Aptamers anti-fibronectina melhoram os padrões de coágulação fisiológica e o comportamento de células osteoblásticas
Costa NMM, Aguiar LM, Parisi L, Ghezzi B, Macaluso GM, Oliveira PT, Palioto DB
Cirurgia e Periodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A funcionalização de arcabouços 3D (SCA) permite agregar moléculas bioativas específicas à superfície de biomateriais. Nesse contexto, aptamers são oligonucleotídeos que se ligam com alta afinidade, especificidade e estabilidade à sua molécula alvo, atuando como estimulador regenerativo seletivo. Assim, buscou-se verificar como SCA 3D enriquecidos com aptamers anti-fibronectina (APT) podem favorecer a coagulação fisiológica (PhC) e o comportamento dos osteoblastos (OSB). Para tal, 20 ug de APT foram funcionalizados nos SCA por simples adsorção. SCA, com ou sem APT, foram colocados em defeitos de calvária em ratos para criação do PhC, por 16 horas. Em seguida, OSB (linhagem UMR-106) foram cultivados sobre os SCA. Foram verificadas a viabilidade celular por MTT, acúmulo de matriz mineralizada por ensaio de vermelho de Alizarina (ARS), e a expressão de ALP e BSP por imunofluorescência indireta (IF). A morfologia dos OSB e do PhC foi verificada por MEV. A caracterização do PhC foi realizada por citometria de fluxo (CF) usando CD90, CD45, CD34, CD44, CD42 e CD61. A IF revelou elevada imunomarcação da ALP (p = 0.0021) e BSP (p = 0.0033) no grupo com APT. Na MEV observou uma enriquecida e densa rede de fibrina composta por diversos tipos celulares, havendo mais OSB e células brancas do PhC no SCA com APT, corroborando com os achados da CF. A expressão de CD90 (p = 0.0119), CD45 (p = 0.0036) e CD44 (p < 0.0001) foi superior com APT. A funcionalização de SCA com APT melhorou o comportamento dos OSB e os padrões de coagulação, mostrando ser algo novo e promissor em terapias regenerativas. (Apoio: FAPESP N° 2018/12036-3 | FAPESP N° 2018/16925-7)PN1282 - Painel Aspirante
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Estudo microtomográfico preliminar comparativo entre enxertos bovinos em grânulos para cirurgia de levantamento de seio maxilar em coelho
Balan VF, Silva ER, Costa MM, Godoy EP, Guimarães GF, Piola AL, Xavier SP
Ctbmf e Periodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi comparar o processo de reparo ósseo de seios maxilares enxertados com BioOss® ou Cerabone® em cirurgias de levantamento de seio maxilar em coelhos por meio de medidas microtomográficas. Dez coelhos machos da raça New Zealand, divididos em 2 grupos com 5 animais cada, foram utilizados nesse estudo prospectivo, randomizado do tipo split mouth. Após a elevação da membrana sinusal, quantidades idênticas (50mg) de enxerto ósseo foram introduzidas nos seios maxilares bilateralmente, de forma randomizada. De um lado a feita com Bio-Oss® 0,25-1,0 mm (Geistlich Biomaterials, Wolhusen, LU, Suíça); e o outro recebeu Cerabone® 0,5-1,0 mm (Botiss Biomaterials, Zossen, Alemanha). Após o período de 2 e 10 semanas foi realizada a eutanásia dos animais e os espécimes removidos foram encaminhados para o escaneamento microtomográfico (SkyScan 1172, Bruker, Kontich, Belgium). Com auxílio do software CTAn® (Bruker, Kontich, Bélgica) foram analisadas porcentagem de osso novo (%ON) e de enxerto residual (%ER). A %ON em 2 semanas para Biooss® vs Cerabone® foi de 19,51 ± 2,72% e 13,54 ± 1,70% e em 10 semanas foi 24,45 ± 1,40% e 19,71 ± 1,12%, respectivamente, apresentando maior quantidade de osso novo para Biooss® em ambos os períodos (p<0,05). A %ER em 2 semanas para Biooss® vs Cerabone® foi de 22,12 ± 3,17% e 44,46 ± 4,82% e em 10 semanas foi 32,65 ± 4,55% e 50,12 ± 2,31%, respectivamente, com maior taxa de reabsorção para Biooss® em ambos os períodos (p<0,05). Concluímos que o Biooss® apresentou maior potencial de neoformação óssea enquanto o Cerabone demonstrou maior %ER. (Apoio: CAPES N° 88887.475311/2020-00)PN1279 - Painel Efetivo
Área:
10 - Implantodontia - clínica protética
Implantes curtos e ultra curtos em mandíbula atrófica: acompanhamento de 10 anos
Zancopé K, Guerra EA, Neves FD
Oclusão, Prótese Fixa e Materiais Dentar - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este acompanhamento prospectivo avaliou a possibilidade de reabilitar pacientes classe I de Kennedy, com mandíbulas atróficas, utilizando implantes curtos (3,75 mm de diâmetro; 7, 8 e 9 mm de comprimento) e ultracurtos (4, 5 e 6 mm de diâmetro; 5 a 6 mm de comprimento), sob carregamento imediato ou tardio, demonstrando a taxa de sobrevivência do implante após 120 meses. Todos os pacientes receberam pelo menos um implante curto ou ultracurto submetido a carregamento imediato. Após o período de acompanhamento os seguintes dados foram coletados: 58 implantes foram instalados em 11 pacientes. A escolha de colocar os implantes em carregamento imediato ou tardio foi baseada na estabilidade primária no momento da instalação. Implantes com torque inferior a 32 Ncm foram submetidos a carregamento tardio (3 implantes). Implantes com 32 Ncm a 45 Ncm de toque, foram instalados os pilares e protetores de pilares, sem carregamento, então considerado tardio (30 implantes). Implantes com mais de 45 Ncm de torque foram submetidos a carregamento imediato (33 implantes). Após 10 anos de acompanhamento, 8 implantes falharam, 5 submetidos a carregamento imediato (15%) e 3 submetidos para carregamento tardio (12%). Esta série de casos clínicos avaliados prospectivamente demonstrou que a uso de implantes curtos e ultracurtos em carregamento imediato ou tardio, em regiões posteriores de mandíbulas atróficas, demonstraram satisfatória taxa de sobrevida do implante.