Emprego de compostos de prata em cariologia: revisão sistemática mapeando o interesse, indicações e protocolos utilizados
Haibara KN, Castelo-Branco CMC, Ferreira FR, Mattos Silveira J, Mendes FM, Imparato JCP, Raggio DP, Braga MM
Ortodontia e Odontopediatria - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O surto do COVID-19 tende a provocar grandes mudanças na prática odontológica, dentre as quais o cirurgião-dentista deverá optar por procedimentos que minimizem a produção de aerossóis. Nesse cenário, compostos de prata se tornam uma boa alternativa para o tratamento de lesões cariosas. O objetivo desta revisão sistemática foi avaliar o panorama do uso desses compostos em Cariologia, bem como dos protocolos empregados em diferentes contextos. Uma busca bibliográfica foi realizada no PubMed até maio de 2020. Dois revisores realizaram a seleção dos trabalhos encontrados segundo critérios de elegibilidade. 54 estudos foram incluídos, sendo a maioria ensaios clínicos randomizados. As publicações variaram de 1972 a 2020, com o maior ocorrência após 2011. O composto mais investigado foi o diamino fluoreto de prata a 38%. China, Brasil e EUA são os países com mais publicações. A maioria dos estudos avaliam o tratamento em lesões de cárie avançadas (59,2%). Embora não haja padronização na metodologia do uso dos compostos de prata na odontologia e muitos estudos não relatem o protocolo usado com clareza (38,8%), reitera-se a não necessidade do uso de instrumentos rotatórios e, em cerca de 58,8% dos casos detalhados, a não utilização de lavagem posterior à aplicação, podendo ser uma opção viável para não criação de aerossóis. Concluímos que os compostos de prata vem tendo um interesse crescente na literatura, inclusive no Brasil e, embora seu protocolo de uso seja variável, parece ir de encontro às necessidades da Odontologia frente ao retorno das atividades pós-COVID. (Apoio: CAPES)RS043 - Painel Revisão Sistemática
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4 - Odontopediatria
Cinemática rotatória e reciprocante para preparo de canais radiculares de dentes decíduos: Revisão sistemática e meta-análise
Bonzanini LIL, Cavalheiro CP, Scherer MM, Pedrotti D, Bottezini PA, Lenzi TL, Casagrande L
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi comparar o efeito de sistemas mecanizados com cinemática rotatória ou reciprocante no preparo de canais radiculares de dentes decíduos. Uma ampla busca foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus e TRIP até fevereiro de 2020, a fim de identificar estudos in vitro relacionados à questão de pesquisa. Dois revisores selecionaram independentemente os artigos, extraíram os dados e avaliaram o risco de viés. Estimativas do efeito combinado foram expressas como a diferença das médias entre os sistemas com as diferentes cinemáticas, considerando dois desfechos: tempo de instrumentação (minutos) e extrusão de debris (miligramas). As meta-análises foram realizadas no RevMan 5.3, utilizando o modelo de efeitos randômicos (p<0,05). Dos 3.156 estudos potencialmente elegíveis, apenas 9 estudos foram selecionados para análise de texto completo e todos foram incluídos na revisão sistemática. Não houve diferença estatisticamente significante entre os sistemas mecanizados com cinemática rotatória ou reciprocante considerando extrusão de debris (p = 0,15) e tempo de instrumentação (p = 0,16). A heterogeneidade variou de moderada a alta. O risco de viés foi baixo na maioria dos estudos (48,9% de todos os itens nos estudos). Não há evidência científica que aponte a superioridade de sistemas mecanizados com cinemática rotatória ou reciprocante para preparo dos canais radiculares de dentes decíduos.RS045 - Painel Revisão Sistemática
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4 - Odontopediatria
