RESUMOS APROVADOS

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PI0023 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 13

Avaliação do potencial genetóxico do clareamento dental em pacientes com diferentes faixas etárias: estudo clínico controlado
Coêlho APS, Damasceno MES, Freire RC, Rodrigues SGQ, Martins LM, Silva LM, Libório-Kimura TN, Pereira JV
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo clínico controlado avaliou o potencial genotóxico do clareamento dental de consultório em pacientes com diferentes faixas etárias. Vinte e três voluntários de ambos os sexos, foram divididos em dois grupos: G1 - pacientes com idade entre 14-18 anos e G2 - pacientes com idade entre 31-50 anos. Os pacientes foram submetidos a duas sessões de clareamento de consultório, com intervalo de 7 dias, com de peróxido de hidrogênio a 35%, durante 40 minutos. O tecido gengival foi isolado com barreira de proteção gengival. O teste de micronúcleos e as alterações celulares (cariólise, cariorrexis, picnose, células binucleadas, botão nuclear, e cromatina condensada) foram realizados a partir da contagem de 2000 células em três tempos: antes do procedimento clareador (T0), imediatamente após o fim do tratamento (T14) e 30 dias após o final do tratamento (T30). Os dados, entre os dois grupos em cada intervalo de tempo (T0, T14 e T30), foram avaliados com o teste de Mann-Whitney e entre cada grupo, nos diferentes intervalos de tempo, com o teste de Friedman. A contagem de micronúcleos não indicou potencial genotóxico nos grupos estudados (p>0,05), independente dos tempos analisados (p>0,05). Houve diferença significante para a presença de células binucleadas em pacientes do G1 (p=0,02) e entre os grupos no T30 (p=0,00).
O clareamento com peróxido de hidrogênio a 35% com o uso de barreira gengival não apresenta potencial genotóxico para o marcador micronúcleo. As células binucleadas foram mais frequentes em pacientes com idades entre 14 e 18 anos e 30 dias após o clareamento dental.
(Apoio: CNPq  N° 122213/2019-0)
PI0024 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 13

Ácido Ursólico Reduz Severidade da Osteonecrose dos Maxilares Induzida por Ácido Zoledrônico em Ratos
Coelho LMC, Carvalho LM, Barbosa JV, Sousa FB, Mesquita KC, Dantas TS, Silva PGB
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar a influência do tratamento de Ácido Ursólico (AU) na severidade de Osteonecrose dos Maxilares (OM) induzida por Ácido Zoledrônico (AZ) em ratos. Foram utilizados 50 ratos machos Wistar divididos em um grupo controle negativo (GCN) (0,1ml/kg de solução salina estéril), um grupo controle positivo (GCP) (AZ, 0,20 mg/kg) e três grupos testes tratados com AZ 0,20 mg/kg e AU 10 (GTA10), 20 (GTA20) ou 40 (GTA40) mg/kg por gavagem a cada três dias do início do protocolo até a eutanásia. Após três administrações semanais consecutivas (dias 0, 7 e 14) do AZ (i.v.), foi realizada exodontia do 1° molar inferior esquerdo (dia 42), administração de dose adicional de AZ (dia 49) e eutanásia após 28 dias da exodontia (dia 70) . Um mês após a exodontia, ocorreu a eutanásia dos animais para obtenção de hemimandíbulas para análise radiográfica (área sugestiva de OM) e histológica (contagem de lacunas de osteócitos viáveis, osteoclastos apoptóticos e células inflamatórias polimorfonucleares e mononucleares). ANOVA/Bonferroni foi utilizado (p<0.05, GraphPad Prism 5.0). Radiograficamente houve redução da área sugestiva de OM nos animais tratados com AU (p=0,015) e a maior dose de AU reverteu o percentual de lacunas de osteócitos inviáveis (p=0,007). O tratamento com AU mostrou redução significante do número de células inflamatórias polimorfonucleares (p<0,001), percentual de osteclastos apoptóticos (p<0,001) e número de células inflamatórias mononucleares (p<0,001).
O tratamento com AU se mostra promissor na redução da severidade da OM induzida por AZ.
PI0027 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 13

Prevalência de lesões em língua
Pasetto JJ, Batistella EA, Gondak R, Rivero ERC, Silva CAB
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi realizar um levantamento epidemiológico das lesões localizadas em língua diagnosticadas em um Laboratório de Patologia Bucal. O levantamento de dados foi feito através das fichas de biópsia e laudos histopatológicos das lesões no período entre 2006 e 2021. As lesões localizadas na língua corresponderam a 11,77% (n=505) de todos os casos diagnosticados no período. Estas foram mais frequentes na faixa etária entre 50 e 69 anos (41,38%) e apresentaram uma prevalência discretamente maior no sexo feminino (46,53%) do que no masculino (46,13%). Quanto a localização, a maior parte estava situada em bordo lateral (n=189, 37,42%), seguido por dorso (25,74%) e ápice lingual (17,82%). As lesões reativas foram as mais prevalentes (35,64%), depois as condições epiteliais potencialmente malignas (22,77%) e as neoplasias malignas (11,88%). A condição mais prevalente foi a hiperplasia fibrosa focal (11,08%), seguida do carcinoma epidermoide (10,89%), fibroma de células gigantes (8,91%), hiperceratose e acantose (6,73%) e papiloma escamoso oral (6,53%).
Conclui-se que as lesões na língua representaram uma parcela considerável de todas as lesões diagnosticadas pelo laboratório. Além disso, é importante que este sítio seja minuciosamente examinado, tendo em vista a alta prevalência de condições epiteliais potencialmente malignas e do carcinoma epidermoide, sendo fundamental o diagnóstico precoce destas lesões para a maior chance de cura e melhor prognóstico do paciente.