Relação do posicionamento da língula e forame da mandíbula em adolescentes: Estudo piloto realizado com imagens de TCFC
Veiga RSAM, Ocampo TSC, Passos PF, Souza IPR, Primo LG, Guedes FR, Visconti MA
Odontologia Preventiva e Comunitária - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Tentando reduzir injúrias ao nervo alveolar inferior durante o bloqueio anestésico, o objetivo foi avaliar a posição da língula e do forame da mandíbula, em adolescentes com dentições mista e permanente, por Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC). Dez exames foram analisados bilateralmente. Nas reconstruções sagitais determinou-se a posição da língula em relação ao ramo, à incisura e à base da mandíbula. O ângulo goníaco (GO) foi classificado em alto (>125°) ou baixo (<125°). Obteve-se as alturas da língula em relação ao forame e ao plano oclusal; e a altura entre o forame e o plano oclusal. Em 80% dos pacientes com dentição mista o forame situava-se abaixo do plano oclusal, já na dentição permanente 60%. A altura da língula em relação ao plano oclusal foi maior em meninos na dentição mista, e em meninas na permanente. Já em relação ao forame, a altura foi maior em meninas na dentição mista, e sem diferenças entre os gêneros na permanente. As médias das distâncias às bordas do ramo foram maiores na dentição permanente. As alturas entre língula, forame e plano oclusal, foram proporcionais nas dentições. Pacientes em dentição permanente apresentam maior assimetria (45% com discrepância maior que 2mm). A maior variação foi para a distância entre língula e borda inferior do ramo. A média GO foi maior na dentição mista (128,7º). A língula e o forame da mandíbula deslocam-se de forma coincidente, e em relação ao plano oclusal, no sentido vertical, durante a adolescência, devendo o clínico estar atento às variações anatômicas durante o manejo do paciente em fase de crescimento.PI0007 - Painel Iniciante
Área:
7 - Imaginologia
Análise antropométrica da mandíbula utilizando tomografia computadorizada como determinante do dimorfismo sexual
Canuto VSR, Jesus JOM, Alves-Junior SM, Ayres L, Tuji FM
Odontologia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O processo de identificação humana na área forense é fundamental em várias circunstâncias, destacando-se os acidentes e tragédias em massa. A odontologia legal desempenha um papel importante nesse meio, com o uso de modernas tecnologias como a tomografia computadorizada de feixe cônico para a investigação de parâmetros determinantes na identificação do sexo. O presente artigo teve como objetivo analisar se é possível identificar o sexo dos pacientes a partir da mandíbula, analisando padrões morfológicos e morfométricos predominantes no sexo masculino e feminino. Esta pesquisa utilizou uma amostra de 100 tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) sendo 50 masculinas e 50 femininas. As TCFC foram analisadas no software RadiAnt DICOM® na ferramenta 3D, visualizando três padrões morfológicos e nove padrões morfométricos. Com resultados de quase 100% de acurácia, esse estudo revela que é possível a identificação do dimorfismo sexual através de mandíbulas. Os padrões morfológicos formato do queixo, marcação do músculo e reflexo gonial revelaram um dimorfismo sexual acentuado. As análises morfométricas da mandíbula aferidas em diferentes locais e suas combinações revelaram resultados satisfatórios e podem ser usados na identificação do dimorfismo sexual. Dessa maneira, os resultados deste trabalho obtidos em uma amostra brasileira poderão ser uma ferramenta útil na prática pericial em diagnósticos e reconhecimentos do sexo do indivíduo na área forense. (Apoio: CNPq N° PR32912019)