Existe associação entre hiposalivação e cárie em pacientes jovens? Uma revisão sistemática da literatura
Letieri AS, Siqueira WL, Solon de Mello MA, Freitas-Fernandes LB, Valente AP, Souza IPR, Fidalgo TKS, Maia LC
Odontopediatria e Ortodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do presente trabalho foi verificar, através de revisão sistemática da literatura, se crianças, adolescentes e adultos jovens com hiposalivação são mais afetados pela cárie do que aqueles com fluxo salivar normal. O estudo foi previamente registrado no PROSPERO e conduzido de acordo com o PRISMA. A estratégia PECOS foi usada para definir tanto os critérios de elegibilidade quanto a estratégia de busca. Foram feitas buscas nas bases de dados PubMed, Web of Science, Cochrane Library, Scopus, LILACS/BBO e literatura cinzenta, sem restrições de idioma ou data de publicação, até janeiro de 2020. O risco de viés foi acessado usando a Escala de Newcastle-Ottawa e a força da evidência foi qualificada pela ferramenta GRADE. Foram encontrados 8579 estudos não duplicados. Destes, foram selecionados 10 artigos, sendo 5 transversais e 5 coortes, nos quais as taxas de fluxo salivar estimulado foram avaliadas em 1880 participantes. Apenas 2 estudos do tipo coorte, somando 160 participantes, observaram associação entre baixo fluxo salivar e presença de cárie dentária, enquanto os outros 8 artigos incluídos não encontraram essa associação. Verificou-se a presença de sério risco de viés nos estudos incluídos devido à alta heterogeneidade entre suas metodologias, principalmente entre os parâmetros usados para classificar a hiposalivação. A certeza geral da evidência foi classificada como baixa, tanto para estudos transversais quanto coortes. Não foi encontrada associação entre hiposalivação e cárie dentária em pacientes jovens, com baixa certeza das evidências. (Apoio: CAPES N° DS código 001)RS046 - Painel Revisão Sistemática
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4 - Odontopediatria
Prevalência dos sinais e sintomas e associações ao bruxismo do sono em crianças: Uma revisão-sistemática e meta-análise
Soares JP, Moro JS, Massignan C, Serra-Negra JMC, Cardoso M, Maia LC, Bolan M
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de sinais e sintomas e associações ao bruxismo do sono (BS) em crianças. Foi realizada busca estruturada nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, Cochrane Library, PsycInfo, LILACS, ProQuest Dissertations and Theses Database, Opengrey e Google Scholar. Dois autores selecionaram os estudos, extraíram os dados, avaliaram o risco de viés e a certeza de evidência (GRADE) independentemente. Meta-análise de proporção (MedCalc) e associação (RevMan) com efeito randômico, considerando intervalo de confiança de 95% e p<0,05. Foram incluídos 22 estudos com qualidade moderada. A prevalência do BS foi 33,65% (RC: 33,65, IC 95%: 25,79-42,00; p<0,001; I2 98,18) e do bruxismo em vigília (BV) foi 33.60% (RC: 33,60, IC 95%: 22,23-46,03; p=0,120; I2 58,50). Os sinais e sintomas mais prevalentes do BS foram faceta em canino (RC: 84,13, IC 95%: 78,13-89,32; p=0,248; I2 25,05), faceta dentária (RC: 73,76, IC 95%: 38,73-96,91; p<0,001; I2 97,62) dor de cabeça (RC: 52,85, IC 95%: 38,92-66,56; p<0,001; I2 93,65) e edentação em língua (RC: 13,85, IC 95%: 6,77-22,94; p=0,001; I2 85,29). Faceta dentária, dor de cabeça e edentação em língua estão associados ao BS, mas faceta dentária e dor de cabeça não foram fatores de risco para crianças com BS. A certeza da evidência é baixa e muito baixa. Entre os sinais e sintomas mais prevalentes em crianças com BS estão faceta dentária e dor de cabeça. Além disso, faceta dentária, dor de cabeça e edentação em língua estiveram associados ao BS. São necessários estudos com alta qualidade e certeza de evidência. (Apoio: Fapesc N° 001)RS047 - Painel Revisão Sistemática
