Confiabilidade e distribuição de tensões em implantes cone morse friccional como ancoragem para coroas unitárias
Ribeiro MCO, Gomes RS, Vargas-Moreno VF, Bergamo E, Bonfante EA, Cury AAB, Machado RMM
Prótese e Periodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O uso de implantes dentários com conexão cone morse puramente friccional (CMF) tem crescido nos últimos anos. Entretanto, a confiabilidade e a distribuição de tensões comparando o CMF e o sistema cone morse convencional (CMC) ainda não foi investigada. Neste estudo comparou-se a confiabilidade e a distribuição de tensões entre os sistemas CMF e CMC. A confiabilidade foi avaliada por meio do teste de fadiga acelerada progressiva (SSALT), para isso 63 implantes e abutments foram divididos em 3 grupos (n=21) de acordo com o tipo de abutment: CMC-S (sólido), CMC-PP (parafuso passante) e CMF. Em seguida, a curva de probabilidade de Weibull e a confiabilidade foram calculadas para uma missão de 50.000 ciclos em 50, 100 e 150N. Também foi avaliado a distribuição de tensões pela análise de elementos finitos aplicando-se uma carga de 50N no bordo incisal à 30°, e a tensão de von Mises (σvM) foi calculada para implante, abutment e parafuso quando presente. Todos os grupos apresentaram alta confiabilidade (acima de 97%) à 50N. Entretanto, à 100N o CMF apresentou 99% de confiabilidade, sendo significativamente superior aos grupos CMC-S 94% e CMC-PP 95%. A σvM do CMF foi de 584,54 Mpa no abutment e 138,6 MPa no implante; já o CMC-S, 211,15 Mpa no abutment e 351,21 MPa no implante; e o CMC-PP, 335,58 MPa no abutment, 230,4 MPa no parafuso e 330,92 MPa no implante. Ambos os sistemas apresentam alta confiabilidade em cargas clinicamente relevantes para dentes anteriores. Destaca-se que o CMF mostrou a menor probabilidade de falha a 100N, e a maior concentração de tensões, principalmente no abutment. (Apoio: CAPES N° 001)AO0022 - Apresentação Oral
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Revestimento multifuncional responsivo à luz: estratégia combinada de fotocatálise e fotodinâmica para a redução de biofilme em titânio
Nagay BE, Dini C, Cordeiro JM, Costa RC, Santos AB, Gomes BPFA, Cruz NC, Barão VAR
Prótese e Periodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Neste estudo, revestimento fotocatalítico na superfície de discos de titânio (Ti) foi sintetizado via plasma eletrolítico de oxidação (PEO) a fim de avaliar suas propriedades superficiais e tribológicas, além de investigar se tal revestimento poderia potencializar a redução microbiana mediada por terapia fotodinâmica antimicrobiana (TFDa). Revestimentos de TiO2 e TiO2 dopado com bismuto (Bi-TiO2) foram sintetizados via PEO. Ti polido foi utilizado como controle. Morfologia, composição química, rugosidade, molhabilidade, cristalinidade, comportamento tribológico, atividade fotocatalítica (AF) e biocompatibilidade (fibroblastos) foram analisadas. Para investigar a resposta microbiológica in vitro, o efeito das superfícies na TFDa mediada pelo azul de metileno em diferentes tempos de irradiação (0, 1 e 5 min; LED 105 W) na viabilidade microbiana foram testadas em biofilme polimicrobiano (24 h, modelo microcosmo). Dados foram analisados estatisticamente (α=0,05). PEO produziu revestimentos de TiO2 cristalino com melhor desempenho tribológico, além de maior rugosidade e hidrofilicidade que o controle (p<0,05). Bi-TiO2 não foi citotóxico e potencializou a redução microbiana mediada por TFDa (p<0,05) por apresentar AF na região visível. A irradiação durante 1 min exibiu semelhante redução microbiana que 5 min (p>0,05). Revestimento responsivo à luz é uma estratégia biocompatível promissora como superfície para implantes dentários e para o controle de infecções peri-implantares por potencializar a redução microbiana mediada por TFDa. (Apoio: FAPs - FAPESP N° 2019/17238-6 | CNPq N° 116555/2019-0 | CAPES N° Código 001 )