Prevalência de alterações de esmalte dentário em prontuários de crianças e adolescentes atendidos em 2019 na Clínica Infantil da FOUERJ
Vieira JCM, Soares CF, Athayde GS, Barja-Fidalgo F, Fidalgo TKS, Lenzi MM, Marsillac MWS
Odontologia Preventiva e Comunitária - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Distúrbios, locais e sistêmicos, podem levar a alterações na deposição da matriz (hipoplasia) e/ou na mineralização (opacidades) do esmalte dentário. O objetivo desse estudo retrospectivo foi determinar a prevalência de alterações de esmalte dentário registradas nos prontuários de crianças e adolescentes, entre 6 e 15 anos de idade, atendidos no período de março a dezembro de 2019 no Núcleo de Procedimentos Odontológicos Infanto-juvenil (NPOIJ) da Faculdade de Odontologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FOUERJ). Esse estudo foi aprovado pelo do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Pedro Ernesto, nº 1.675.731. Os dados dos prontuários foram coletados e tabulados no editor de planilhas Microsoft Excel 16.0 e analisados no programa SPSS 22.0. A amostra foi composta por 221 prontuários de pacientes com média de idade de 9,3 (±1,7) onde 109 pacientes eram do sexo masculino (49,3 %) e 112 do feminino (50,7 %). Dos 221 prontuários 79 (35,7%) registraram o total de 91 (100%) alterações de esmalte dentário do tipo: opacidade difusa (n=47, 51,7%), opacidade demarcada (n=38, 41,7%) e hipoplasia (n=6, 6,6%). Dentre os 79 (100%) prontuários, 12 (9,5%) registraram duas dessas alterações simultaneamente sendo essas: HMI e fluorose (n=9, 75,1%); HMD e fluorose (n=1, 8,3%); opacidade demarcada por trauma e fluorose (n=1, 8,3%); HMI e hipoplasia (n=1, 8,3%). No NPOIJ a prevalência encontrada foi de 35,7%, destacando-se a importância do diagnóstico diferencial para um correto manejo clínico, de acordo com a necessidade do paciente.PI0097 - Painel Iniciante
Área:
4 - Ortodontia
Influência de bráquetes ortodônticos em escaneamentos in-vivo e ex-vivo
Mendes FA, Vargas EOA, Vargas DOA, Coqueiro RS, Nojima MCG, Nojima LI, Sant´Anna EF, Pithon MM
Odontopediatria e Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar se a presença de bráquetes ortodônticos influencia na fidelidade de modelos digitais gerados a partir de escaneamentos in-vivo e ex-vivo de pacientes ortodônticos. Dezoito pacientes ortodônticos com bráquetes colados na dentição permanente foram submetidos a escaneamento intraoral completo da arcada com scanner CEREC Omnicam® (Sirona). Moldagens de alginato do arco de cada paciente foram realizadas e modelos de gesso foram confeccionados e digitalizados com o mesmo scanner. As distâncias intermolar, intercanino e larguras mesiodistal dos incisivos foram medidas nos dois modelos digitais e no gesso. Foi utilizada a análise de variância (ANOVA) ou teste de Friedman, sendo as diferenças entre os pares verificadas pelo teste de Bonferroni ou teste de Wilcoxon, respectivamente. Ambos os modelos digitais foram sobrepostos usando registro baseado em superfície. O menor coeficiente de concordância de Lin foi de 0,960 (IC 95% = 0,900-0,984), clinicamente adequado. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os três tipos de medidas do modelo, exceto para o incisivo lateral esquerdo inferior, (modelos digitais in-vivo apresentaram ∆médio de 0,05 mm). A sobreposição dos modelos digitais revelou diferença mínima de 0,12 mm (± 0,03). Os modelos in-vivo são clinicamente comparáveis e apresentam menos distorções que os modelos de gesso e as medidas em modelos in-vivo e ex- vivo são excelentes em termos de veracidade e precisão e podem ser utilizadas clinicamente. (Apoio: CAPES N° 001)PI0100 - Painel Iniciante
Área:
4 - Odontopediatria
Cárie grave na infância: prevalência e fatores de risco em pré-escolares de 18 a 36 meses de idade em São Luís - MA
Rocha GS, Macêdo RFC, Jardim MS, Silva JA, Nunes FRS, Costa JF, Barros LC, Costa EL
Ppgo - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este trabalho objetivou relacionar a ocorrência de cárie grave da infância com fatores nutricionais e comportamentais em pré-escolares. Foram incluídas 111 crianças de 18 a 36 meses levadas a atendimento odontológico em 42 Unidades Saúde da Família em São Luís - MA, entre junho de 2011 e julho de 2012. A condição bucal foi mensurada através do índice CEO-d, IPV/ISG. Os dados socioeconômicos, nutricionais e comportamentais foram coletados através de questionário aplicado aos responsáveis. A definição do Grupo Cárie foi CEO-d≥1. Na estatística, utilizou-se os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher. Modelos de regressão de Poisson e a medida razão da taxa de incidência (RTI) foram utilizadas para a análise multivariada, adotando um nível de significância de 5% e intervalo de confiança de 95%. 55% das crianças eram livres de cárie e 45% tinham a doença. No Grupo Cárie, 76% possuíam lesões de mancha branca, 70% tinham o hábito de comer guloseimas entre as refeições (p=0,04) e a frequência de ingestão de sacarose foi considerada alta (3x/dia). Evidenciou-se associação entre comportamento da mãe e saúde bucal dos filhos (p=0,02). Após análise multivariada, idade (RTI=1,05; IC95%=1,03-1,07; p<0,001) e consumo de guloseimas (RTI=1,46; IC95%=1,11-1,92; p=0,006) apresentaram associação com incremento da ocorrência de lesões de cárie. A frequente exposição aos açúcares na forma de guloseimas entre as refeições, a falta de orientação das mães sobre os cuidados de higiene bucal e o aumento da idade foram fatores determinantes para a ocorrência da cárie grave da infância.