Sobrevida de restaurações minimamente invasivas em molares afetados pela Hipomineralização de Molares e Incisivos
Farias AL, Restrepo MR, Rojas-Gualdron DF, Bussaneli DG, Mejía JD, Santos-Pinto L
Morfologia e Clínica Infantil - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O tratamento de molares severamente afetados pela Hipomineralização de Molares e Incisivos (HMI) é um desafio clínico principalmente quando se deseja longevidade e uma abordagem conservadora. O objetivo deste estudo retrospectivo foi avaliar a sobrevida de restaurações minimamente invasivas com coroa de aço (CA) ou resina composta (RC) em primeiros molares permanentes afetados pela HMI bem como; alterações na sobremordida durante 24 meses. Foram avaliadas as histórias clínicas de 61 pacientes que receberam restaurações de RC e 54 de CA, aos 1, 6, 12 e 24 meses. Foram utilizados modelos paramétricos de sobrevida para dados censurados por intervalo e a comparação entre a sobrevida de CA e RC foi realizada por meio da função Hazard Ratio com intervalo de confiança de 95%. O modelo linear generalizado ajustado foi utilizado para a comparação da diferença média de sobremordida entre CA e RC ao longo do tempo e expressos em porcentagem. A sobrevida das CA aos 24 meses foi de 94,4% e para a RC 49,2%. Esta diferença foi influenciada pela presença de restauração prévia (HRa=3,4; IC95%: 1,2, 9,4) e envolvimento de cúspide (HRa= 4,0; IC95%: 1,5; 11,2). Imediatamente após cimentar a CA, o trespasse vertical se torna negativo (-8,3%; IC95%: 9,48%; 7,17%) e em um mês não foi observada diferença estatisticamente significante com a RC. Conclui-se que as restaurações de CA realizadas sob os princípios de mínima intervenção apresentaram maiores taxas de sobrevida ao longo de 24 meses quando comparada com RC e as alterações na sobremordida vertical para este tipo de restauração é temporária. (Apoio: CAPES N° 001)