RESUMOS APROVADOS

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AO0029 - Apresentação Oral
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 15

Desempenho de discos poliméricos funcionalizados por células tronco de polpa dentária humana na angiogênese
Oliveira NK, Prado FCR, Ferraz EP, Corrêa L, Deboni MCZ
Cirurgia e Traumatologia Bucomaxiofacial - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A engenharia de biomateriais tem um papel importante no desenvolvimento de estruturas que forneçam um ambiente favorável de proliferação e diferenciação celular para neoformação óssea. O sucesso na substituição de tecidos depende da adequada angiogênese. O objetivo foi verificar o desempenho de discos de poli ε-caprolactona/polirotaxano carregado por células tronco de polpa dentária humana (hDPSC) na angiogênese em um ensaio em membrana corioalantóica (MCA). As hDPSCs foram cultivadas por 14 dias e depois de semeadas (1x104) sobre discos poliméricos foram implantadas sobre MCA no 7º dia embrionário de ovos de galinha fertilizados em 4 grupos experimentais: hDPSCs em meio clonogênico; ou em meio mineralizante; um controle positivo com apenas HDPSCs e um grupo controle negativo sem intervenção. No 14º dia embrionário imagens digitais foram avaliadas em macroscopia para quantidade de vasos e intersecções vasculares e após a MCA foi removida para microscopia da quantidade, diâmetro e área de formações vasculares. Os dados foram submetidos a teste de Kruskal Wallis com significância de 5%. Houve um aumento significativo do número de vasos e intersecções na presença do conjunto disco polimérico e células. Houve maior (p=0.018) área de aberturas vasculares quando a blenda estava presente mesmo sem hDPSCs.
A blenda polimérica estimula a angiogênese quando funcionalizada por células tronco.
AO0031 - Apresentação Oral
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 15

Regeneração de defeitos ósseos: efeito de injeções locais combinadas de células-tronco mesenquimais da medula óssea e do tecido adiposo
Barbosa ACL, Freitas GP, Tótoli GGC, Adolpho LF, Weffort D, Beloti MM, Rosa AL
Cirurgia Buco Maxilofacial e Periodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A terapia celular, principalmente utilizando células-tronco mesenquimais da medula óssea (CTMs-MO) e do tecido adiposo (CTMs-TA), é uma das estratégias para tratamento de defeitos ósseos. Considerando que as CTMs-MO apresentam maior comprometimento com a diferenciação osteogênica e as CTMs-TA, com a angiogênica e que ambos os processos são relevantes na regeneração óssea, nossa hipótese é que a terapia celular combinando CTMs-MO e CTMs-TA induz maior formação óssea. CTMs foram obtidas de medula óssea e de tecido adiposo, cultivadas e caracterizadas por imunofenotipagem por citometria de fluxo. Foram criados defeitos de 5mm de diâmetro em calvária de ratos e após 2 semanas injetadas localmente as combinações de CTMs-MO:CTMs-TA (1:1, 1:3 e 3:1), CTMs-MO, CTMs-TA ou PBS sem células. Após 8 semanas, o tecido ósseo formado foi avaliado por microtomografia e histologia. Os dados foram comparados por ANOVA e teste de Tukey (p≤ 0,05). Ambas as culturas apresentaram perfil imunofenotípico característico de CTMs. A combinação 3:1 foi a mais efetiva em aumentar a formação óssea como comprovado pelos parâmetros microtomográficos volume ósseo, volume ósseo/volume total, superfície óssea, número de trabéculas, densidade mineral óssea e separação trabecular. A análise histológica confirmou que os defeitos ósseos estavam quase completamente reparados quando tratados com a combinação 3:1.
O efeito sinérgico entre CTMs-MO e CTMs-TA, cujos mecanismos necessitam ser desvendados, representa avanço na utilização de CTMs para a regeneração do tecido ósseo.
(Apoio: CAPES  |  FAPs - Fapesp)
AO0032 - Apresentação Oral
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 15

Padrão dos traumatismos maxilo-faciais e fatores associados: um estudo exploratório de 8 anos
Porto DE, Cavalcanti AL, Andrade ESS
Programa de Pós Graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta pesquisa se propôs a analisar o padrão dos traumatismos maxilo-faciais (TMFs) em hospitais de referência no Nordeste do Brasil. O estudo foi transversal com 30.325 prontuários de pacientes com TMF atendidos entre 2011 e 2019. Realizou-se análise de regressão múltipla para estimar a razão de prevalência (RP), com intervalo de confiança de 95% (95%IC) e nível de significância p≤ 5%. Pacientes de 41 a 60 anos (RP=1,99; 95%IC=1,26-3,18; p<0,001), vítimas de acidentes de trânsito (RP=2,41; 95%IC=2,07-2,81; p<0,001), com fratura de mandíbula (RP=52,6; 95%IC=30,5-90,8; p<0,001), tiveram maior tempo de internação. Pacientes de 0 a 20 anos (RP=0,91; 95%IC=0,85-0,97; p=0,003), vítimas de agressão física (RP=0,77; 95%IC=0,75-0,79; p<0,001), com fratura de terço médio (RP=142,4; 95%IC=74,2-273,3; p<0,001), submetidos à redução cruenta (RP=31,6; 95%IC=16,5-60,7; p<0,001), tiveram maiores custos. Pacientes do sexo masculino (RP=4,42; 95%IC=3,37-5,78; p<0,001), vítimas de acidentes de trânsito (RP=0,37; 95%IC=0,23-0,61; p<0,001), sofreram TMFs de maior severidade (FISS ≥ 3). O consumo de bebida alcoólica, o não uso de equipamento de proteção individual e o período de ocorrência (feriados ou finais de semana), contribuíram estatisticamente para o aumento do tempo de internação, custos e severidade dos TMFs.
Estratégias precisam ser adotadas para entender os fatores associados aos TMFs como a realocação de recursos para melhorar os serviços e a vigilância em rodovias, bem como a implementação de políticas e programas de prevenção direcionados a este público.
(Apoio: CAPES)