Protocolos para higienização de próteses totais em pacientes hospitalizados: um estudo clínico randomizado controlado
Gomes ACG, Maciel JG, Garcia AAMN, de Azevedo-Silva LJ, Ribeiro GA, Porto VC, Klein MI, Neppelenbroek KH
Prótese Dentária e Periodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliou-se a eficácia antimicrobiana de 17 protocolos de higienização de próteses totais superiores (PTS) de pacientes hospitalizados. PTS (N=340) foram aleatoriamente higienizadas por um dos protocolos testados antes do enxague em água por 3 min (n=20): escovação com água destilada, dentifrício ou sabonete líquido (controles); imersão em hipoclorito de sódio a 1%, 1 ou 2 pastilhas de peróxido alcalino, digluconato de clorexidina a 0,12% ou 2%, ou irradiação por micro-ondas (650 W/3 min), combinados ou não à escovação com água. Antes e após a aplicação dos protocolos, o biofilme protético foi corado para o cálculo de redução percentual (ImageJ) e culturas microbiológicas quantitativas das PTS foram obtidas (UFC/mL). Os dados foram submetidos aos testes de Wilcoxon e Kruskal-Wallis (α=5%). Todos os protocolos testados resultaram em redução significativa do percentual de biofilme protético e dos microrganismos viáveis nas culturas das PTS (P<0,05). Comparativamente, a maior redução das medianas de log10 UFC/mL e do percentual de biofilme foi observada nos grupos que usaram hipoclorito de sódio e clorexidina a 2% (P<0,05), independentemente da associação à escovação (P>0,05). Os fatores gerais do paciente e locais da PTS envolvidos com o biofilme protético não interferiram na efetividade dos protocolos testados (P<0,05). A simples imersão das PTS em hipoclorito de sódio a 1% ou digluconato de clorexidina a 2% pode ser uma alternativa efetiva para a redução do biofilme protético em pacientes hospitalizados, prevenindo infecções respiratórias via prótese. (Apoio: CAPES N° 001 | PIBIC/CNPq N° 119586/2019-3; 167376/2019-5 | FAPESP N° 2017/07314-1; 2019/11013-2 )