Efeito de terapias comportamentais para o bruxismo em vigília em pacientes com dor miofascial: Ensaio clínico controlado randomizado
Câmara-Souza MB, Figueredo OMC, Bracci A, Manfredini D, Rodrigues Garcia RCM
Programa de Pós-graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
This clinical trial aimed to evaluate the influence of interventions to control awake bruxism (AB) on psychological factors, quality of life, and pain levels in patients with myofascial pain of jaw muscles. Thus, 90 volunteers with self-reported AB and myofascial pain were randomly divided into 3 groups (n = 30) that received biofeedback training (BFB), ecological momentary intervention (EMI), or no intervention (control). All variables were assessed before and after 30 and 90 days of interventions. Anxiety and depression were evaluated by the Hospital Anxiety and Depression Scale, while stress sensitivity was measured by the Perceived Stress Scale and quality of life by the WHOQOL-brief instrument. Masseter muscle activity was measured by electromyography, and pain levels were obtained by a visual analog scale and pressure pain threshold (PPT). Data were analyzed by two-way repeated-measures ANOVA (α=.05). Psychological outcomes and quality of life had a significant time-effect (P<.05), but no group differences (P>.05). The number of AB episodes was reduced after 30 of BFB and EMI interventions, with a persistent decrease for the EMI group through the 90-day evaluation. Likewise, participants receiving interventions presented lower scores for self-reported pain over the time-points (P<.05), and the PPT increased after 30 and 90 days, with higher improvements in the EMI group. Therefore, behavioral therapies reduced AB episodes and pain. Consequently, the interventions had positive impacts on participants' quality of life. (Apoio: FAPs - FAPESP N° 2017/23429-3 | CAPES N° Código de Financiamento 001)LHC012 - Prêmio LAOHA-Colgate de Apoio à Pesquisa Clínica
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Utilização do peróxido de hidrogênio como tratamento auxiliar para COVID-19: Um ensaio clínico randomizado duplo-cego
Di-Domênico MB, Collares KF, Santos RB, Lenz U, Antunes VP, Godinho VW, Cesca H, Corazza PH
Programa de Pós Graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar a eficácia do peróxido de hidrogênio (H2O2) como solução para gargarejo e spray nasal no alívio dos sintomas da COVID-19. Foram incluídos pacientes positivos para SARS-CoV-2, tratados em leitos clínicos ou em casa. Familiares não positivos dos pacientes também foram incluídos no estudo (desfecho secundário). Os pacientes foram randomizados em 2 grupos: experimental (n = 97) (gargarejo com H2O2 1%, e spray nasal com H2O2 0,5%) e controle (n = 96). As soluções foram usadas por 7 dias. Os membros da família receberam o mesmo tratamento que o paciente tratado. Os pacientes foram contatados a cada 2 dias durante 8 dias, e questionados sobre os sintomas e efeitos adversos. Os familiares foram submetidos a testes rápidos 8 dias após o final do tratamento. Os sintomas mais frequentes no dia 0 foram tosse, perda do paladar e hiposmia. Esses três sintomas, somados à dor de garganta e febre, não apresentaram diferença entre os grupos do estudo, independente do período. O sintoma dificuldade para respirar apresentou significância entre os dias 2 e 4 (p = 0,04). Entre os familiares, 86% não tinham anticorpos, 2,3% tinham anticorpos IgG e 11,6% tinham infecção ativa: 4 do grupo experimental e 6 do grupo controle. Os efeitos adversos mais frequentes para o grupo H2O2 foram ardor na garganta e nariz. Em conclusão, o H2O2 não é eficaz para o alívio dos sintomas de pacientes com COVID-19 e está associado a relatos de efeitos adversos transitórios. (Apoio: CAPES)