,05) entre o SF-12 e a EVAf. Não foram observadas diferenças estatísticas significativas entre os sexos quanto a percepção da dor (p=0,68), e aos domínios PCS(p=0,67) e, MCS (p=0,16). A QV foi mais afetada no domínio mental (MCS). Entre EVA inicial e final o estudo apresentou uma melhora de 78,19% na percepção da dor após o tratamento em ambos os sexos. Entre os pacientes do sexo masculino, houve uma melhora de 73,91%. Já entre os pacientes do sexo feminino, houve uma melhora de 80,79% Neste estudo, a QV foi mais afetada no domínio mental, que o tratamento da dor foi efetivo para ambos os sexos, apresentando resultados mais positivos no sexo feminino.