Cárie como fator de risco para uma pior performance mastigatória em adolescentes: um estudo longitudinal de sete anos
Souto-Souza D, Ramos-Jorge ML, Duarte-Rodrigues L, Santos HC, Primo-Miranda EF, Mota-Veloso I, Ramos-Jorge J
Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar se a cárie é um fator de risco para uma pior performance mastigatória em adolescentes. Este foi um estudo longitudinal realizado com 324 adolescentes entre 13 a 19 anos em 2019 (follow up), que foram avaliados inicialmente em 2012 (baseline), na cidade de Diamantina/Brasil. A avaliação da cárie dentária foi realizada nos dois momentos de coleta de dados, pelo índice CPO-D e ceo-d, e foi categorizada seguindo a ordem: sem cárie em ambos os momentos, com cárie apenas no baseline, com cárie apenas no follow up e com cárie nos dois momentos. No follow up foi realizado avaliação clínica bucal de má oclusão pela Classificação de Angle e o número de unidades mastigatórias (dentes posteriores ocluindo). Um questionário sobre idade, sexo e hábitos bucais deletérios (roer unhas e morder objetos) foi preenchido. Todas as avaliações foram realizadas por dois examinadores calibrados para as condições clínicas bucais (kappa> 0,80). A performance mastigatória foi medida pelo tamanho mediano das partículas trituradas (X50) após 20 ciclos de mastigação do material de teste Optocal. A análise dos dados foi utilizada com Regressão Linear Simples e Múltipla, e um nível de confiança estabelecido em 95%. O valor do X50 dos adolescentes foi de 2.68mm. Manteve-se associada a uma pior performance mastigatória a cárie (B= +0.11; p=0.04); má oclusão (B=+0.16; p=0.01) e unidades mastigatórias (B= -0.13; p<0.01). Conclui-se que a cárie dentária é um fator de risco para uma pior performance mastigatória em adolescentes. (Apoio: FAPs - FAPEMIG)AO0003 - Apresentação Oral
Área:
4 - Odontopediatria
Comparação da eficácia de instrumentação entre lima manual, mecanizada e mecanizada odontopediátrica em molares decíduos prototipados
Souza BK, Garrido BDTM, Alcalde MP, Duarte MAH, Cruvinel T, Machado MAAM, Oliveira TM, Lourenço-Neto N
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo in vitro foi comparar a eficácia da instrumentação das limas rotatórias odontopediátricas Sequence Baby File - SBF, com as limas Sequence Rotatory File - SRF e com as limas K manuais, na qualidade, tempo de preparo e desgastes das paredes dos canais radiculares de protótipos de polímero resinoso de molares decíduos. Para isso, 30 espécimes foram confeccionados a partir de imagens digitais obtidas do escaneamento de um dente 75. A amostra foi escaneada pelo sistema de microCT e dividida em 3 grupos: instrumentação com limas K, limas SBF e limas SRF. Um único operador treinado preparou todos os canais radiculares. O tempo de preparo biomecânico foi cronometrado. Um novo escaneamento pós-preparo foi realizado, as imagens alinhadas às iniciais e uma mensuração padronizada foi feita. A análise estatística envolveu teste de Kolmorov-Smirnov, ANOVA, Tukey, Kruskal-Wallis e Dunn, com nível de significância de 5% (p <0,05). Os instrumentos rotatórios apresentaram transporte dos canais semelhantes entre si e maiores que as limas K nos terços médios. A SRF removeu mais resina no terço médio de todos os canais radiculares do que a SBF e as limas manuais. O tempo de instrumentação foi melhor com as limas mecanizadas em comparação as limas K. As limas rotatórias exigiram menor tempo de instrumentação e apresentaram bons resultados em relação ao desvio dos canais. Entre elas, a Sequence Baby File apresentou menor desgaste das paredes radiculares, indicando ser uma alternativa viável para tratamento endodôntico de molares decíduos. (Apoio: CAPES N° 88887.356561/2019-00)AO0006 - Apresentação Oral
Área:
4 - Ortodontia
Liberação de Bisfenol A de sistemas adesivos resinosos ortodônticos em pacientes com disjuntor de Haas: estudo in vivo
Prado VO, Nassur MEQ, Souza ID, Romano FL, Kuchler EC, Stuani MBS, Horta KOC, Matsumoto MAN
Odontopediatria / Ortodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A exposição ao Bisfenol A (BPA) pode resultar em alguns efeitos adversos, com risco à saúde de bebês, crianças e até mesmo adultos. Bebês e crianças apresentam maior potencial de risco de acordo com pesquisas atuais. Foi estabelecido uma Dose Diária Tolerável de 0,05mg de BPA/kg de peso corporal. O objetivo deste estudo foi avaliar a liberação de BPA de sistemas adesivos resinosos ortodônticos, in vivo. Foram avaliados 25 pacientes com mordida cruzada posterior tratados com Disjuntor de Haas modificado, que foi cimentado nos primeiros molares superiores com o adesivo ortodôntico para bandas Transbond Plus Light Cure Band e as estruturas metálicas, coladas às faces vestibulares e palatinas dos caninos e molares decíduos, totalizando 8 pontos, com compósito ortodôntico Transbond XT. Amostras de saliva foram coletadas em 5 tempos: antes da colagem, 30 minutos, 24 horas, 1 semana e após um mês. Os resultados foram descritos com os valores de média e desvio-padrão em ng.mL-1 e a diferença entre os períodos experimentais foi verificada por análise de variância (ANOVA one-way) e pós-teste de Tukey (p<0,05). A análise estatística foi realizada com o programa estatístic GraphPad Prism versão 5, com nível de significância de 5% (p<0,05). Os maiores níveis do BPA foram encontrados 30 minutos (70.32 ng/mL) após a colagem. Somente 30 dias após a instalação do aparelho, os níveis de BPA retornaram aos valores iniciais obtidos 30 minutos antes da instalação. Apesar do valor mais alto não ultrapassar a dose tolerável diária, houve um aumento significativo do BPA no organismo.