RESUMOS APROVADOS

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AO0156 - Apresentação Oral
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 14

Baixa densidade mineral óssea está associada à periodontite grave ao final da segunda década de vida: estudo de base populacional
Costa SA, Ribeiro CCC, Oliveira KR, Casarin RCV, Thomaz EBAF, Souza SFC
Pós Graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Déficit de massa óssea no período de pico em jovens prediz a osteoporose no futuro, entretanto ainda é desconhecido se este déficit também estaria associado a periodontite grave em jovens. Assim, este estudo avaliou a associação entre baixa densidade mineral óssea (DMO) e periodontite grave no final da segunda década de vida, idade de pico de massa óssea. Este estudo de base populacional analisou 2.032 jovens (18-19 anos) participantes da coorte RPS, São Luís. Baixas DMO da coluna lombar (DMO-CL, Z-score≤ -2) e do corpo inteiro (DMO-CI, Z-score≤ -1,5) foram avaliadas por densitometria de dupla emissão de raios-X (DEXA). Os desfechos foram a periodontite grave (classificação atual-EFP) e a extensão da doença periodontal: proporções de dentes afetados por CAL≥5mm e profundidade de sondagem (PD) ≥5mm. Os modelos teóricos foram ajustados progressivamente por sexo, nível de educação, renda familiar, risco de dependência de álcool, tabagismo e índice de massa corporal, e estimados em modelos de regressão de Poisson (razões de média -RM). Baixa DMO foi associada à periodontite grave em todas as análises, sendo no modelo final a RM = 1,63 (IC 1,21-2,20, p = 0,001) para o corpo inteiro e RM = 1,28 (IC 1,09-1,50, p = 0,002) para a coluna lombar. Baixas DMO-CL e DMO-CI também foram associadas a uma maior extensão da periodontite (p<0,05), mostrando a consistência desses achados.
A osteoporose aumentou com a gravidade da periodontite na fase de pico de massa óssea em jovens, sendo crucial investigar a perda mineral óssea na etiopatogenia da periodontite.
(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  FAPs - FAPEMA)
AO0157 - Apresentação Oral
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 14

Impacto da suplementação alimentar com eriocitrina sobre a inflamação periodontal induzida por lipopolissacarídeo
Carvalho JS, Ramadan D, Gonçalves VP, Maquera-Huacho PM, Pelegrin AF, Bione FTSC, Cesar TB, Spolidorio LC
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As reações imunoinflamatórias que acometem os tecidos periodontais, em resposta aos componentes do biofilme dental, deflagram importantes alterações estruturais e bioquímicas. Aventa-se a hipótese que mudanças nos padrões alimentares melhoraram tanto a imunidade inata quanto a adaptativa. Investigamos se a suplementação alimentar com eriocitrina (Erioc; flavonoide cítrico) altera o curso da resposta inflamatória em um modelo de doença periodontal (DP). Camundongos receberam por 60 dias dieta padrão ou dieta suplementada com Erioc. A DP foi induzida por injeções de lipopolissacarídeo (LPS) no tecido gengival. Naproxeno (NPx) foi utilizado como controle positivo. A capacidade dos compostos em modular a resposta inflamatória foi avaliada através da análise histopatológica; quantificação de IL-1β, TNF-α e IL-10 e avaliação da atividade de mieloperoxidase (MPO) e peroxidase eosinofílica (EPO). O estresse oxidativo foi avaliado pela mensuração de malondialdeído (MDA) e atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx). NPx e Erioc diminuíram o afluxo de células inflamatórias e a atividade de MPO e EPO. Erioc inibiu a síntese de IL-1β, TNF-α e aumentou IL-10, enquanto NPx aumentou IL-1β e não interferiu na produção de IL-10 e TNF-α. Além disso, ambos compostos aumentam a atividade de SOD, CAT e GPx e diminuíram o conteúdo de MDA.
Esses resultados permitiram concluir que a Erioc exibiu potente propriedade anti-inflamatória e antioxidante com substancial redução dos danos causados pela injeção de LPS.
(Apoio: FAPESP  N° 2018/12260)
AO0160 - Apresentação Oral
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 10/09 (Sexta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 14

Gengivectomia com laser de alta potência para correção do sorriso gengival resultante de erupção passiva alterada - estudo piloto
Silva DFB, Freitas GA, Leite LLCC, Araujo FRC, Figueiredo RLQ, Pereira JV, Melo DP, Gomes DQC
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste trabalho foi comparar a eficácia entre as técnicas cirúrgicas de gengivectomia com laser de alta potência (LAP) e gengivectomia convencional para correção de sorriso gengival (SG) decorrente de erupção passiva alterada (EPA). Tratou-se de um estudo piloto de um ensaio clínico controlado, não-randomizado, do tipo boca dividida. Foram selecionados, por conveniência, seis sujeitos após realização do diagnóstico de SG com etiologia associada à EPA. Para a realização do procedimento de gengivectomia convencional e utilizando o laser de diodo (808 nm, 2 W, em modo contínuo), os seis dentes anteriores superiores foram divididos em dois grupos (Controle (GC) - #11, #12, #13 e Teste (GT) - #21, #22, #23). Foram feitas as análises do sangramento intraoperatório e níveis de dor e reparação tecidual pós-operatórias. A análise do padrão térmico foi realizada utilizando termografia infravermelha. O nível de significância foi fixado em p < 0,05. Não houve sangramento intraoperatório nos GTs (p = 0,002). O CG apresentou uma reparação tecidual significativamente melhor que o GT no 14º dia pós-operatório (p = 0,004). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas quanto ao nível de dor pós-operatória entre os grupos (p > 0,05). Em relação à análise termográfica, também não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas (p > 0,05).
A gengivectomia com LAP foi mais eficaz, no que diz respeito à ausência de sangramento intraoperatório, enquanto que a técnica convencional promoveu uma reparação tecidual melhor.