O perfil epigenético e transcricional individual está relacionado à aquisição de fenótipo osteogênico distinto em células mesenquimais
Ferreira RS, Assis RIF, Racca F, Françoso BG, Feltran GS, Zambuzzi WF, Silva RA, Andia DC
Programa de Pós Graduação - Doutorado - UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
As células mesenquimais do ligamento periodontal (PDLCs) apresentam alto (h-) e baixo (l-) potencial osteogênico, influenciando nos resultados clínicos de regeneração tecidual. Neste estudo, investigamos o impacto do perfil epigenético e transcricional individual de h- e l-PDLCs no potencial osteogênico. A (hidroxi)metilação global do genoma e de genes específicos, expressão gênica e imunofluorescência foram realizadas em ambas as PDLCs nos grupos DMEM (não induzido à osteogênese - basal) e OM (induzido - 3º e 10º dias de diferenciação osteogênica) in vitro. Os resultados mostraram perfil epigenético global distinto entre as PDLCs, com maiores diferenças no 10º dia de OM, e maiores concentrações de sondas diferencialmente metiladas em corpo de gene, íntron e open sea (3º dia), aumentando em TSS200 e regiões insulares, aos 10 dias, em DMEM. Em consonância, os perfis transcricionais entre h- e l-PDLCs também foram distintos no basal. l-PDLCs demonstraram níveis mais elevados de transcritos para NANOG/OCT4/SOX2, BAPX1, DNMT3A, TET1/3, e mais baixos de RUNX2, confirmados por imunofluorescência. Após a indução osteogênica, o perfil transcricional distinto dos genes de multipotencialidade foi mantido entre as PDLCs. Em l-PDLCs, a anti-correlação entre metilação do DNA e expressão de RUNX2 e NANOG indica que este mecanismo epigenético pode modular ambos os genes. Perfis epigenético e transcricional individuais têm impacto significativo na aquisição do fenótipo osteogênico em células mesenquimais. (Apoio: FAPs - Fapesp N° 2017/07944-5 | FAPs - Fapesp N° 2017/12158-9 | FAPs - Fapesp N° 2019/01727-8)AO0026 - Apresentação Oral
Área:
1 - Biologia craniofacial
Efeito de células-tronco mesenquimais do ligamento periodontal com alto e baixo potencial osteogênico na regeneração do tecido ósseo
Adolpho LF, Lopes HB, Weffort D, Assis RIF, Ruiz KGS, Andia DC, Rosa AL, Beloti MM
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O ligamento periodontal é fonte de células-tronco mesenquimais (MSCs) com diferentes potenciais osteogênicos, que podem ser empregadas na terapia celular para regenerar o tecido ósseo. O objetivo desse estudo foi avaliar a capacidade de MSCs derivadas do ligamento periodontal com alto e baixo potencial osteogênico (AP e BP), bem como da mistura de ambas, para regenerar tecido ósseo. Células AP e BP foram cultivadas em meio osteogênico por até 21 dias e caracterizadas in vitro (n=5) por meio da atividade de fosfatase alcalina (ALP) e formação de matriz mineralizada. Defeitos de 5 mm foram criados na calvária de ratos (n=12) e tratados com injeção local de 5x106 células AP, BP e AP+BP (1:1) ou PBS (veículo). Após 4 semanas, o osso formado foi avaliado por micro CT, análise histológica e PCR em tempo real. As células AP apresentaram maior atividade de ALP (p=0,001), sem diferença na formação de matriz mineralizada (p=0,157). O volume ósseo foi semelhante entre os grupos tratados com células (p=0,872; 0,639; 0,978) e maior que PBS (p=0,001). Todos os grupos apresentaram aspectos histológicos semelhantes, com osso neoformado em diferentes estágios de maturação. A expressão gênica de Runx2, Alp, Ocn, Vegfa e Rankl foi maior no tecido formado nos defeitos tratados com células AP comparados com os demais grupos (p=0,001). Em conjunto, os dados demonstraram que, independentemente dos diferentes potenciais osteogênicos, MSCs derivadas do ligamento periodontal induzem formação óssea semelhante e têm potencial para serem empregadas na terapia celular para regenerar tecido ósseo. (Apoio: FAPs - Fapesp N° 2019/10076-0)