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4 - Ortodontia
Desmineralização do Esmalte Dental durante o tratamento Ortodôntico
Souza HMM, Leal TP, Amorim MC, Navarro RS, Castro TES, Delgado IF, Ortolani CLF
UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Com a perda dos minerais duros do dente, iniciasse o processo de desmineralização e o principal fator causador dessa perda é a placa bacteriana que é composta principalmente de Streptococcus Mutans, Streptococcus Mitis Streptococcus Sobrinus e Lactobacillus. Os ácidos produzidos por essas bactérias diminuem os níveis de ph, dissolvem os minerais do esmalte, fazendo surgir uma mancha branca opaca criada na superfície do esmalte dental devido a porosidade formada na subsuperficie. Baseado nessas informações o trabalho teve como propósito mostrar quais as causas e o efeito desta desmineralização do esmalte dental durante o uso do aparelho ortodôntico por meio de uma revisão integrativa. Foram avaliados inicialmente 32 artigos e após os critérios de inclusão e exclusão foi selecionado 15 trabalhos, das bases de dados Periodicos Capes, Science Direct, Medline Pubmed, Lilacs, Cochrane Library e Lilacs. A análise dos dados foi realizada de forma descritiva. Os artigos foram organizados em uma tabela por ordem cronológica dos estudos selecionados, que nos mostram a grande preocupação em evitar que se ocorra o aparecimento das lesões de mancha branca nos elementos dentais e a importância de uma boa e adequada higienização bucal. Concluí que a maior causa das lesões de mancha branca no tratamento ortodôntico é por motivo de retenção do biofilme nos acessórios, dificultando a higienização adequada dos pacientes. Com relação ao maior efeito é a progressão da desmineralização em lesões de carie causando dor e comprometimento da estética.RS048 - Painel Revisão Sistemática
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4 - Ortodontia
Terapia complementar com laser de baixa intensidade na movimentação ortodôntica: uma metanálise de ensaios clínicos randomizados
Inocêncio GSG, Pennisi PRC, Vieira WA, Oliveira MN, Oliveira GJPL, Blumenberg C, Pithon MM, Paranhos LR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente trabalho avaliou a influência da laserterapia de baixa intensidade (LLLT) no movimento dental induzido. Uma revisão sistemática foi realizada considerando uma busca ampla em nove bases de dados, incluindo busca de parte da "literatura cinzenta". Um protocolo foi submetido na base de dado PROSPERO. A revisão foi conduzida seguindo as recomendações PRISMA. Apenas ensaios clínicos randomizados com extração do primeiro pré-molar foram incluídos. A avaliação do risco de viés foi realizada utilizando a ferramenta "JBI". A diferença média padronizada (SMD) das distâncias de retração do grupo que utilizou laser e o grupo controle foi calculada. As estimativas foram agrupadas a partir de modelos meta-analíticos com efeitos aleatórios. O GRADE foi utilizado na avaliação da qualidade de evidências. A busca resultou em 2956 registros e, apenas 14 preencheram os critérios de elegibilidade. Quando analisada a maxila, a distância de retração foi maior no grupo que utilizou laser em comparação ao grupo controle. Esse resultado foi percebido tanto após um mês de aplicação (SMD=0.79; 95%CI: 0.06; 1.53), quanto para dois meses de aplicação (SMD=1.64; 95%CI: 0.09; 3.20). Não houve diferença entre as distâncias de retração dos grupos quando analisada a mandíbula, independente do tempo de aplicação. A LLLT demonstrou eficácia como terapia complementar aumentando a velocidade da movimentação ortodôntica quando analisada na maxila. Períodos mais longos de aplicação do laser são capazes de conferir maiores distâncias de retração quando analisada a maxila. (Apoio: CAPES N° 001 | CNPq N° 307808/2018-1)